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domingo, 15 de janeiro de 2017

Site disponibiliza acervo raro com mais de 2 mil obras da literatura de cordel

Casa Rui Barbosa disponibilizou acervo raro de literatura de cordel. São mais de 2 mil obras


Um acervo raro da literatura de cordel, gênero literário muito popular no nordeste brasileiro, agora está disponível para os leitores de maneira online e gratuita.

A Fundação Casa Rui Barbosa (FCRB) criou o Cordel – Literatura Popular em Verso, um site que reúne, até o momento, obras de 21 cordelistas. No total, estão disponíveis 2.340 folhetos para consulta.

O site reúne versões originais e variantes dos cordéis. Foram disponibilizados ao público aqueles que já estão em domínio público e os que foram autorizados pelos próprios autores ou por suas famílias a fazerem parte do acervo digital.

O projeto foi idealizado pela professora Ivone da Silva Ramos Maya que, após receber um material muito raro do cordelista Leandro Gomes de Barros, um dos mais reconhecidos e importantes poetas do gênero, passou a imaginar um meio de dividir com o público os escritos do autor.

Em entrevista concedida ao Ministério da Cultura, ela diz que tem planos de ir mais longe com a ideia: “pretendo encaminhar uma proposta para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para que o cordel seja tombado como patrimônio da humanidade”, disse.

Além dos folhetos, o site possui também biografias dos autores e a bibliografia disponível na FCRB com 400 referências dentre artigos, livros, recortes, teses e dissertações.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Crítica | Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Sete Minutos Depois da Meia-Noite brinca e dialoga com uma específica condição do cinema: a arte do sonho.


O filme faz um jogo entre camadas de sonhos, fantasias e ficções para solucionar um problema real do protagonista, utilizando os aparatos do cinema para ilustrar a mente infantil de forma lúdica e como essa invenção psicológica pode ser um grande benefício.

Evidentemente que isso é bastante recorrente no cinema; nesse ano mesmo pôde ser vistos alguns filmes que seguiram por essa lógica, como o terror Sono da Morte, o thriller psicológico As Nove Vidas de Louis Drax, e até mesmo a fantasia mais recente de Tim Burton, O Lar das Crianças Peculiares. Já Sete Minutos Depois da Meia-Noite opta pelo viés do drama familiar.

O longa, adaptado do livro homônimo escrito por Patrick Ness, que também assina o roteiro do filme, acompanha a história de Conor, um garoto isolado, que convive com o risco de perder sua mãe na luta contra o câncer. Até que o garoto começa a receber a visita de um monstro que passa a contar histórias para que o personagem entenda o que está acontecendo consigo próprio.

Dessa forma, o mais interessante é a oposição entre esses mundos, o real e o fantástico. Algo que o diretor J.A. Bayona já abordara em outra chave no seu primeiro longa, O Orfanato (2007). Em Sete Minutos… o problema real é tão grande que há uma recusa por parte de Conor em aceitar esses sonhos esclarecedores. Há nessa questão a explicação por esse mundo onírico vir através da figura de um monstro. Esse plano do onírico e do fantástico vem por meio de uma invasão violenta, que tenta explanar para aquele menino o que ocorre, mesmo que esse processo seja bastante dolorido.

Assim, Sete Minutos Depois da Meia-Noite joga com essas contradições entre o mundo real e o fantástico. É curioso, por exemplo, como o cotidiano de Conor é retratado de forma silenciosa, com pouquíssimos diálogos e sem trilha musical, numa mise-en-scene que recusa expressar aqueles problemas, justamente como seu personagem. Por outro lado, quando há entrada daquele monstro, o filme toma um desenho sonoro extremamente forte, cheio de ruídos e até mesmo a forte presença da voz do monstro que agride, ou ao menos provoca o protagonista, assim como o espectador.

É interessante como esse embate entre os dois mundos vai ficando cada vez mais fluído. As fronteiras entre realidade e fantasia vão se dissipando, como se um habitasse o outro. Dessa forma, vale ressaltar o trabalho de montagem de Jaume Martí e Bernart Vilaplana, que conectam esses mundos através da edição, utilizando cortes em que o mundo real é continuação do imaginário, em que o movimento dentro de uma esfera é completada no outro âmbito, unindo essas duas dimensões.

Nesse movimento gradual de diluição dos limites entre fantasia e realidade, as histórias contadas pelo monstro assumem dois caráteres: o primeiro da obviedade, de construir pontes claras entre esses dois mundos; e o segundo de explorar uma inventividade estética. Desses dois pontos, é evidente que o primeiro por muitas vezes torna-se incômodo. Se aqueles sonhos vêm justamente para clarear a relação entre aquele garoto e o mundo real, as metáforas presentes nas histórias são extremamente óbvias, subestimando bastante a capacidade do espectador. Nessas histórias bastante didáticas, o que vale ser ressaltado é como são anti-maniqueístas, desejando sempre que Conor e o público pensem de forma complexa sobre o que é fazer o bem de verdade, por exemplo.

Se esses contos são recheados de um didatismo verbal até certo ponto irritante, Bayona é hábil ao deixar essas histórias completamente interessantes. Isso ocorre pelo rebuscamento visual adotado pelo filme. As histórias narradas pelo monstros tornam-se animações que parecem ter sido feitas com tinta pastel, diferenciando-se da construção realista do mundo de Conor, ou do uso dos recursos gráficos que compõem o monstro. Isso surge mesmo nos momentos em que as fronteiras do real já estão diluindo-se, o live action mistura-se com aquelas animações, conferindo ao filme um interessante visual.

Assim, nesse jogo, Sete Minutos Depois da Meia-Noite consegue explorar seus delicados momentos, aliando a leveza que seu visual lhe atribui, mas aprofundando-se nas relação dramáticas entre os seus personagens. Aqui, J.A. Bayona demonstra certa inconstância, uma vez que ao longo do filme constrói sequências intensas emocionalmente sem cair no clichê, mantendo uma sobriedade invejável, um filme muitos vezes calcado no silêncio, na dor que não consegue ser expressada no mundo real. No entanto, minutos depois, mais para o fim da projeção, o diretor aplica sequências que parecem meras chantagens emocionais, buscando numa trilha musical melodramático seu resultado emocional.

Sete Minutos Depois da Meia-Noite é um filme que peca em muitos detalhes, e é até bastante irregular. No entanto, como já visto esse ano, o tema retratado é importante e pode ser muito bem explorado, e o longa de fantasia encontra uma chave importante, não recusando o sentimento em momento algum, além de aliar uma rica inventividade estética.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O preço que Scorsese pagou por levar quase 30 anos para fazer "Silêncio"


Martin Scorsese apresentou nesta sexta-feira (13), em Paris, "Silêncio", seu filme mais pessoal e que planejou realizar desde os anos de 1990. Rodado em Taiwan, a trama se baseia na obra histórica homônima do japonês Shusaku Endo e narra as dificuldades dos missionários jesuítas no Japão no século 17.
Com "Silêncio", Scorsese, que se define como um católico não praticante, pretende "abrir um diálogo" com o público e mostrar "até que ponto a espiritualidade é parte integrante do ser humano". "O mundo não deve abandonar a espiritualidade, apesar dos atuais acontecimentos terríveis", afirmou ele.
O diretor fez e desfez este filme em sua cabeça por décadas, mudando, inclusive, o elenco, porque os atores "iam envelhecendo". E convencer Hollywood também não foi fácil. Ele precisou superar "problemas financeiros e legais" e "três ou quartos grandes atores" rejeitaram o convite porque "a religião não fazia parte de sua vida".
Sem citar nomes, Scorsese contou que um deles chegou a descartar o filme durante as filmagens de "O Lobo de Wall Street", protagonizado por Leonardo DiCaprio. Para ele, em Hollywood são necessários "atores que atraiam dinheiro", mas ao mesmo tempo corre-se o risco de trabalhar com quem "não acredita no projeto". Para "Silêncio", o diretor levou Andrew Garfield, Liam Neeson e Adam Driver.
Aos 74 anos, o diretor de "Taxi Driver" e "A Última Tentação de Cristo" assegurou que já "não tem nada a esconder", nem precisa "demonstrar que sabe utilizar uma câmera". "Este filme é o que sou agora. Não sigo a moda", destacou. "De alguma forma, este é o filme que mais se entrelaçou com a minha vida pessoal".
Até mesmo as filmagens na natureza, que disse tê-lo feito descobrir, por exemplo, o som das marés, foi uma "experiência mística". "Sou nova-iorquino, alérgico a tudo (...) e de repente me encontrei no topo de uma montanha", contou. "Viemos do silêncio e é para lá que vamos. Deveríamos aprender a nos sentir confortáveis com isso", disse, em alusão ao título do filme.
Em novembro, ele apresentou "Silêncio" no Vaticano, logo após se reunir com o papa Francisco.

Fonte: UOL Cinema

Ler dois livros ao mesmo tempo exercita o cérebro?

Descubra se vale a pena ou não consumir várias histórias de uma só vez.


Parece ser uma coisa complicada ou impossível, mas existem pessoas que conseguem ler mais de uma obra simultaneamente e lembrar de todos os enredos.

Estudos afirmam que esse hábito força o nosso cérebro a lembrar de mais coisas e abrir espaço para mais memórias, além de aguçar a concentração.

Outras pessoas afirmam que ler vários livros ao mesmo fazem com que o livro fique menos chato, e a vontade de terminá-lo aumente. Outros escolhem assim para caso não gostem do livro ou queiram saber de uma parte específica não precisem ficar presos a ele. O cérebro é um músculo, e fazer de tudo para exercitá-lo o tornará mais forte.

Alguns #Livros podem ser muito extensos ou difíceis de ler, então há a necessidade de leituras alternativas para dar uma “relaxa”. No começo será difícil, mas com o tempo você poderá ter concentração para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tente ler em horários específicos, para assim você criar uma rotina e se adaptar mais fácil.

Porém, se você aposta na prática para ler mais livros em menos tempo, saiba que poderá estar se cansando em vão, pois o tempo para ler ambos seria o mesmo caso fosse lê-los separadamente ou até maior, pois enquanto se acostuma, terá que voltar em algumas partes pois o risco de esquecimento é maior. Outras pessoas afirmam que desse modo acabam perdendo o foco e confundindo os personagens mesmo depois de algum tempo, ou não possuem muito tempo disponível para isso. Também corre o risco de abandonar um dos dois, sejam os temas iguais ou diferentes, pois haveria comparação.

Ainda há um terceiro grupo, que preferem reler um livro no mesmo instante em que começam um inédito, assim movimentam a prateleira e não deixam seus velhos amigos empoeirados.

Independente de ser um ou 5 livros, a #leitura deve ser fundamental e recorrente no dia a dia, pois trás vários benefícios: estímulo da criatividade, relaxa a mente, absorção de conhecimento e informação, etc. Atualmente, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, lendo apenas de 4 á 5 livros no ano.