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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Favorito ao Oscar, ‘Até o Último Homem’

Mostra um soldado pacifista e que não come carne


Concorrendo a seis estatuetas no Oscar 2017 e certamente como um dos grandes favoritos, Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) conta a história real do soldado Desmond T. Doss, um dos maiores heróis de guerra da história dos Estados Unidos (sem nunca dar um tiro). O filme está concorrendo nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Andrew Garfield), Melhor Direção (Mel Gibson), Melhor Montagem, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o jovem Doss resolveu se alistar para combater na guerra, mesmo sendo evangélico e tendo como uma de suas filosofias de vida jamais tocar em armas. Pertencente à Igreja Adventista do Sétimo Dia, o soldado foi hostilizado nos treinamentos no exército por não pegar em armas, mas virou um herói ao salvar 75 homens como médico de seu batalhão.


 

A história do soldado Desmond T. Doss, brilhantemente interpretada pelo ator Andrew Garfield, gira em torno de sua fé e perseverança em cultivar a não violência mesmo dentro da maior guerra de todos os tempos. A questão do não consumo de carne aparece em apenas um momento do filme e foi claramente colocada para reforçar que Doss era contra a violência em todos os sentidos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia preconiza a seus fiéis o não consumo de animais e o soldado seguia isso à risca, a ponto de deixar de comer no campo de batalha e oferecer sua porção a um companheiro.

Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) é um filme de encher os olhos com uma fotografia incrível e também o coração com esperança por um mundo melhor. Dirigido pelo aclamado ator e diretor Mel Gibson, o longa tem cenas de violência explícita típicas de uma guerra, mas o que salta da tela é a bravura e o respeito que o soldado Doss tem pela vida. O filme estreou nos cinemas do Brasil no dia 26 de janeiro.


A cerimônia do Oscar 2017 acontecerá no último domingo de fevereiro, dia 26, mas a Rede Globo vai exibir o evento apenas no dia seguinte. Como o Oscar será na mesma data em que ocorrerá o primeiro dia do desfile das escolas de samba, a emissora optou por mostrar o Carnaval ao vivo.




Novas imagens de Kong: A Ilha da Caveira mostram a grandiosidade de Kong





O longa é protagonizado por Tom Hiddleston, que vive um explorador procurando por seu irmão perdido e Brie Larson. Junto com uma equipe bem equipada eles vão até a ilha do grandioso animal e se deparam com a fúria de Kong. 

Na Ilha da Caveira habita uma pequena tribo que tem Kong como um deus o lhe oferece sacrifícios humanos em troca de segurança, Kong é um macaco gigante que é visto como a o rei da ilha, também habitada por insetos gigantes e dinossauros.

O novo longa é dos mesmos produtores de Godzilla. A Warner Bross negociou com a Universal os direitos sobre o filme, pois o estúdio pretende fazer um crossover entre Kong e o Godzilla.

O longa tem estreia prevista para 9 de março deste ano.

Fonte: Cinema10

Shazam: DC e New Line negociam com o diretor de Annabelle 2

David F. Sanberg estreou na direção em Quando as Luzes se Apagam.


DC e New Line Cinema negociam com o sueco David F. Sandberg para assumir a direção de Shazam. O diretor estreante em longas-metragens em Quando as Luzes se Apagam irá comandar o filme de horror Annabelle 2.

Shazam é o alterego de Billy Batson, um jovem que se transforma num super-herói ao pronunciar a palavra mágica que lhe dá nome — acrônimo de seis deuses e heróis do mundo antigo dos quais absorve os atributos: a inteligência de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Ares, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio.

Roteirizado por Henry Gayden, Shazam não terá mais a participação de Dwayne Johnson como o vilão Adão Negro. Geoff Johns decidiu escalar The Rock como protagonista de um filme solo. O personagem será retratado como um anti-herói em Black Adam.


A previsão de estreia de Shazam é 2019, sem data específica.

Fonte: AdoroCinema


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie


"No seu momento de maturidade literária, intensa criatividade e inventividade, Agatha Christie nos brinda com E não sobrou nenhum, considerado o melhor livro de suspense de todos os tempos, uma pérola do romance policial. Uma trama urdida cuidadosamente onde nenhum detalhe está fora do lugar, com a construção de incríveis elementos: a ilha deserta e isolada, a grande mansão e principalmente o fato de todos os convidados serem mutuamente suspeitos. Com essa atmosfera a autora já abre inúmeras possibilidades para a evolução da trama, e este é um dos seus grandes trunfos utilizados com muita argúcia para enriquecer o enredo. Outro fator que atesta a importância e a força desta ambientação é que os elementos utilizados por Aghata Christie tornaram-se alguns dos lugares-comuns mais visitados de toda a ficção policial em filmes, seriados, novelas e até mesmo em jogos de tabuleiro. 

"Outro aspecto explorado no romance é a exposição de facetas psicológicas dos personagens que ganham grande importância, pois é desta camada que vão surgindo alguns estados de loucura que são evidenciados em função do confinamento, do medo de ser a próxima vítima e da suspeita mútua de quem possa ser o assassino. Os supostos crimes cometidos vêm à tona, e ao longo do livro vão ganhando camadas e elucidando os motivos que unem personagens tão díspares. Culpados ou inocentes? Algozes ou vítimas? Nesse jogo de gato e rato identificar o assassino não é tarefa fácil e o leitor vai aventando possibilidades, perscrutando os personagens e mergulhando nesta trama onde culpa, arrependimento e loucura vão se confundindo.

"Lançado em 1939 E não sobrou nenhum quebrou as regras vigentes até então para o gênero policial e investigativo, porque em sua narrativa nenhum detetive soluciona o mistério e o criminoso escapa das garras da lei. A obra também foi adaptada para o cinema pelo diretor René Clair, em 1945, com o título O Vingador Invisível. Aclamado pelo público trata-se de uma aula de como elaborar um romance do gênero: apegado ao real, sem excessos, com personagens consistentes e fluidez. É sem dúvida um romance basilar do gênero."

Ótima leitura, simplesmente uma aula do gênero. Vale à pena conferir. Eu recomento.