terça-feira, 27 de setembro de 2016

Obras de Fábio da Silva agora disponíveis em E-Book pela Amazon


Distribuídas pela Amazon, as principais obras de Fábio da Silva agora estão disponíveis em E-Book para dispositivos Kindle.

Para aqueles que ainda não conhecem, Kindle é um leitor de livros digitais desenvolvido pela Lab126 (subsidiária da Amazon), que permite aos usuários comprar, baixar, pesquisar e ler livros digitais, jornais, revistas, e outras mídias digitais via rede sem fio.

Confiram os E-Books das principais obras do autor:

O Escritor: Ele tem o destino em suas mãos




Pode alguém impedir a morte escrevendo? 
Na cidade do Rio de Janeiro de 1929, o atormentado escritor Carlos de Assis, que sofrera uma grande decepção, não consegue se declarar à encantadora professora Maria Clara Rabelo. Em contrapartida, à medida que Carlos escreve o seu livro, uma série de assassinatos ocorre na cidade. Curiosamente, as mortes guardam semelhança com a história que escreve. Então, auxiliado por seu amigo Waldir Medeiros, Carlos decide investigar, pois ele é o único capaz de desvendar esse mistério. Mas o escritor estará pondo em risco não só a sua vida, mas a da mulher que ama. 
O roteirista e escritor, Fábio da Silva, após conquistar o 2º lugar no Concurso Roteirista.com, em fevereiro de 2009, com o curta “NADA É POR ACASO”, decidiu transformar o seu 1º longa, O ESCRITOR, em livro. 
O romance é uma viagem histórica pela então capital da República no final dos anos 20. Logo na introdução, há uma breve descrição da Avenida Rio Branco, que inicialmente chamava-se Central. Com um final surpreendente, a trama passa ainda pela Biblioteca Nacional, Teatro Municipal e Praça Mauá. 

"Obra bem redigida e com ótimo ritmo. Merecedora da Estrela de Distinção." 
"MESA DO EDITOR" 


O Escritor: Ele tem o destino em suas mãos eBook Kindle



A Mata: Apaixonar-se pode ser mortal



Você acredita em maldição?
O médico Eduardo Ribeiro também não acreditava.
De casamento marcado para daqui a um ano, Eduardo vai a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, visitar a família de sua bela noiva Marília. Chegando lá, conhece a misteriosa e sedutora Caroline.
Quando homens são mortos na cidade, Caroline afirma que eles estão sendo vítimas de uma maldição e que ela sabe como impedir os assassinatos. Sem muito acreditar, mas apaixonado pela moça, Eduardo decide ajudá-la. Só que o médico não sabe que está pondo em risco mais que o seu casamento com Marília.
Depois de O ESCRITOR, o autor Fábio da Silva nos traz mais uma obra baseada num roteiro homônimo seu, A MATA. Repleto de reviravoltas e com um final surpreendente, o romance tem sua trama ambientada no paraíso ecológico de Corumbá, cidade que recebeu o apelido de “Capital do Pantanal”.
Na história, nada é o que parece e apaixonar-se pode ser mortal.



domingo, 25 de setembro de 2016

O Símbolo Perdido - Mais uma aventura de Robert Langdon


O quarto livro da série encabeçada por Robert Langdon, talvez seja um pouco explicativo demais e crie rodeios quanto ao grande mistério da trama que vem a ser revelado ao final, mesmo assim o livro é diversão garantida, mantendo o mesmo padrão ao mesclar ciência, história e suspense presentes em outras obras do autor.

"Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana - o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está."


Vale à pena ler O Símbolo perdido, de Dan Brown, 512 páginas, Editora Sextante

domingo, 18 de setembro de 2016

6.720 HORAS de gravidez sem dúvida


Ao se deparar com a notícia da gestação, o casal é invadido por diferentes emoções. A alegria cede espaço para a elaboração de sonhos e fantasias. Ao mesmo tempo que a notícia desperta amor e carinho, aparecem também preocupações e medo. Medo de não corresponder às expectativas de ser uma “boa mãe” ou um bom pai”.

Com informações adequadas e precisas, este livro surge para auxiliar mulheres grávidas neste momento de transição. Orienta de forma clara e objetiva, dá dicas e sugestões e possibilita uma auto-avaliação dos conhecimentos acerca das situações mais importantes vivenciadas tanto na gravidez quanto no puerpério. Esse livro foi escrito pensando nas características específicas da mulher brasileira e dá a devida ênfase aos aspectos nutricionais, pessoais e emocionais da gestante.

Vale à pena ler 6.720 HORAS de gravidez sem dúvida, 256 páginas, editora Carnevale

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Dissecando a ditadura

Dossiê Lições de 1964: quatro títulos abordam, cada um sob o seu ponto de vista, diferentes fatos e os desdobramentos do Golpe

1964 em ritmo de aventura


Com fartura de detalhes e texto fluente, numa narrativa projetada para atrair o leitor, 1964 - O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil (Civilização Brasileira) traça um quadro ao mesmo tempo amplo e detalhados dos acontecimentos do início dos anos 1960, levando o leitor para o centro dos acontecimentos. Num dos bons trechos do livro, por exemplo, vemos Jânio Quadros, após sua renúncia, isolado no aeroporto de Cumbica, à espera de que a República clame por seu retorno, enquanto Jango bebe champanhe em Cingapura, brindando “ao imprevisível” e o Jornal do Brasil anuncia que os sindicatos pediam a volta de Jânio. A disputa pela liderança dentro do PTB, envolvendo Brizola, Jango e San Tiago Dantas, é outro aspecto bem explorado pelo livro. Jorge Ferreira, biógrafo de Jango, e Angela de Castro Gomes, especialista na trajetória do trabalhismo, são os autores dessa obra de grande fôlego. A maior fonte, explicitam os autores na apresentação, foram os jornais e revistas da época. E uma das grandes preocupaçôes: derrubar a noção de que o golpe não teve apoio de lideranças e de grandes parcelas da população civil.



A ditadura nas páginas dos jornais



Carlos Chagas, mestre do jornalismo, repórter daqueles cujas fontes não são o Google e a Wikipedia, astuto observador das intrigas e movimentos das raposas felpudas de Brasília, lança mão de centenas de recortes de jornais para dissecar os bastidores da ditadura, com suas intensas e constantes lutas intestinas envolvendo generais e lideranças civis. A ditadura militar e os golpes dentro do golpe (Record) acompanha, por exemplo, o então ministro Costa e Silva indo de quartel em quartel em Realengo numa noite de 1965, para exigir dos coronéis-comandantes de cada unidade que respeitassem sua liderança e não “descessem” para ocupar o Maracanã e impedir a apuração dos votos da eleição que daria a vitória a Negrão de Lima no pleito para o governo da Guanabara, em 1965. O imbróglio que se seguiu é destrinchado passo a passo pelo repórter e culmina com a instituição do AI-2, que, entre outras coisas, extinguiu os partidos políticos, determinou que os “atos revolucionários” ficariam excluídos de apreciação judicial e autorizou o presidente a decretar o recesso do Congresso Nacional.



Os tentáculos do regime



A primeira edição da coletânea O Golpe de 1964 e o Regime Militar (Edufscar), organizada por João Roberto Martins Filho, foi ao prelo em 2006 e tornou-se um referencial para o estudo da ditadura. Trazendo um ótimo time de pesquisadores e abrangência temática ímpar, o volume cobria em seus artigos assuntos como cultura, sexualidade e política externa, pouco explorados nas coleções sobre o tema. Entre os destaques estão o artigo O anticomunismo militar, no qual Rodrigo Patto Sá Motta defende a tese de que a principal força aglutinadora da coalizão que possibilitou o golpe foram os temores da implementação, por parte do presidente João Goulart, de um regime autoritário de base esquerdista, e a análise de Julianna Gazzotti sobre o discurso do Jornal da Tarde nos anos posteriores ao golpe, que, segundo ela, defende, endossava a posição do governo em relação ao combate à oposição armada e os comunicados oficiais em resposta às denúncias de tortura,  vistas como casos isolados. O livro ganha reedição agora, na esteira do aniversário dos 50 anos da ruptura democrática.



Dilemas que, 50 anos depois, permanecem



Na apresentação de A ditadura que mudou o Brasil (Zahar), os organizadores lembram que muitos aspectos o legado de 1964 seguem à espera de soluções satisfatórias: “o autoritarismo que continua a impregnar certas relações sociais, a democratização incompleta do Estado e da sociedade, os níveis elevados de violência social e policial, as desigualdades (de renda, de educação, de acesso à Justiça) extremas que ainda caracterizam a paisagem brasileira”. Desse ponto de vista parte a seleção de artigos que compõem a coletânea. No artigo de abertura, Daniel Aarão Reis expõe o vendaval de modernização que varreu o país entre 1964 e 1979, com seus altos custos, movidos pela ideologia do nacional-estatismo, cuja gênese ele localiza em outra ditadura, a do Estado Novo. Miriam Hermeto fala do teatro em tempo fechado e Anderson da Silva Almeida revisita o explosivo movimento dos marinheiros de 1964, desafiando versões consagradas dos fatos e absolvendo quase todos os envolvidos nos “distúrbios”.




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Neorrealismo Italiano

A imagem escura denuncia o tempo, os semblantes dos soldados mostram o cansaço e as cicatrizes da guerra, a destruição do local evidencia o lado mais selvagem de nós humanos.



O cinema italiano, imortalizado pelo trabalho de mestres como Federico Fellini, Roberto Rosselini, Luchino Visconti e Vittorio De Sica, os três últimos autores do movimento chamado neo-realismo italiano, conquistou admiradores e influenciou gerações de diretores ao redor do mundo. Atualmente, nomes como Ettore Scola, Giuseppe Tornatore, Nanni Moretti e Roberto Benigni mantêm o jeito italiano de filmar em produções premiadas e esteticamente bem finalizadas. Sergio Leone,Michelangelo Antonioni, Bernardo Bertolucci, e agora Gabriele Muccino fazem parte de outra safra de diretores italianos, que exerceram e ainda exercem, grande influência no cinema mundial, e foram importados para a industria cinematográfica norte-americana.

A temática do documentário em um filme ficcional, ou seja, a realidade numa peça de ficção, representação da realidade social, econômica e política da Itália do final da segunda guerra mundial são as características do movimento, que teve no cinema a arte mais engajada.


Um clássico mundial representa o início do movimento – que foi batizado pelo crítico cinematográfico e documentarista Mario Serandrei – Roma Cidade Aberta (1945) de Roberto Rosselini, que fez do cineasta e da atriz Anna Magnani ícones do neo-realismo. A película, filmada ainda durante a guerra, inclusive colocando cenas de combates verdadeiros, se tornou um poderoso documento contra o regime fascista.


Duas outras produções merecem destaque. Obsessão (1943), de Luchino Visconti, adaptado do livro estadunidense The Postman Always Ring Twice, e Ladrões de Bicicleta (1948), do genial Vittorio DeSica.



*** 


Para Rosselini, o neorrealismo é uma forma de, em um momento de pós-guerra, de ruína da Itália, de total miséria (squalore), dizer “ainda podemos fazer algo”, “em meio ao que parece nada, em meio a uma cidade quebrada pela guerra, os homens ainda produzem e sobrevivem”. O movimento era então, uma tentativa de democratização do artesanato do filme.


O movimento surgiu na Itália com o fim da Segunda Guerra Mundial. Em um país que estava ainda caótico e se recuperando após o longo governo fascista (1922 - 1945). Com o final da guerra, houve uma mudança econômica e social na população, com grande parcela do povo passando necessidades e desempregada. Anteriormente os filmes focavam mais em questões moralistas e com histórias romanceadas que mostravam uma falsa imagem da sociedade.


Vittorio De Sica, Rosselini e Fellini
Em contraste com tudo isso, o cineasta neorrealista trabalhava com o que tinha em mãos. Sem necessidade de agradar ao governo do país, mostrava a sociedade tal como ela se apresentava, fazendo um retrato da verdade, com filmes que seriam quase documentários.


Para que isso ficasse mais claro, constantemente eram utilizados atores não profissionais, que muitas vezes utilizavam de sua própria fala. Os personagens eram tão humanos com suas falhas e qualidades que os tornavam quase reais.


Com a escassez de financiamentos, os cenários eram feitos in loco, com poucos ou nenhum local fabricado para a execução das cenas. Constantemente também eram aproveitados restos de filmes e pedaços de rolo. Não havia efeitos especiais, o plano era colocar uma câmera na mão e fazer o filme com o som direto.

A estrutura narrativa evita as convenções clássicas de continuidade, muitas vezes não tendo uma linearidade ou explicação prévia das atitudes dos personagens que tem uma atuação mais perene e nunca exagerada.

O termo neorrealismo foi empregado pela primeira vez em 1942, quando Umberto Barbaro o citou na Revista Cinema, referindo-se ao novo movimento como autêntico, revolucionário, engajado e antifascista.


Roma, Cidade Aberta (1945), com Anna Magnani, musa do neorrealismo
Mas no cinema, o movimento teve início em 1945 com o lançamento de Roma, Cidade Aberta (1945), de Roberto Rosselinni. Ao contrário do que se esperava, o filme teve uma recepção fria do público, que não considerava pagar para ver o que sempre viam na vida deles: miséria. Mas podemos observar que houve uma evolução, com o cinema pela primeira vez dando vez e voz aos oprimidos.


Dentre os principais expoentes estão Roberto Rossellini, Luchino Visconti, Giuseppe Di Santis, Renato Castellani, Luigi e Vittório De Sica, com seu aclamado Ladrão de Bicicletas.

O movimento influenciou cineastas de todo o mundo, rompendo fronteiras. Satyajit Ray, na Índia, seguiu o mesmo conceito, adaptando-o à realidade de seu país. Ele retratou em seus filmes as tradições, os conflitos entre o novo e o velho e os mitos da antiga Índia, um país pobre que até hoje ainda vive em dificuldades.



Nelson Pereira no Brasil também teve suas obras influenciadas pelo neorrealismo. Vidas Secas, de 1963 é um exemplo claro da influência, ao mostrar a vida de uma família de retirantes em meio a seca e fome do nordeste.


O neorrealismo começou a perder forças na década de 50, com a melhora nas condições de vida na Itália. A Itália ainda veria ecos do movimento nas próximas décadas, sobretudo nos primeiros filmes realizados por Federico Fellini.