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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Caverna do Dragão: 30 anos de um dos finais mais frustantes do mundo das séries

Cultuada animação baseada em Dungeons and Dragons terminou antes de seu último episódio. Conheça o boato e a (provável) verdadeira história final.


O dia 7 de dezembro é uma data marcante para muitos espectadores dos anos 80 e 90. Há exatos 30 anos, chegava ao fim, de maneira abrupta e controversa, um dos desenhos mais cultuados de seu tempo: Caverna do Dragão.

De premissa simples, a série acompanha um grupo de seis jovens que embarcam numa montanha russa e vão parar em outra dimensão, com poderes para sobreviver num mundo de magia. Ao seu redor, três grandes personagens: o Mestre dos Magos, que surgia, dava um conselho e de repente sumia; o vilão Vingador; e um dragão de cinco cabeças, Tiamat. E é só. Se não conhece, faça um favor a si mesmo: vá correndo ver!


Baseada no RPG "Dungeons and Dragons" (que só chegaria ao Brasil após o sucesso do desenho), a série criada por Gary Gygax foi produzida pela Marvel Productions e TSR, Inc., sendo um sucesso de audiência em seus dois primeiros anos de exibição na CBS. Na terceira temporada, a atração perdeu espaço para Os Smurfs. Tornou-se uma incógnita para os seus realizadores.


Caverna do Dragão foi uma série ousada. Eric era bobo, Uni era fofa, mas a essência do programa era pouquíssimo infantil. Magos, demônios e monstros coexistiam numa atração que muitas vezes se mostrou sombria. Sobre a linha tênue de uma temática mais adulta, optou-se pela não renovação. A série foi cancelada ao fim de 27 episódios — e antes do último. Para revolta dos fãs.



O boato do Inferno


O cenário de insatisfação pelo brusco término de Caverna do Dragão foi propício para o nascimento de um grande boato. Segundo a creepypasta, Hank, Eric, Diana, Sheila, Presto e Bobby teriam sofrido um acidente na montanha russa e morrido. O Reino seria, na verdade, o inferno. O Vingador e o Mestre, duas versões de um mesmo diabo. O unicórnio Uni seria o seu agente espião, por isso responsável por frustrar os planos de retorno à casa dos jovens. O dragão Tiamat, esse, sim, um anjo. Sua missão: avisá-los de que jamais voltariam pra casa.

Esse teor sombrio é, de fato, peculiar a Michael Reaves, roteirista responsável pelo episódio final e todos os outros mais pesados da atração. Porém, tudo invenção. A lenda tomou proporções tão grandes que o próprio fez questão de desmenti-la: "Essa história toda é absurda", disse Reaves, embora admitindo que levou Dungeons and Dragons o mais longe que pôde em termos de um programa infantil — e que por isso não se importaram em produzir o desfecho da série. Coube a um cartunista brasileiro fazê-lo.




Reinaldo Rocha produziu o 28º episódio de Caverna do Dragão em quadrinhos. Intitulada "Requiem", a versão não oficial homônima adapta o suposto texto de Michael Reaves. Esse final também possui teor adulto e um tom de polêmica, pois mostra que o Mestre dos Magos realmente — ao seu modo — manipulava os jovens. O motivo, ao menos, tinha sua nobreza: recuperar o Vingador, seu filho, desvirtuado para seguir um mestre "Cujo Nome Não Pode Ser Dito".

Para não estragar mais, não vou contar o que acontece no resto do episódio. Se também é um fã viúvo do fim de Caverna do Dragão, clique na capa abaixo e confira a versão não oficial em quadrinhos de seu aguardado desfecho. Se prefere o final em aberto e ter a sua própria versão da história, compartilhe com a gente aqui embaixo.

Requiem: O final de Caverna do Dragão



Fonte: AdoroCinema