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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Livros de ficção que previram o futuro

Existem muitos livros de ficção inspirados em pessoas ou fatos reais.
No entanto, também há casos em que a própria ficção inspira a realidade.
Afinal, algumas situações descritas em obras da literatura acabaram se tornando verdadeiras.

Simples coincidências, ou mostras da genialidade de autores, as “previsões do futuro” presentes nos livros são surpreendentes — e, em alguns casos, até deixam dúvidas sobre a existência de premonição.

A seleção foi realizada por meio de recortes de listas já existentes, disponíveis em sites e revistas.

Ela inclui fatos descritos em obras clássicas como “Frankenstein”, de Mary Shelley; “Fausto”, de Goethe; e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.

No entanto, também há previsões mais recentes, de títulos como “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams; e “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells.

O Presidente Negro — Monteiro Lobato
“O Presidente Negro” foi o único romance adulto de Monteiro Lobato. Publicado em 1926, o enredo é centrado em Ayrton Lobo, um cobrador que sofre um acidente e é resgatado pelo professor Benson. O professor apresenta ao homem a sua invenção: uma máquina do tempo. O equipamento é destruído antes que Ayrton tivesse a chance de se transportar no tempo. Porém, com a narração da filha de Benson, Miss Jane, Ayrton conhece os detalhes da campanha presidencial dos Estados Unidos de 2228. Nela, um candidato negro derrota dois adversários, uma mulher e um branco conservador, e é eleito. Situação parecida com as eleições americanas de 2008, na qual Barack Obama venceu Hillary Clinton na disputa pela candidatura pelo partido democrata, e, posteriormente, derrubou o republicano John McCain nas urnas.

Fahrenheit 451 — Ray Bradbury
A televisão colorida foi lançada nos Estados Unidos em 1950. Apenas três anos depois, Ray Bradbury publicou o livro “Fahrenheit 451”, que tem como cenário os Estados Unidos dos anos 1990, época em que a sociedade é anti-intelectual e as pessoas estão proibidas de ler livros. Curiosamente, o sonho dos personagens é adquirir a própria televisão de parede, que permite uma espécie de imersão nas transmissões, tecnologia parecida com as projeções 3D da atualidade.

Neuromancer — William Gibson
O livro “Neuromancer”, do escritor William Gibson foi lançado em 1984, época em que a internet acabara de nascer, mas na qual a World Wide Web ainda não existia. Mesmo assim, a obra de ficção científica trata de temas como inteligência artificial, ciberespaço e roubo de dados. O protagonista da história é Case, um ex-hacker — ou cowboy, como é chamado pelo autor — que foi afastado do trabalho depois de tentar roubar seus patrões. Os chefes envenenam Case com uma toxina, que danifica seu cérebro e o impede de se conectar à Matrix.

1984 — George Orwell
O livro “1984”, escrito pelo romancista, ensaísta e jornalista George Orwell, em 1948, é um romance distópico, traduzido para 65 idiomas. O enredo antecipou o surgimento da vigilância em massa, promovida na ficção por um dos personagens centrais: o Big Brother. Tornando-se praticamente uma entidade, o Grande Irmão observa tudo e todos com a ajuda das teletelas, espalhadas nos lugares públicos e nos lares.

Admirável Mundo Novo — Aldous Huxley
“Admirável Mundo Novo”, lançado em 1932, é considerado um romance perturbador. Ele narra um futuro alternativo, no qual as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia, mantendo a ordem e a moral, em uma sociedade organizada por castas. Apesar de abordar a manipulação biológica, apenas 40 anos mais tardes as primeiras manipulações genéticas começaram a surgir.

Fausto, Goethe 
Embora os discursos ambientais tenham ganhado força principalmente nos anos 2000, a destruição da natureza em nome do desenvolvimento já havia sido abordada em 1829, na segunda parte do livro “Fausto”, de Goethe. O poema trágico, escrito em forma de uma peça de teatro, é considerado a abra prima do autor.

O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams
“O Guia do Mochileiro das Galáxias”, lançado por Douglas Adams em 1980, menciona o uso de uma tecnologia que surgiu apenas recentemente: a tradução automática de voz. A trama foi construída originalmente para uma série de rádio da BBC, e foi inspirada em um sonho de Douglas Adams durante uma viagem pela Áustria, quando o escritor estava chateado por não conseguir se comunicar com os moradores locais.

Frankenstein, Mary Shelley
Um clássico da ficção científica, o “Frankenstein”, de Mary Shelley foi adaptado inúmeras vezes para o cinema e a TV. A obra narra a criação de uma criatura a partir de tecido morto de outras pessoas. Apenas décadas depois, as evoluções no campo da medicina possibilitaram o transplantes de peles e órgãos. O que em 1818, quando Frankenstein foi lançado, parecia improvável.

A Cidade e as Estrelas, Arthur C. Clarke
Arthur C. Clarke lançou em 1956 o livro “A Cidade e as Estrelas”, que menciona a realidade virtual. No entanto, o primeiro simulador com o uso da tecnologia foi criado dez anos mais tarde, em 1966. A trama se passava bilhões de anos no futuro, época em que os oceanos foram extintos e a humanidade decidiu abandonar a Terra.

A Guerra dos Mundos, H. G. Wells
Outra previsão tecnológica da literatura de ficção científica foi publicada por H. G. Wells, na obra “A Guerra dos Mundos”. Embora tenha sido lançado em 1903, o livro já considerava a existência de tanques de guerra, que só foram inventados 13 anos mais tarde. A história centra-se na invasão do planeta por ETs inteligentes, que contam com uma arma mortal carbonizadora e máquinas assassinas.