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domingo, 23 de setembro de 2018

A literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.


A literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu hoje (19) a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Consultivo, que se reúne no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Site disponibiliza acervo raro com mais de 2 mil obras da literatura de cordel

“Poetas, declamadores, editores, ilustradores, desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores, e folheteiros, como são conhecidos os vendedores de livros, já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”, anuncia o Iphan.

A reunião contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa e do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira.  

O gênero literário é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Segundo o instituto, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações.

Literatura de Cordel – História
O cordel foi inserido na cultura brasileira ao final do século 19. O gênero resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe.
Tem ligação com as narrativas orais, como contos e histórias; à poesia cantada e declamada; e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.
Originalmente, a expressão literatura de cordel não se refere em um sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público, pendurados em barbantes, em uma especie de varal.
De acordo com o Iphan, os poetas brasileiros no século 19 conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil.


Clássicos da literatura infantil pelo mundo


Que tal uma volta ao mundo pelas páginas de diferentes clássicos da literatura infantil?
Veja a lista de obras que recomendamos
O instinto de ouvir e contar histórias faz parte do que nos torna humanos.
Quando o homem aprendeu a falar, antes mesmo de desenvolver a escrita, já utilizava o poder das histórias para passar ensinamentos e informações importantes para a sobrevivência de seu grupo, ou tribo.
A ideia de estar ao redor de uma fogueira ouvindo uma lenda sobre a formação do céu é tão atual quanto ver no Youtube um astronauta contando como é seu dia no espaço.
Crianças que ouvem histórias desde cedo desenvolvem a concentração e o poder de raciocínio. Mais do que isso, desenvolvem uma ligação com sua própria história e cultura. Ouvindo, aprendemos.
Por isso é tão importante incentivar a capacidade de ouvir desde cedo.
Veja alguns exemplos do que as crianças ouvem ao redor do mundo.

Literatura infantil pelo mundo – África
Os mais de cinquenta países do continente africano tem tradições tão diferentes quanto as do Marrocos e Madagascar, África do Sul e Costa do Marfim. Os contos reunidos em coletâneas do Brasil normalmente são os vindos de países que têm em comum conosco a história de colonização, como Gana e Nigéria, e a língua portuguesa, como Moçambique e Guiné Bissau.
A tradição dos contos africanos está muito mais ligada à cultura do que a religião e seu ensino é obrigatório por lei nas escolas brasileiras desde 1996, o que faz com que vários contos sejam encontrados em lojas país afora, como Sikulume e Outros Contos Africanos e Ulomma: A Casa da Beleza.

Literatura infantil pelo mundo – Brasil
Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky e João Carlos Marinho são alguns dos muitos nomes familiares da literatura infanto-juvenil brasileira. Mas o talvez maior sucesso do gênero no Brasil, nas estantes há gerações, é do carioca Ziraldo.
O Menino Maluquinho é uma homenagem tocante, engraçada e muito real à infância. Mineiro criado no Rio de Janeiro, Ziraldoescreve e desenha com uma simplicidade capaz de conquistar adultos e crianças na mesma medida. Outros clássicos do gênero que vieram de sua cabeça são Flicts, O Menino Marrom, O Joelho Juvenal, Rolim, Supermãe e A Turma do Pererê.

Literatura infantil pelo mundo – Colômbia 
A terra do realismo mágico oferece infinitas possibilidades de histórias incríveis para crianças. A literatura infanto-juvenil colombiana ocupa espaço generoso dentro das livrarias do país.
Exemplo de um clássico para crianças colombianas é Conjuros e Sortilégios, de Irene Vasco, que fala português e traduziu as obras da brasileira Ana Maria Machado para o espanhol.

Literatura infantil pelo mundo – Egito
As pirâmides, a esfinge e o deserto são parte do imaginário infantil, muito por causa de filmes e televisão. A coletânea Contos e Lendas do Antigo Egito conta as histórias desses monumentos e locais para crianças usando as belas lendas da terra dos faraós.

Literatura infantil pelo mundo – Indonésia 
História com personagens bichos e lições de moral são a definição de fábulas?—?as mais famosas são as do grego Esopo, autor de A Lebre e a Tartaruga e A Cigarra e a Formiga.
A Grande Corrida vem da mesma tradição, mas se passa no Sudeste Asiático e conta a história de um kanchil, um mamífero veloz encontrado nas florestas da Indonésia.

Literatura infantil pelo mundo – Itália. 
Inspiração para o desenho da Disney, o Pinóquio do Gepeto é italianíssimo. Criada em 1881 por Carlos Collodi, em Florença, a história ganhou alcance mundial com a versão animada nos anos 1940 e tem versões na Rússia, Japão e Brasil.
A saga de como Pinóquio deixa de ser um boneco de madeira e se torna um menino humano tem nada menos que 36 capítulos. A Companhia das Letras publicou a história original do Pinóquio em português.

Literatura infantil pelo mundo – Japão. 
Castelos, dragões e contos de fada. Seria como uma história dos irmãos Grimm, se não viesse de uma terra muito mais distante?—?o Japão. Os clássicos da literatura infantil japonesa são cheios de seres mitológicos e histórias sobre honra e amizade.
No Brasil, que tem a maior comunidade japonesa fora do Japão, As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas foram publicadas em dois volumes bilíngues reunindo 36 desses contos. Servem como iniciação ao universo mágico da terra do sol nascente, que é ao mesmo tempo tão distante e tão próxima dos brasileiros.
As belas ilustrações são do artista Yoshisuke Kurosaki, um dos desenhistas mais importantes do Japão.

Literatura infantil pelo mundo – Russia.
A história da Baba Yaga, com sua casa móvel sobre pernas de galinha, é talvez a mais conhecida do folclore russo mundo afora. Mas um país com uma tradição literária tão rica tem muito mais, é claro. Camponeses, monstros e princesas se unem a cossacos, popes e bogaries nas histórias ancestrais.
No Brasil é possível conhecer esse universo em Sete Contos Russos, que traz skázkas (ou lendas) adaptadas para o português pela escritora Tatiana Belinky, brasileira de origem russa.


sábado, 5 de maio de 2018

Autores opinam sobre os novos rumos da ficção científica atual


Muitos cenários e situações fantásticas que estamparam os roteiros da ficção científica do passado acabaram se tornando realidade. Podemos citar coisas como smartphones, headsets de realidade virtual, robôs e até mesmo a internet como exemplos de tecnologias que, quando vislumbradas por autores de sci-fi, ainda não existiam, mas, hoje, fazem parte do nosso cotidiano.

E com a tecnologia avançando a passos largos, fica a questão: o que será da ficção científica daqui para frente, em uma era em que praticamente qualquer invenção surreal pode acabar se tornando realidade? Afinal, roteiros envolvendo tecnologias ainda não existentes como o teletransporte ou a visita a outras galáxias, por exemplo, já estão saturados, e o imaginário popular está carente de "viagens" novas.

Então, o pessoal da revista Nature conversou com seis autores proeminentes da ficção científica atual para descobrir o que o gênero ainda pode oferecer além das distopias já manjadas.

Lauren Beukes aposta no afrofuturismo
A autora sul-africana gosta de mesclar temas relevantes da atualidade com ficção científica. Em As Iluminadas, um assassino em série viaja no tempo, ganhando o troféu da "Escolha do Leitor" no Exclusive Books, prestigiada premiação de literatura na África do Sul. Beukes também lançou um thriller chamado Zoo City que venceu o prêmio Arthur C. Clarke como melhor romance de 2011, além de Moxyland, romance cyberpunk que acontece em uma versão futura da Cidade do Cabo.

E ela acredita que a ficção científica segue relevante em uma época em que vivemos mudanças climáticas e crises políticas, além de embates sociais que impedem uma verdadeira globalização. Em sua opinião, o sci-fi pode nos ajudar a vislumbrar cenários futuristas com base nos acontecimentos atuais, ajudando a humanidade a não cometer erros que causem um futuro ainda mais caótico.
"A ficção é como nós lidamos com nós mesmos. Ao imaginar o inimaginável, é possível tornar a realidade mais suportável", acredita. E Lauren também acredita que, em um mundo em que as pessoas brancas sejam a minoria racial na África do Sul, mas detêm grandes poderes, fazendo com que a população negra ficasse historicamente marginalizada por lá, abordar o afrofuturismo seja um caminho interessante para o sci-fi.

Em suas palavras, "o afrofuturismo é um movimento artístico, estético e filosófico que combina ficção científica, magia, crenças tradicionais, história negra e cultura". Já existem obras recentes que abordam questões sociais e raciais de maneira criativa, no universo da ficção científica, e Beukes entende que "o aspecto mais emocionante do afrofuturismo é, talvez, a forma como se atreve a imaginar um futuro para o que foi historicamente e descaradamente negligenciado, não sendo necessariamente sobre cidades alternativas imaginadas, mas sobre os verdadeiros caminhos em que a transição e a descolonização estão acontecendo agora".

Kim Stanley Robinson, viagem no tempo e telepatia
O norte-americano ficou especialmente conhecido pela Trilogia de Marte, ganhando diversos prêmios renomados na literatura. Ele acredita que "agora, estamos vivendo uma novela de ficção científica em que todos escrevemos juntos".

Isso porque, em sua opinião, o presente parece perigoso e volátil, e o futuro é radicalmente incerto. Então, para lidar com essa amplitude de futuros possíveis, o autor costuma implantar um conjunto de ideias que organizam um determinado cenário.

Ele aposta, neste momento, em temas como viagens no tempo e telepatia. "A ficção nos leva a outras épocas e lugares, e nos leva dentro das cabeças das pessoas, onde ouvimos seus pensamentos e sentimos seus sentimentos", disse. E a ficção científica pode descrever qualquer momento, desde o amanhã até bilhões de anos no futuro.

Ken Liu não acredita que a ficção científica preveja o futuro
Nascido na China e naturalizado estadunidense, Ken Liu, além de lançar obras próprias, se dedica a traduzir livros de ficção científica chineses para o inglês. E ele não acredita que o sci-fi exatamente preveja o futuro, mas, sim, dá um vislumbre do que pode estar por vir. "A ficção científica, mesmo o tipo que leva a sério a idéia de 'futurologia', não tem sido muito boa em prever a realidade. Olhe ao redor: onde estão as colônias na Lua ou os portais para vagar pela Matrix?", questiona.

Ele entende que nossas tentativas de imaginar o futuro sejam frustradas pelo fato de que a evolução da tecnologia acontece, muitas vezes, além das previsões iniciais. "Ninguém que viu a primeira página HTML poderia ter previsto o Tumblr ou o Twitter, ou imaginou que a aplicação de filtros para selfies se tornaria um negócio de bilhões de dólares", argumenta.

Contudo, ainda que as histórias cyberpunk não tenham previsto com exatidão muito do que já existe em nosso mundo, como redes móveis avançadas ou a realidade aumentada, por exemplo, o gênero "nos deu base para refletir sobre a presença virtual como parte essencial das relações humanas, mediadas pela tecnologia".

Hannu Rajaniemi e seus mundos estranhos
Finlandês, este autor de ficção científica e fantasia acredita que explorar mundos estranhos seja uma boa pedida para o sci-fi atual, mais ou menos como tem sido feito na série Stranger Things, da Netflix. "O leitor deve se engajar na criação de sentido afetivo, com a garantia implícita do autor de que existe uma ordem subjacente detectável", acredita. "Quando isso acontece, há muitas vezes um momento transcendente e gentil que abre visitas ainda maiores além das páginas, na imaginação do leitor".

Então, Rajaniemi entende que o gênero, agora, deve tornar seus mundos mais estranhos, instigando a imaginação do leitor. "Quando voltamos da jornada, o mundo pode não ser menos estranho ou chocante, mas pode ser mais maravilhoso", opina.

Alastair Reynolds aposta na turbulência de ideias
Especializado em histórias obscuras e space operas, o britânico aposta na turbulência de ideias na ficção científica atual, fazendo o leitor parar para pensar. "A ficção científica é menos interessante quando o caminho para o futuro não é controverso", em sua opinião, e o autor concorda que "em um presente de ciência e ficção, pensar em futuros pode ser difícil".

No entanto, períodos de grandes transformações como o que vivemos hoje em dia dão origem a novas eras na ficção, o que inclui a científica. "Temos grupos de reflexão e institutos de futurologia", revela, justamente para que os acontecimentos atuais possam moldar as novas criações do gênero. "A ficção científica não está no âmbito da tranquilidade. Em vez disso, é dedicada à turbulência, transformação e imprevisibilidade. E nesses tempos turbulentos, precisamos dela mais do que nunca", conclui.

Aliette de Bodard e o impacto no cotidiano
A franco-americana ficou conhecida por seu tom especulativo em suas obras, e acredita no poder da ficção científica para causar impactos em nosso cotidiano. Ela entende que estamos vivendo uma era de grandes mudanças socioeconômicas, "para o bem ou para o mal", em suas palavras.

"Hoje, a ciência é penetrante, desde novas vacinas até smartphones onipresentes que atuam como assistentes pessoais e terminais de pagamento. E a ficção científica, agora, como no passado, constitui as histórias da ciência", acredita. Essas histórias, por sua vez, acabam por moldar as regras da realidade, sendo "nossas bases para dar sentido ao mundo e fazer com que ele mude".

Aliette entende, ainda, que, para quem escreve ficção científica, "desafios assustadores também podem ser estimulantes". Ela crê que o sci-fi possa nos dizer caminhos possíveis que uma nova tecnologia ou estudo científico podem nos levar, podendo dizer que tipo de sociedade estamos moldando, bem como "as grandes desigualdades entre aqueles que se beneficiam dos avanços científicos e da riqueza, e aqueles que ficaram para trás".

Finalizando seu raciocínio, a autora entende que "à medida em que o ritmo da descoberta científica se acelera e seu impacto nos aprofunda, a ficção científica está cada vez mais enredada com a ficção convencional". Afinal, a ciência atualmente pode beneficiar a sociedade de forma seletiva ou ser usada de forma inadequada, e a ficção fornece meios para que o leitor vislumbre cenários possíveis, bem como seus impactos em nosso cotidiano. "Precisamos lembrar o que a ciência pode fazer, dos horrores às maravilhas, e mostrar isso nas histórias que criamos", conclui.

Fonte: Canaltech

sábado, 28 de abril de 2018

O Conhecimento como riqueza- Principais Acervos Digitais Públicos


Se tem uma coisa que tem crescido com o passar do tempo é o capital intelectual. O conhecimento como riqueza nada mais é do que aproveitar as oportunidades para enriquecer a sua cultura.
Em um mundo cada vez mais competitivo, as oportunidades batem a porta de todos poucas vezes. Aqueles que forem mais inteligentes terão chances de conseguir aproveitar as brechas que existirem. E nesses pontos os principais acervos digitais públicos vão te ajudar em todas essas questões.

O Conhecimento como riqueza – Biblioteca

Uma das formas de conseguir aproveitar as oportunidades para ter mais conhecimento é através das bibliotecas públicas. Por essa razão, é preciso mostrar abaixo as principais alternativas.
  • Biblioteca do Senado– Sem dúvidas, essa é a principal fonte para ter informações sobre o senado. A pesquisa é livre para todos e para acessar clique nesse link.
  • Biblioteca da Câmara– Outra fonte importante de informação é por meio dessa biblioteca, porque tudo está disponibilizado de forma online.
  • Sebrae– Para ter acesso a alguns conteúdos exclusivos para empreendedores, o SEBRAE disponibiliza através desse link.
  • Nacional– Se desejar consultar dados nacional a principal fonte de livros é através da Biblioteca Digital Nacional.

Principais Acervos Digitais Públicos – Arquivos Públicos

Os principais acervos digitais públicos podem ser acessados pelo tópico anterior. É necessário citar que dependendo da sua cidade, o portal da prefeitura terá todos os dados também. O governo do estado também tem obrigação de disponibilizar todas essas informações através do website oficial do mesmo.

Principais Acervos Digitais Públicos – Internacional

Algumas bibliotecas de cidades grandes, por exemplo: Nova York e Londres, também oferecem acervos digitais. Para conseguir ter acesso é necessário ir até o website de cada uma e proceder com a pesquisa. Esses formam os principais acervos digitais públicos internacionais, porém existem muitos outros.

O Conhecimento como riqueza – Cultura

A única coisa que é possível levar consigo mesmo é a cultura, porque o resto fica aqui. A realidade é que o conhecimento como riqueza só é possível se você for culturalmente rico, portanto, o mais importante é procurar enriquecer o seu conhecimento e através dessas bibliotecas online, tudo fica muito mais fácil. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Site ajuda a encontrar livros difíceis, esgotados


Se você é apaixonado por livros
E nem sempre encontra os que procura, um site brasileiro poderá te ajudar.
O Livros Difíceis se propõe a encontrar até aqueles esgotados, fora de catálogo.
O site da editora ajudou a muitos leitores, no site há diversos depoimentos.


A entrega
"Encontraram em 7 dias, mas recebi 30 dias após ter feito o pedido. Acho que o trâmite desde a descoberta do livro, passando pela negociação com o proprietário, até chegar nas mãos do cliente, não é muito convencional, pois eles buscam livros até mesmo em bibliotecas particulares, e o preço é o que o proprietário pede", contou.

O preço
Como o serviço para localizar faz parte do preço final, os livros saem bem mais caros.


A "editora Livros Difíceis fez o "milagre" de encontrar para mim um livro superimportante para o trabalho que estou desenvolvendo no momento".

O site da editora também oferece serviço para organizar sua biblioteca.

Serviço

Sobre a busca por livros difíceis, raros ou esgotados

Gostei de um livro na Biblioteca Eletrônica. Como comprá-lo?
1) Você precisa estar cadastrado e logado em nosso site para efetuar sua compra. No lado esquerdo da tela, preencha o campo nome ou telefone e sua senha e autentique-se no site;
2) Já logado, clique em “Comprar”. O livro será automaticamente adicionado à sua cesta de compras. Você poderá continuar navegando pelo site para procurar por outros itens ou concluir a compra clicando no botão “Finalizar compra”, próximo ao campo de busca;
3) Para finalizar sua compra, digite o CEP do local de entrega de seu produto, calcule o valor e clique para que o envio do pedido seja feito. Em seguida você receberá por e-mail a nossa resposta e em breve terá seu pedido em mãos!

Quais são as condições de pagamento?
Os pagamentos devem ser efetuados via depósito bancário.

Quanto custa a busca por um livro difícil?
O serviço de encontrar o livro para você não custa nada. Uma vez encontrada a publicação, o cliente fica livre para comprá-la ou não, de acordo com o preço fornecido pelo dono do livro.
Salvo raríssimas exceções, em geral os livros não ficam em nosso estoque. Eles são buscados de acordo com a sua solicitação.

Quanto tempo leva entre o pedido do livro e a entrega?
Uma vez encontrado o livro, em média 15 dias úteis.

Quero encomendar um livro difícil. Como faço?
Para solicitar que nossa equipe fareje pela publicação desejada é necessário que você esteja cadastrado e logado no site.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Livros infantis que ainda são assustadores para adultos



As crianças podem ser bem mais fortes do que nós imaginamos.
Adultos que se preocupam com histórias de ficção temendo que sejam assustadoras demais para as crianças, estão negligenciando uma verdade irrefutável: As crianças gostam de ter medo. O fato é que os fedelhos são feitos de um material bem resistente, e apreciam o tipo de adrenalina que vem na forma de um livro ou filme assustador.
Mas os adultos são aqueles que não sentem medo. Eles estão sempre no controle e sabem que sempre podem contar com alguma explicação lógica para qualquer coisa que fuja do racional.
Sendo assim, reunimos aqui alguns livros considerados ‘infantis’ com histórias tão apavorantes, que causariam pesadelos até mesmo no mais convicto dos adultos.

✔ Contos dos irmãos Grimm (Irmãos Grimm)
Uma coleção de histórias escritas por esses irmãos macabros, incluindo clássicos como “Rapunzel”, “Cinderela”, “Branca de Neve”, e outros. Só que a frase “… e viveram felizes para sempre” originalmente não se aplicava às irmãs malvadas e invejosas de Cinderela, que tinham seus olhos arrancados por pássaros no final da história. (Editora Rocco)
Por que isso assustaria os adultos: Apesar dos filmes da Disney transformarem o conceito de contos de fadas em histórias de amor melosas cheias de pássaros cantando e finais felizes, os Irmãos Grimm utilizavam todo tipo de lições morais sombrias e punições cruéis para os ímpios. É até um pouco perturbador considerar que estas histórias em que crianças são devoradas, princesas entram em coma, e corações são arrancados, foram escritas para uma faixa de idade tão baixa.

✔ Algo Sinistro vem por aí (Ray Bradbury)
Uma história de horror, magia e poesia na qual dois garotos precisam enfrentar criaturas ameaçadoras dentro de um misterioso parque de diversões itinerante que parece não ter origem nem destino. É cíclico e carrega a força de símbolos e verdades que servem plenamente para representar a existência real e suas eternas conquistas, frustrações, ameaças e dúvidas. (Editora Bertrand Brasil)
Por que isso assustaria os adultos: Esses caras não são apenas ameaçadores como de costume. Eles são o mau encarnado e viajam por aí roubando as almas das pessoas. Logo os habitantes da cidade estão sob o poder do proprietário do parque, Sr. Dark, que tem uma tatuagem para cada pessoa que ele misteriosamente aprisiona.

✔ O Senhor das Moscas (William Golding)
Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida. Um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano. (Editora Alfaguara)
Por que isso assustaria os adultos: Uma ilha operada por garotos selvagens e sujos? Terrível. Olhe o que acontece quando deixamos os meninos aos seus próprios cuidados: sacrifícios, rituais, cabeças de porcos cortadas e crianças sendo esmagadas por pedregulhos.

✔ Ponte para Terabítia (Katherine Paterson)
Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois tornam-se grandes amigos, e criam um reino imaginário chamado Terabítia, onde governam soberanos protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa, e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade. (Editora Salamandra)
Por que isso assustaria os adultos: Durante um jogo entre as crianças, Leslie, a Rainha de Terabítia, cai para a morte após se balançar em uma corda que se solta da árvore onde estava amarrada. É uma dura lição de como a morte súbita e sem sentido pode atingir até as pessoas mais seguras de si.

✔ Buracos (Louis Sachar)
Acusado de roubar um precioso par de tênis, Stanley Yelnats é condenado a ir para um reformatório, localizado no leito seco de um lago. Todos os dias, casa um dos internos é obrigado a escavar um imenso buraco na terra dura e seca, sob um sol de rachar. Stanley percebe que na verdade os chefes do reformatório buscam alguma coisa que deve estar enterrada por ali. (Martins Fontes)
Por que isso assustaria os adultos: As relações entre os internos, as dificuldades para conseguir água, as brigas pelo poder entre os meninos e entre os dirigentes se entrelaçam com a revelação de episódios assustadores. O diretor do lugar só dá cebolas para os meninos comerem, e els tem que cavar para poder encontrar água.

✔ Uma Dobra no Tempo (Madeline L’Engle)
“Uma linha reta não é a distância mais curta entre dois pontos.” Esta ideia está por trás da incrível história da família Murry, traçada em ‘Uma dobra no tempo’. No livro, a autora Madeleine L´Engle proporciona uma verdadeira viagem, com dissolução e reconstituição de corpos no espaço, através de atalhos que fogem do longo caminho dos anos-luz, e dá lugar a uma passagem da quarta para a quinta dimensão, impensável no espaço tridimensional que conhecemos. (Editora Rocco)
Por que isso assustaria os adultos: O pai de Meg fica preso em um planeta distante, e ela precisa salvá-lo. Todo mundo que ela encontra nesse planeta age em perfeita sincronia, um lugar de extrema conformidade que é controlado por um cérebro incorpóreo do mal, com poderes e habilidades telepáticas chamadas de TI. Não importa quantos anos você tenha, essa ideia é sempre aterradora.

✔ Coraline (Neil Gaiman)
Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento “vazio” no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. (Editora Rocco)
Por que isso assustaria os adultos: Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Porém, a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários. Um conto de como algumas percepções internas podem ser assustadoras.

✔ Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro (Alvin Schwartz)
Uma seleção imperdível de contos de terror, histórias de vinganças cruéis e relatos sobrenaturais, recontados por Alvin Schwartz. Ele escolheu as histórias do folclore americano e as lendas urbanas mais inquietantes e que fazem todo mundo tremer de medo há muito tempo. Isso porque essa tradição de contar histórias de terror começou há milhares de anos, com grupos se divertindo e se reunindo em volta de fogueiras para ver quem assustava mais. (Editora José Olímpio)
Por que isso assustaria os adultos: Quem será que teve a brilhante ideia de lançar esse livro no mercado direcionado as crianças? Neste livro, você vai aprender como deixar todo mundo horrorizado e imaginando as criaturas mais estranhas e arrepiantes. Um livro perfeito para ser lido no escuro!

✔ Goosebumps – Sorria e Morra (Robert Lawrence Stine)
Greg acha que a velha câmera que encontrou está com defeito. As fotografias sempre saem…diferentes. Na foto que Greg tirou, o carro novo do seu pai apareceu todo destruído. Logo depois, o homem sofre um acidente que quase acabou completamente com o automóvel. É como se a câmera pudesse prever o futuro ou, pior, fizesse o futuro acontecer! (Editora Fundamento)
Por que isso assustaria os adultos: Qualquer um que tenha passado pelos anos 90 conhece o terror que é Goosebumps. Embora todos os volumes tenham seus encantos individuais, o livro ‘Sorria e Morra’ da série é especial! A história apresenta um objeto totalmente inofensivo como uma câmera fotográfica, e a transforma em um instrumento de morte e destruição. Realmente assustador.

✔ As Bruxas (Roald Dahl)
Um menino passa férias em um hotel de luxo com a avó e descobre que o local está sendo usado para uma convenção de bruxas. E para sair dessa inteiros, os dois precisam ser mais espertos que as anciãs diabólicas que se reúnem no lugar. (Editora WMF)
Por que isso assustaria os adultos: Este hotel está infestado por ratos – bem, na verdade os ratos que antes eram crianças e foram transformados pelas bruxas em pequenos roedores peludos. Mas, ainda assim, uma infestação de ratos pode arruinar qualquer férias. O livro também tem uma adaptação para o cinema de 1990, estrelando Anjelica Huston como a ‘rainha das bruxa’.


sábado, 10 de dezembro de 2016

USP tem mais de 3 mil livros e jornais disponibilizados gratuitamente

 
Materiais estão em site e fazem parte do acervo da Biblioteca Brasiliana

Não há nada como descobrir que aquele livro que você estava buscando se encontra disponível online.

Melhor ainda se for gratuitamente.

Pensando nisso, a Universidade de São Paulo (USP) disponibilizou mais de 3 mil títulos – que contam com jornais – em seu site.

As obras, que compõem o acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, estão disponíveis no site Brasiliana e podem ser consultados a partir do nome do autor, data de publicação ou assunto.

Digitalizadas pela universidade, as obras se encontram disponíveis para download.

Além de livros, há também uma gama de jornais clássicos, como “A Cigarra”, manuscritos, mapas, imagens e documentos históricos.

Não é preciso ser cadastrado na biblioteca para realizar os downloads.

 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dicas para estimular crianças a ler mais

Como convencer os pequenos...


A largar joguinhos e a TV e abrir um livro
Estudos comprovam que a ler ajuda a desenvolver o cérebro, ter melhor desempenho acadêmico e até mesmo a criar uma sociedade mais igualitária. Estimular crianças a tomar gosto pelos livros é uma missão importante de pais e educadores.

O professor Júlio César Michelato, coordenador de português do ensino fundamental do colégio Objetivo, afirma que a leitura extraclasse gera resultados em sala de aula.  “Há uma diferença enorme na produção dos alunos que leem em relação aos que não costumam pegar em livros – os que leem têm uma bagagem maior, sabem reivindicar, argumentar com mais propriedade.”

Como convencer os pequenos a largar joguinhos e a TV para abrir um livro? Apesar da leitura ser uma atividade divertida e que pode ajudar adultos e crianças a criar laços afetivos, muitas vezes é difícil criar esse hábito. Por isso, reunimos algumas dicas de como estimular os pequenos (ou nem tanto) a ler mais. As férias escolares podem ser uma boa oportunidade para colocá-las em prática!

1. Seja exemplo
Ainda que seja um consenso dizer que é importante ler, 70% dos brasileiros adultos não leram nenhum livro em 2014, segundo uma pesquisa da Fecomercio-RJ. Como a leitura é um ato cultural, é importante que os adultos desenvolvam esse hábito para que a criança também aprenda a desenvolver. “A partir do momento que você está em casa engatinhando, você vê o seu pais lendo um jornal, um livro, uma revista, aquilo automaticamente passa a fazer parte da sua vida”, diz o Michelato.

2. Desligue a televisão
85% dos brasileiros gostam de assistir a televisão durante o tempo livre, enquanto só 28%  da população escolhe a leitura, segundo o estudo Retratos da Leitura no Brasil. O problema é que com o eletrodoméstico ligado fica difícil conseguir ler. “A TV desligada também gera um espaço vazio físico e psíquico para a leitura. Especialmente se o adulto também for ler naquele momento”, afirma a professora doutora Beth Cardozo do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP.

3. Crie um momento de leitura
Use momentos em família para atualizar a leitura. Você com seus livros, as crianças com os delas e conversem sobre o tema. “Além de ser importante ser um exemplo, é bacana mostrar para a criança o que está lendo. Não que ela deva ler aquele livro, mas é interessante mostrar as opções que existem de leitura”, afirma a professora Samantha Ishikawa, do Colégio Santa Maria de São Paulo.
Dá até para pensar em uma espécie de clube do livro, em que vocês escolhem um título e compartilham as impressões depois. Não tenha medo de dizer que não gostou de um livro e as razões para isso. Assim, a criança pode compreender que existem diferentes tipos de obras e que é possível deixar uma obra de lado e começar outra.

4. Ofereça diferentes tipos de texto
Também é bom para oferecer diferentes tipos de texto. Apesar de gerar certa insegurança, não há problema em deixar que crianças leiam conteúdo destinado a diferentes faixas etárias. “Muitas vezes, pais estranham o interesse dos filhos em enciclopédias ou livros de receitas, mas são tipos de texto que podem gerar muito conhecimento para a criança”, afirma Samantha.

5. Respeite o gosto do leitor
Especialmente entre as crianças mais velhas, os pais podem ter preconceitos com os gostos literários dos filhos, que tendem a se interessar por um único gênero. Estimule a leitura desses títulos, mas tente oferecer também outras opções. Leitura demais não machuca. “O fundamental é ter contato com a leitura”, afirma a professora do Santa Maria. Na hora de oferecer novos títulos, é importante conhecer a criança. Observe-a, investigue seus interesses. Acertar na hora de indicar um livro pode garantir que o pequeno se apaixone pela leitura.

6. Incentive contato com os livros
É importante cultivar a relação com livros mesmo antes da alfabetização. Com crianças pequenas, é legal explorar a leitura de imagens ou deixar que o livro seja usado como um objeto para brincadeira. A escritora Lygia Bojunga gostava de contar que antes de aprender a ler brincava de casinha dentro dos livros, que usava como tijolos e paredes. “Isso é importante para criar intimidade com o objeto”, afirma Beth.
No entanto, é preciso tomar cuidado para não dramatizar, caso algum título fique avariado. “Ensine o respeito pelos livros, mas não os deixe encastelados. Não tem motivo para fazer drama por livros rasgados ou riscados”, diz Beth.

7. Vá com calma
Não tem necessidade de cobrar que a criança termine um livro por dia. Assim como os adultos, as crianças podem ler aos poucos. Outra preocupação é não forçar para que a criança leia tudo sozinha. É possível alternar a leitura para que seja um processo mais prazeroso, mas tome cuidado para evitar um tom professoral e não ficar bombardeando a criança de perguntas como “entendeu?”. Por vezes, a leitura é apenas um momento de deixar a criatividade rolar solta.

8. Frequente livrarias e bibliotecas
Procure frequentar a programação de livrarias, bibliotecas, bienais e feiras do livro da região. Em geral, é possível aproveitar a  programação relacionada a leitura, como encontros com autores, debates e cotações de histórias. Nas bibliotecas, também é possível começar a compreender obrigações e responsabilidades.

9. Monte um cantinho da leitura
Crie um ambiente confortável que estimule a leitura, no qual a criança tenha acesso aos livros sempre que quiser, com iluminação adequada. Podem ser títulos emprestados em bibliotecas ou um pequeno acervo próprio. O importante é estarem à mão para estimular a leitura.

10. Conheça o autor
Crianças fantasiam muito sobre quem é o autor dos livros. Quando descobrem mais sobre a vida dele, podem se interessar em ler sua obra. Se o pequeno gostou de algum livro, dá para investir em oferecer outros títulos do mesmo escritor. Outra sugestão é procurar blogs e canais de contato com os leitores que muitos autores mantêm. Eles, em geral, respondem mensagens e podem criar ainda mais interesse na leitura.

11. Estude a época retratada
Muitas vezes as crianças não entendem o porquê da leitura. Explorar a época em que o livro foi escrito ou o tempo que ela descreve pode gerar interesse. “Quanto mais informações você tiver sobre o livro, mais a criança fica interessada na historia” , afirma Samantha.

12. Alie com outras diversões
Associe a leitura a passeios. Se o livro fala de animais, que tal ir ao zoológico? Se ele fala do Universo, que tal ir ao planetário ou observar as estrelas do quintal? Filmes e peças de teatro também são bons métodos para gerar interesse nos livros em que foram baseados e vice versa. Textos teatrais também são opções bacanas. De leitura mais direta, agradam e podem ensinar muito.

13. Tablet não é só para joguinhos
Criar uma biblioteca virtual (seja no tablet ou no computador) também pode ser outra forma de estimular a leitura. Para algumas crianças, a leitura pode ser até mais rápida por conta das cores e luminosidade. “Mas o interessante é também não ficar só no digital. É bacana não ficar em uma única ferramenta”, diz Samantha.

14. Use a tecnologia a favor dos livros
Muitos sites de editoras (ou e-books mais incrementados) disponibilizam atividades lúdicas sobre os títulos. O que pode ampliar as atividades e o interesse pela leitura. O professor Julio Michelato também indica procurar canais do Youtube sobre literatura. “A linguagem jovem pode estimular outros a se interessar e ler mais”, afirma.

15. Não deixe se tornar uma obrigação
Se tudo isso for feito, não tem risco. Mas é importante tomar cuidado para não fazer que a leitura seja mais uma incumbência. Ler livros deve ser divertido para as crianças para que se torne um hábito para a vida toda.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

No Brasil, ler é coisa que se faz por obrigação


Há tempos, assisti a um comercial de TV sobre um produto esportivo, talvez um tênis, cujo mote era a necessidade de “liberar o corpo”.

O anúncio falava de pessoas “reprimidas”, que seriam mais felizes se vivessem ao ar livre usando o produto.

Entre estas, mostrava uma moça sentada, lendo um livro, dentro de uma biblioteca – o Real Gabinete Português de Leitura, no centro do Rio. Mensagem subliminar: a leitura é uma chatice, uma obrigação, o contrário de ser livre e feliz.

Uma pesquisa recente do Instituto Pró-Livro e do Ibope, “Retratos da Leitura no Brasil”, citada pelo colunista Antônio Gois, do “Globo”, traz dados alarmantes: 44% da população brasileira não têm o hábito de ler livros, e esse número não se alterou nos últimos 12 anos. Apenas 33% dos brasileiros tiveram a influência de alguém para adquirir o gosto pela leitura, quase sempre a mãe – o que não é um mal, mas por que não citar igualmente um professor?

Porque, diz a pesquisa, os professores também leem pouco e mal. Embora 84% tenham dito que leram um livro nos três meses anteriores à pesquisa, a maioria não se lembra do título ou não respondeu, e, quando se lembra, o mais citado é a Bíblia. Sim, não podemos nos esquecer dos seus baixos salários, que os impedem de comprar livros. Mas não é para isto que existem as bibliotecas?

Não no Brasil. Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados associam a biblioteca a um lugar para estudar ou pesquisar (naturalmente, por obrigação), não como um espaço de lazer, para ler por prazer, trocar livros ou fazer amigos. Em 2015, apenas 53% das escolas brasileiras tinham biblioteca ou sala de leitura.

Quanto ao Real Gabinete Português de Leitura, um monumento carioca, sua beleza faz dele um cenário requisitado pelos comerciais de TV. Até para veicular mensagens que o degradam e ofendem.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

NO BRASIL, 54% NÃO CONSOMEM LITERATURA POR VONTADE PRÓPRIA


Cresceu ligeiramente o número de leitores no Brasil nos últimos quatro anos: eram 50% da população em 2011 e 56% (104,7 milhões de pessoas) no ano passado.

Mas a literatura está longe de ser o formato preferido no País: 54% dos alfabetizados não leem romances, contos e poesias por vontade própria.

Os dados são da quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro. Mais de 5.000 pessoas com idades a partir dos cinco anos foram entrevistadas, em todo o País, sobre seus hábitos e motivações de leitura.

O Ibope considera leitores os que leram ao menos um livro, inteiro ou em partes, nos últimos três meses. Quem não se enquadra nesse requisito é considerado não leitor, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

Jornais físicos e digitais lideram o ranking dos tipos de materiais mais procurados: 17% os leem todos os dias, enquanto a literatura atinge 9% da população diariamente, atrás ainda de revistas e livros não literários.

A quantidade de livros lidos por ano no País aumentou de 4, em 2011, para 4,96 em 2015; -2,43 terminados e 2,53 em partes.

O número aumenta conforme a escolaridade (10,87 para os entrevistados com nível superior) e a renda familiar (11,28 para mais de dez salários mínimos). O hábito da leitura também é maior entre estudantes (9,38 livros por ano), sobretudo devido a títulos indicados pela escola e didáticos.

A Bíblia é o livro mais lido no Brasil e aparece também nas listas de última obra lida e de títulos mais marcantes.

Leia mais em: Cultura Alternativa

terça-feira, 17 de maio de 2016

Leitura 100% inclusiva


Livro oferece recursos como audiodescrição, braile, letras ampliadas, texturas, aroma e até uma versão em Libras em um único exemplar

Quando Izabella Menicucci Badra decidiu colocar a história da sua cadela, a Missy, no papel, decidiu também que a história deveria ser lida pelo maior número de crianças possível.


Então, resolveu que o livro deveria ser 100% acessível. Assim nasceu o projeto História de Missy – uma história de amor (Brecel Editora e Gráfica, 42 pp., R$ 70) no qual a autora reuniu em um único exemplar recursos como letras ampliadas, braile, audiodescrição, texturas, aromas e até uma versão na Língua Brasileira de Sinais (Libras), que é pode ser acessada clicando aqui ou via um QRCode impresso na contracapa do livro.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

10 LIVROS PARA QUEM AMA VIAJAR

Por Maria Fernanda

Fizemos uma lista bem variada de livros de viagem, para todos os gostos, vem ver!

Em inglês, travel writing. Aqui pra gente, é conhecido como Literatura de Viagem (para ficção) ou Narrativa de Viagem e Jornalismo Literário de Viagem (para não-ficção).
Eu, particularmente, acho delicioso e bem democrático esse tipo de leitura. E, com a abertura do mercado para esse segmento, hoje em dia você encontra formatos bem variados, como aqueles direcionados mais para o ensaio pessoal, ou com foco na natureza (o que pode incluir também esportes radicais e turismo de aventura, por exemplo), ou ainda voltado à jornada interior – quem não se lembra do best seller Comer Rezar Amar?
Fizemos uma lista bem variada de livros de viagem, para todos os gostos:
1. Os Lusíadas, Luís de Camões (Ed. L&PM)

Bom, pra começar, vamos respeitar os clássicos, né? Esse épico português pode passar despercebido nessa categoria, mas ele é um dos mais clássicos livros de viagem. Narra a trajetória de Vasco da Gama rumo às Índias, em plena euforia renascentista das grandes navegações. Camões traz uma mistura de fatos históricos e mitologia e exalta o heroísmo não só dos portugueses mas também da Europa que vivenciava na época a transição para a Era Moderna.
2. Viagens de um naturalista ao redor do mundo, volumes 1 e 2 (Ed. L&PM)

Para quem gosta da intersecção entre narrativa de viagem e outras especialidades, essa é a pedida. Este livro conta sobre a viagem feita em 1831, pelo naturalista britânico Charles Darwin a bordo do navio Beagle. Durante cinco anos ele passou pela América do Sul, Terra do Fogo, Andes, ilhas Galápagos e Austrália. As anotações e observações dessa jornada foram fundamentais para a elaboração das teorias da evolução e seleção natural
3. O grande bazar ferroviário, Paul Theroux (Ed. Objetiva)

Theroux é um dos autores mais conhecidos nesse gênero e tem vários livros nessa pegada, com cenários diferentes. Aqui, escolhemos falar sobre O grande bazar ferroviário, narrativa em que o autor sai de Londres rumo ao Extremo Oriente pontuando suas observações argutas com sutileza e ironia. O trem é o meio de transporte que faz da jornada um trajeto inusitado, com situações que retratam a riqueza e a diversidade cultural das regiões por onde Theroux passa. Também vale ler A arte da viagem, do mesmo autor.
4. A arte de viajar, Alain de Botton (Ed. Intrínseca)

O autor associa o desejo de viajar para lugares distantes à busca da felicidade e faz uma reflexão sobre as motivações que levam o viajante a abandonar o conforto do lar e a enfrentar o desconhecido. Em seu passeio pelo universo das viagens, Botton se desloca por Barbados, Amsterdã, Madri e o deserto do Sinai, examinando o sublime e o comezinho, descobrindo o lado exótico dos aeroportos estrangeiros e o discreto charme dos postos de gasolina de beira de estrada.
5. Passaporte para a China, Lygia Fagundes Telles (Ed. Companhia das Letras)

O livro reúne 29 crônicas que formam um diário de bordo, ambientado em várias cidades da China. Era o ano de 1960 quando delegações de todo o mundo participaram da festa do 11º aniversário do socialismo chinês e Lygia Fagundes Telles foi incluída no grupo brasileiro. Antes de embarcar, ela recebeu outra proposta – enviar relatos da viagem para o jornal ‘Última Hora’. Daí surgiu o livro, que traz o olhar da autora sobre as paisagens, monumentos, roupas, costumes. Além das anotações de viagem, também há evocações literárias, recordações de infância e reflexões sobre o país natal. O livro conta ainda com um pequeno caderno de fotos tiradas durante a viagem.
Para ler a lista completa acesse: Roteiros Literários