Steve Jobs vem sendo reconhecido pelo seu trabalho com a Apple mesmo após a sua morte, em 2011.
Agora, quem presta homenagem ao criador da marca mais querida pelos millennials é sua filha, Lisa Brennan-Jobs, que serviu de inspiração para batizar um dos primeiros computadores pessoais da companhia.
Lisa anunciou que vai lançar um livro de memórias no próximo dia 4 de setembro, não exatamente sobre a história de seu pai, mas sim sobre a participação que o executivo teve em sua vida ao longo dos anos que esteve vivo.
A editora da publicação, Grove Press, descreve a obra como "uma história sobre crescer em mundos diferentes e os desafios de ter um pai famoso e imprevisível".
Esta será a primeira vez que Lisa fala tão abertamente sobre o relacionamento com Jobs. Uma das últimas vezes que isso aconteceu foi para a produção do filme biográfico Steve Jobs.
Lisa e sua relação com Jobs
Aos 39 anos, Lisa é a filha mais velha de Steve Jobs com sua antiga namorada Chrisann Brennan, e sua relação com o pai nunca foi tranquila.
No início, o cofundador da Apple negou a paternidade de Lisa mesmo após a comprovação de que ela era realmente sua filha biológica. Ele até se recusava a pagar pensão, valor que aumentou quando a Apple surgiu na mídia como uma empresa promissora.
Questionado sobre o nome que deu ao computador LISA, Jobs, na época, afirmava que aquilo, na verdade, era uma sigla para "Local Integrated System Architecture". Porém, alguns anos depois, ele assumiu que era uma homenagem à filha.
Um dos principais personagens dos últimos anos do Brasil, o empresário Marcelo Odebrecht é revelado pelos jornalistas Regiane Oliveira e Marcelo Cabral no livro “O Príncipe – Uma biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht”, lançamento da editora Astral Cultural .
Regiane Oliveira, que atualmente trabalha no El País Brasil, e Marcelo Cabral, que soma mais de 15 anos de carreira e nos últimos quatro anos atuou como editor na revista Época Negócios, da Editora Globo, somaram experiências, conhecimentos e fontes em um árduo trabalho de levantamento de dados e investigação. Ambos realizaram dezenas de entrevistas com fontes próximas ao empresário, além de terem acesso aos inquéritos que correm na Justiça sobre as 41 fases da operação Lava Jato.
O resultado dessa pesquisa pode ser conferido nas mais de 400 páginas do livro, que revela de modo inédito a personalidade detalhista, disciplinada e obstinada de Marcelo Odebrecht. A obra revela toda a trajetória do herdeiro da maior dinastia corporativa brasileira, que recebeu o apelido de Príncipe, desde sua infância em Salvador, passando pela ascensão nos corredores da empresa familiar até a queda, com sua prisão pela Polícia Federal, bem como sua vida no cárcere e os detalhes de sua explosiva delação premiada.
O mergulho nesse universo de informações tem um propósito: mostrar como a vida do presidente do grupo Odebrecht é um desfile de paradoxos. Ao mesmo tempo em que possuía uma fachada de cidadão de bem – pai carinhoso, marido atencioso e homem discreto, avesso à ostentação, bem como um empresário que deu emprego a quase 200 mil pessoas, pagou bilhões de reais em impostos e levou um dos maiores grupos empresariais do país a uma era de ouro – também exercia a corrupção nas sombras. Montou um sistema profissional de pagamento de propinas e caixa dois para uma legião de políticos de todos os espectros ideológicos e subverteu a cultura corporativa criada pelo seu avô, a TEO, uma espécie de teologia que prega a honestidade e a transparência.
Marcelo Odebrecht era, simultaneamente, o empresário respeitável, condenado como líder de quadrilha. Amado pelos funcionários. Temido pelos políticos. Um Príncipe que se sentia como o bobo da corte da República.Parte do material de pesquisa dos autores, como a transcrição da delação premiada feita por Marcelo Odebrecht à Justiça, estará disponível no site www.livrooprincipe.com.br, a partir do dia 1º de julho.
Em 2013 o escritor Bernardo Kucinski publicou um livro chamado "K. - Relato de uma busca". Na trama conta a história da luta de um pai para encontrar o paradeiro de sua filha, professora de química desaparecida com o marido durante o regime militar. O livro foi aclamado pela crítica e causou impacto na ocasião do seu lançamento.
Agora, Kucinski apresenta ao público "Os Visitantes", uma espécie de continuação de "K.", onde o escritor é visitado por diversas pessoas que dele tomam satisfação quanto à sua participação no livro. Por mais que o escritor se explique, dizendo que se trata de uma obra de ficção, que tudo fora invenção, mesmo justificando os fatos lançados no livro como sendo de licença poética, os visitantes não se dão por satisfeitos, exigindo retratações e criticando duramente a obra. Alguns deles, aliás, sequer leram o livro todo, apenas os trechos em que se julgam afetados, motivo suficiente para exigir contas do autor.
(...)
Li o livro de Kucinski em um só fôlego, no aeroporto de Porto Alegre (RS). O texto objetivo e inquieto nos obriga a prosseguir. Esperamos ansiosos pelo próximo voo do escritor.
As ruas escuras de São Paulo da década de 60 servem como cenário perfeito para criar o clima noir que a graphic novel "Ditadura no Ar - Coração Selvagem" precisa. No enredo, o repórter fotográfico Félix Planta quer descobrir onde sua namorada Lenina está detida, após uma manifestação estudantil ter sido reprimida pelos militares. Ambientado em 1969, durante um dos períodos mais difíceis da história recente do Brasil, o quadrinho traz à tona novamente os horrores da ditadura.
A graphic novel foi relançada em volume único no dia 16 de junho durante a 22ª Fest Comix, em São Paulo. A edição original - já esgotada - foi feita em quatro partes em 2011. A trama policial foi escrita por Raphael Fernandes (da revista "Mad') e ilustrada pelo artista Rafael Vasconcellos. "O grande motivo para esta republicação é que faltam histórias de ficção mostrando os anos de chumbo", diz Fernandes.
"Não podemos nos esquecer das consequências de nos deixarmos levar pelo ódio e a intolerância. A ditadura brasileira não foi nem um pouco branca. Não existe nada de sutil em tortura, morte e ocultação de corpos", lembra.
Para o autor, cuja a obra ganhou o Troféu HQMix em 2013, os quadrinhos brasileiros estão vivendo uma verdadeira efervescência criativa. "Os quadrinhos nacionais precisam ser explorados pelos leitores de quadrinhos em geral. Sabe aquelas pessoas que só leem super-heróis, mangás ou infantis? Precisamos deles lendo nossas histórias para que possamos cada vez mais lidar com o que precisa ser contado", explica.
Embora a graphic novel seja uma obra de ficção, a ambientação é baseada em relatos reais e em uma extensa pesquisa histórica. "É um quadrinho de ficção com os dois pés na realidade", diz Fernandes. O autor destaca que os presos políticos, o exílio, a tortura e o poderio militar servem como pano de fundo dramático para uma trágica história de amor.
"Conversei com pessoas que realmente queriam mudar o Brasil e com outras que gostavam de andar com um livro vermelho debaixo do braço só para flertar com as garotas da faculdade. Muitos dos pontos apresentados na trama foram recontados exatamente como ouvi", destaca o autor.
Como a obra foi produzida de maneira independente, Fernandes revelou que enfrentou dificuldades para distribuir o material. "Eu perdi com o frete todo o lucro que ganharia nas vendas", lembra. "Cometemos alguns erros na época, como produzir de forma seriada e não em um livro fechado. Nesta nova edição, pudemos revisar e trabalhar muitas páginas que não estavam com a qualidade desejada".
Após os prêmios e os reconhecimentos que o quadrinho conquistou, Raphael assinou um contrato com a editora Draco, que entregará a obra nas principais livrarias do Brasil. A graphic novel custará R$ 44,90 e terá 104 páginas coloridas, no formato 17 x 24cm e com capa cartona.
Livro oferece recursos como audiodescrição, braile, letras ampliadas, texturas, aroma e até uma versão em Libras em um único exemplar
Quando Izabella Menicucci Badra decidiu colocar a história da sua cadela, a Missy, no papel, decidiu também que a história deveria ser lida pelo maior número de crianças possível.
Então, resolveu que o livro deveria ser 100% acessível. Assim nasceu o projeto História de Missy – uma história de amor (Brecel Editora e Gráfica, 42 pp., R$ 70) no qual a autora reuniu em um único exemplar recursos como letras ampliadas, braile, audiodescrição, texturas, aromas e até uma versão na Língua Brasileira de Sinais (Libras), que é pode ser acessada clicando aqui ou via um QRCode impresso na contracapa do livro.
Quando os primeiros
raios da manhã iluminaram a Nova York de 7 de agosto de 1974, o francês
Phelippe Petit caminhou sobre as nuvens. Quase literalmente. Em um cabo
esticado entre as torres gêmeas do recém-inaugurado World Trade Center, o
equilibrista não só atravessou o vazio uma vez, mas passou quase uma hora
zanzando de um prédio para outro, ora contemplado o vazio, ora deitando no
arame, para o espanto de quem o observava uma imensidão abaixo. Ele foi preso
quando finalmente terminou seu feito, aplaudido por construtores da obra – e
depois, pelo mundo.
Sua história está bem documentada no excelente documentárioMan on Wire, de 2008. Mas faltava uma coisa: não existe nenhum registro em
vídeo do “golpe” de Petit – era assim que ele chamava sua caminhada. O diretor
Robert Zemeckis decidiu remediar este vácuo.A Travessiacoloca Joseph Gordon-Levitt no papel do equilibrista e o melhor
da tecnologia cinematográfica para assumir o lugar do WTC, que virou pó em 11
de setembro de 2001. O resultado é não só extraordinário, mas quase
literalmente de tirar o fôlego.
A Travessia, num resumo rabiscado, é Zemeckis sendo Zemeckis. O diretor
encontra o centro emocional da jornada de Petit e transforma seu feito num
verdadeiro heist movie, um “filme de roubo”, só que sem vítimas. O francês viu
a imagem do WTC numa revista quando estava no dentista, ainda em Paris, e
tornou-se obcecado em esticar seu arame no vão entre os prédio e caminhar sobre
ele. Não por fama, ou por um desejo de morrer que o levaria ao alto: era sua arte,
e ele queria que ela fosse imortal. É também pela arte que Zemeckis, ao lado do
roteirista Christopher Browne, recria sua jornada, desde o planejamento do
evento, convocando “cúmplices” para realizar seu “golpe”, como o mesmo batizou
a empreitada, até a caminhada solitária e quase onírica em um arame erguido
entre as torres.
Boa parte deA Travessia, portanto, é dedicada a entender o que leva um sujeito comum
(ou quase) atravessar um oceano para arriscar a vida em nome de uma
performance. O mérito recai nos ombros de Levitt, que em nenhum momento
santifica a imagem de Petit: ele é mostrado como um sujeito obsessivo, não
poucas vezes rude e arrogante, que encarava seus asseclas como assessório para
sua própria exaltação. Ainda assim, é impossível não mergulhar em sua viagem, e
o diretor não mede esforços para mostrar que, por trás do sujeito compulsivo e
irredutível, também havia um artista, e nada poderia ficar entre ele e sua
obra-prima.
Essa beleza, claro,
está no outro “personagem” deA Travessia, o próprio WTC. Não que os habitantes de Nova York enxergassem
qualquer maravilha no colosso de vidro e concreto erguido ao sul da ilha de
Manhattan: para muitos, não passava de um gigantesco arquivo, feio e sem
personalidade, fruto dos excessos de uma região – Wall Street – movida a
dinheiro. Para recriar não só as torres, mas também a cidade nos anos 70,
Zemeckis usou um canvas digital irretocável. Não contente em mostrar o feito de
Petit, ele queria que a plateia se sentisse como ele, vertiginosamente pendurada
em um dos pontos mais altos do mundo. A vista é espetacular, e nem por um
segundo é possível duvidar que tudo aquilo não seja real.
Essa alquimia cinematográfica, uma mistura de emoção genuína e
feito tecnológico que o diretor usou em filmes tão diferentes comoDe Volta Para o Futuro,Uma Cilada Para Roger
RabbiteForrest Gump, fazem deA Travessiauma experiência única, melhor desfrutada em 3D e, de
preferência, numa tela Imax. É cinema com suas melhores ferramentas, executado
para contar uma história de pessoas de verdade. Um conto de fadas real que
consegue, por alguns momentos, devolver ao World Trade Center sua majestade,
revelando uma beleza e uma poesia enxergada por Petit e por ele compartilhada
com o mundo. Zemeckis consegue colocar a plateia lá no alto, ao lado de
Phelippe, um lugar tão maravilhoso e cheio de promessas que agora pertence a
nossos sonhos.
"Steve Jobs", filme sobre o
cofundador da Apple e protagonizado por Michael Fassbender, estreia nesta
sexta-feira (9) nos Estados Unidos favorecido pela boa crítica e após superar
várias tentativas de boicote que levaram o cineasta David Fincher e vários atores
a abandonar o projeto.
O filme,
dirigido finalmente por Danny Boyle ("Trainspotting", "Quem Quer
Ser um Milionário") e com roteiro de Aaron Sorkin ("A Rede
Social"), se centra em três momentos da carreira de Jobs: a apresentação
do computador Macintosh (1984), a estação de trabalho NeXT (1988) e o iMac
(1998).
As cenas se centram nos diálogos eletrizantes dos atores e seu
frenético ir e vir, enquanto tentam solucionar os problemas prévios à
apresentação de um produto.
Fassbender dá vida a um Jobs feroz, mas também a um Jobs com
personalidade atrativa e sedutora que o torna perigoso nas distâncias curtas,
em uma interpretação que a revista "Hollywood Reporter" classifica de
brilhante e "engenho selvagem".
A direção, o roteiro e a interpretação de "Steve Jobs"
alcançam a "perfeição"; seu frescor e concepção são tão
surpreendentes que deixam o espectador "boquiaberto", assegura a
"Hollywood Reporter".
O site "The Verge" comemora também a interpretação de
Fassbender por suas "camadas e matizes" e por captar as contradições
que definem a figura de Jobs, refletidas na cena na qual nega, sem
sentimentalismo, a paternidade de sua filha de cinco anos, à qual mais tarde
reconheceria e que se encontra nesse momento em frente a ele.
O filme conta também com a presença de Seth Rogen, que dá vida a
Steve "Woz" Wozniak, cofundador da Apple, e Michael Stuhlbarg, que
interpreta ao desenvolvedor do software Andy Hertzfeld, desencadeante da ira de
Jobs por não ser capaz de que o protótipo do computador Mac dissesse
"olá".
A eles se soma Jeff Daniels, no papel de John Sculley,
executivo-chefe da Apple que demite Jobs e lhe provoca sua vingança; e Kate
Winslet, que encarna Joanna Hoffman, responsável de marketing e uma das poucas
pessoas que diz a Jobs as verdades na cara.
O filme se concentra nos anos jovens do cofundador da Apple e
não mostra o Jobs maduro e milionário, que morre aos 56 anos, em 2011, vítima
de um câncer de pâncreas.
O filme ressalta também o lado mais humano de Jobs, como quando
minutos antes da estreia do iMac, e triunfal após ter recuperado seu posto como
executivo-chefe da Apple, comenta com sua filha Lisa, de 19 anos, que é
imperfeito.
O filme de duas horas mostra um homem brilhante cuja visão
ajudou a guiar o mundo rumo ao século XXI, mas também um executivo que pode ser
impiedoso com os funcionários e a família.
À estreia seletiva nesta sexta-feira em cinemas de Nova York e
Los Angeles seguirá a generalizada no dia 23 de outubro. Assim se põe fim a uma
longa saga que incluiu, segundo a "Hollywood Reporter", tentativas de
boicote do filme por parte da viúva de Jobs, Laurene Powell.
Boyle, o diretor, reconheceu que nem Powell nem o atual
executivo-chefe da Apple, Tim Cook, ajudaram o projeto. "Houve momentos
difíceis. Não quero falar sobre isso", afirmou o cineasta.
Outra fonte, que a "Hollywood Reporter" classifica
como "chave", assegurou que a viúva de Jobs tentou "matar"
o filme desde o começo e telefonou os atores Leonardo DiCaprio e Christian Bale
para que não aceitassem interpretar Jobs.
Sorkin confessou também que a pressão à qual foui submetido foi
sufocante: "Estou farto do Vale do Silício", afirmou o roteirista
recentemente no programa de televisão "The Daily Show".
Ao que acrescentou que "a última coisa" que alguém
pode querer é contrariar os gênios do Vale do Silício (Califórnia), epicentro
da indústria tecnológica nos EUA.
O diretor David Fincher, que dirigiu "A Rede Social",
renunciou em 2014 a dirigir a última filme sobre Steve Jobs devido às supostas
"exigências agressivas" que recebeu por parte dos produtores.
Jon Favreau dirige a partir de um roteiro
de Justin Marks e Rudyard Kipling (autor do livro original),
que acompanha a aventura de um pequeno humano em meio à selva. Órfão, ele foi
criado por lobos e cresceu sob os cuidados de uma pantera negra. Quando os
animais resolvem devolvê-lo aos humanos, eles precisarão tomar cuidado com o
tigre que quer matar o menino.
A adaptação live-action da animação da Disney Mogli - O Menino Lobo estreia
nos cinemas do Brasil em 14 de abril de 2016
E George Miller pode comandar Liga da Justiça
Sombria
OHeroic Hollywooddivulgou
novas informações sobre a possível trama e os vilões deHomem de Aço 2. De
acordo com o site, Brainiac estará no filme e buscará o Codex (objeto com
informações genéticas da povo de Kripton) na Supergirl, que será introduzida na
história e terá mais tempo de tela do que o próprio Homem de Aço. Ainda segundo
eles, o objetivo de Brainiac é recuperar o objeto para criar o vilão Bizarro
(versão imperfeita e monstruosa do Superman).
Outra informação, dessa
vez do siteSlashFilm, diz que a Warner pretende
lançar a continuação entre 2019 e 2020 e queGeorge Miller, cotado
para a direção, ainda não assinou contrato e pode trabalhar em outro filme do
estúdio, oLiga da Justiça Sombria, que reúne personagens
como Zatanna e Constatine.
Por enquanto trate as
informações como rumores.
Até o momento, o próprio
calendário de filmes da DC (veja aqui) parece incerto, já que existe a possibilidade de
uma nova trilogia do Homem-Morcego com Ben Affleck (leia aqui) e Homem de Aço 2 sequer constava nas datas anunciadas pela
Warner.
No OmeleTV falamos sobre
o filme da Liga da Justiça de George Miller, do Superman de Tim Burton e outros
longas da DC que nunca aconteceram:
Só que o ator não deixou claro se
é dez vezes mais clássico ou dez vezes melhor – como também não disse se
voltará a viver o personagem.
A franquia 007 é a mais longa da história, tem lá seus altos e baixos,
e um de seus melhores momentos foi em007 - Operação Skyfall, um filme muito elogiado pelo
público, pela crítica e até vencedor de Oscar. Não à toa o diretor Sam Mendes relutou em retornar à cinessérie em007 Contra Spectre; não à toa, até o protagonistaDaniel Craig teve medo de voltar a viver James
Bond na telona.
"'Que po**a nós vamos
fazer?' Acho que todo mundo estava assustado, compreensivelmente", disse
ele, em entrevista àEsquire, para então explicar
a responsa que é realizar a sequência do "maior filme britânico de todos
os tempos": "O que isso significa? Daonde iremos a partir daqui? Como
se processa isso? Poderia ser uma corda no pescoço de todos. Acabou que não
foi, mas houve uma grande pressão no início."
Spectre representa um retorno às origens de James
Bond, o que contrasta em espírito com a nova roupagem implementada emOperação Skyfall. Essa mudança, porém, foi para melhor
– muito melhor – segundo Daniel Craig: "O canône do clássico
Bond está no lugar, eu me pergunto. "Vezes 10!", disse Craig,
empolgado, quase berrando, sorrindo, até levantar sua cerveja e repetir:
"É Skyfall vezes 10!" Entenda como quiser.
Daniel Craig falou muito
abertamente sobre outro tema interessantíssimo, e espinhoso: a misoginia do
agente 007. "Ainda bem que Bond não é [mais] tão sexista e misógino.
O mundo mudou. Eu certamente não sou assim. Mas ele é, e aí? E aí que você
escala grandes atrizes e faz as personagens tão boas quanto puder para as
mulheres nos filmes", disse o ator, indicando que a incrívelLéa Seydoux eNaomie Harris como
a nova Miss Moneypenny tiveram tal sorte em Spectre.
Apesar disso, ele destaca uma
complexidade específica em James Bond, como dormir com mulheres lindas e ser
essencialmente triste. Algo que enriquece o personagem, interpretado por Craig
pela quarta vez – e quantas mais? "Eu não sei. Eu realmente não sei.
Sinceramente", jurou o ator britânico, dizendo que nem consegue pensar
nisso porque "tem uma vida" e pretende deixar as coisas acontecerem,
e só depois, no momento certo, decidir isso. Você, deseja que ele volte?
Ao menos uma vez ele volta, já
tem data marcada: 5 de novembro, data de estreia de007
Contra Spectrenos
cinemas brasileiros.
Quase quinze anos mais tarde, nada permanece igual.
Treze anos apósO Ultimato,Matt Damon voltará
a ser Jason Bourne.O novo longa,
que terá direção dePaul Greengrass, vem sendo desenvolvido no maior
sigilo, mas Damon deu algumas dicas sobre o que está por vir em entrevista
concedida aoBuzzFeed:
"Sem estragar as surpresas, é Bourne no
meio de uma Europa marcada pela austeridade, em um mundo pós-Snowden. Muita
coisa mudou. Hoje há muita discussão sobre espionagem, liberdades civis e a
natureza da democracia."
Questionado
sobre a razão da interrupção da bem-sucedida franquia - que até tentou seguir
adiante comJeremy Renner emO Legado Bourne -, ele revelou que faltava
assunto:
"Os filmes eram sobre o período do
presidente Bush, então tivemos que esperar por mudanças no mundo."
As
filmagens, com Julia Stiles, Alicia Vikander e Tommy Lee Jones, vão
começar na próxima semana. Segundo o astro, a trama começa na Grécia, "o
berço da democracia" e ponto crítico atual, e termina em Las Vegas.Bourne 5, ainda sem título, estreia em julho de
2016 nos Estados Unidos.
“Como ele
consegue?" A pergunta vale para a cena inicial de "Missão Impossível: Nação
Secreta", em que, sem trucagens digitais, Tom Cruise agarra-se,
pelo lado de fora, a um avião que está decolando! Mas também vale para o
padrão de qualidade do novo filme da série iniciada em 1996, que consegue, ao
mesmo tempo, ser o melhor de todos os "Missão Impossível" e também um
dos grandes sucessos da temporada do verão americano. "Como ele
consegue?"
A resposta é até
simples: sendo Tom Cruise. O ator de 53 anos faz parte de uma raça em extinção,
mas que de vez em quando se ergue com fúria, a dos astros de cinema. Cada vez
mais, filmes ancorados por um único nome no pôster têm dado espaço, no topo das
bilheterias, a produtos --de super-heróis a adaptações de outras mídias.
Cruise entende
profundamente não só o negócio do cinema, mas também como lidar com suas fases.
Como produtor, dá pitaco em cada etapa da confecção de seus filmes, escolhendo
elenco e equipe, e também se colocando como parte do time, não deixando que o
sorriso milionário se torne uma egotrip, viabilizando empreitadas que
equilibram qualidade com um faro apurado para acertar no gosto das plateias.
Se nem sempre essa
mistura dá certo – o ótimo "No Limite do Amanhã", por exemplo, não
encontrou seu público –, "Nação Secreta" acerta em cheio e de tantas maneiras
que a vontade ao fim da sessão é levantar e aplaudir. É entretenimento puro,
que respeita a inteligência da plateia com um roteiro tão absurdo quanto
plausível, ao mesmo tempo em que tempera a coisa com ação e humor.
Os riscos são
sempre elevados, o perigo é constante e seu protagonista, Ethan Hunt (Cruise,
claro), às vezes parece que vai perder as rédeas da situação. Tudo é amarrado
com cenas de ação tão explosivas e espetaculares que empalidecem os
"Velozes & Furiosos" da vida.
Boa parte do mérito
de "Nação Secreta" é o senso de narrativa apuradíssimo de seu diretor
e roteirista, Christopher McQuarrie, com quem Cruise trabalhou no pouco visto
(por sinal, veja, é bem bacana), "Jack Reacher - O Último Tiro". A
caixa de brinquedos de "Missão Impossível", claro, é bem maior, e
McQuarrie não se intimidou com o escopo da aventura, explorando ao extremo o
absurdo da própria existência da IMF, a "Força-Tarefa Missão
Impossível", um ramo ultrassecreto do governo que opera de maneira nada ortodoxa
acima inclusive da própria CIA.
É a própria Agência
de Inteligência ianque, representada pelo personagem de Alec Baldwin, Alan
Hunley, que enxerga na IMF um órgão que mais atrapalha do que ajuda, deixando
em suas missões uma trilha de destruição –mesmo que as vidas salvas sejam
ignoradas. Nesse duelo de burocratas, Hunley larga nas mãos de William Brandt
(Jeremy Renner), aliado de Hunt, uma IMF em frangalhos e prestes a ser
absorvida pela CIA. O último entrave é uma caça às escuras empreendida por Hunt
contra o Sindicato, uma organização terrorista que surge como a antítese da
Força-Tarefa. Para Hunley, é uma mentira para garantir fundos aos movimentos de
Hunt e cia.; para o próprio agente, agora perseguido por seus próprios aliados,
é um perigo real e imediato que, caso não seja detido, pode se tornar o maior e
mais poderoso agente do caos no planeta.
Chris McQuarrie
parece ter prazer especial em colocar Ethan Hunt/Tom Cruise nas situações mais
extremas –o passeio de avião do começo, acredite, não passa de aperitivo,
completado com tortura, afogamento, acidentes de carro/moto e muita pancadaria.
Este é, fácil, o filme mais violento da série. Para isso, o diretor cria em
Solomon Lane (o ótimo Sean Harris), líder do Sindicato, o vilão perfeito. Ele
parece sempre um passo à frente do protagonista, é cruel, amoral e desprovido
de emoções, um vilão que realmente pode matar Hunt.
Ao contrário das
aventuras de James Bond e Jason Bourne, porém, "Missão Impossível" é
um esforço de equipe, e Ethan conta com o auxílio, além de Brandt, do estoico
Luther (Ving Rhames, remanescente lá do primeiro filme, que Brian de Palma
dirigiu em 1996), do hacker Benji (Simon Pegg, que tem a melhor química cômica
com Cruise desde sempre) e da novata Ilsa (Rebecca Ferguson, da série "The
White Queen").
Ferguson é, de
longe, a melhor surpresa de "Nação Secreta". Em um ano em que os
papéis femininos em grandes blockbusters ("Vingadores: Era de
Ultron", "Jurassic World") ganharam uma justa dose de críticas,
sua Ilsa Faust é uma agente mais que capaz de acompanhar –e superar– Hunt em
sua missão. Até porque sua verdadeira função, e onde está sua lealdade, é um
mistério que o filme saboreia antes de revelar por completo. Em nenhum momento
Ilsa surge como "interesse romântico", mas sempre como uma igual. Honestamente,
é o primeiro personagem de um filme da série que eu não me importaria se
ganhasse um filme-solo ("As Aventuras de Ilsa", alguém?).
O fórmula do
sucesso de "Missão Impossível: Nação Secreta" termina sendo a mesma
tanto no universo ficcional do filme quanto do lado de cá: trabalho em
equipe. Quando Cruise convocou J.J. Abrams e sua Bad Robot para produzir a
terceira aventura, de 2006, encontrou também os parceiros perfeitos para lhe
ajudar a tocar os filmes, sempre com equilíbrio em um bom texto, cenas de ação
sempre impressionantes (que Cruise ainda faz questão de encarar com o mínimo,
ou nenhuma, interferência de dublês) e bom humor. Parece simples, porque eles o
fazem assim.
Seria bacana
McQuarrie continuar tocando o barco no próximo filme, que Cruise já avisou queentra em
produção ano que vem(ninguém está ficando mais jovem...), mas a tradição de
"Missão Impossível" é entregar cada episódio a um autor diferente
(John Woo, Abrams e Brad Bird seguiram De Palma, que começou tudo). Com uma
máquina tão azeitada, até Woody Allen faria um trabalho formidável.