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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A Travessia usa tecnologia para recriar um momento de beleza sobre o WTC


Quando os primeiros raios da manhã iluminaram a Nova York de 7 de agosto de 1974, o francês Phelippe Petit caminhou sobre as nuvens. Quase literalmente. Em um cabo esticado entre as torres gêmeas do recém-inaugurado World Trade Center, o equilibrista não só atravessou o vazio uma vez, mas passou quase uma hora zanzando de um prédio para outro, ora contemplado o vazio, ora deitando no arame, para o espanto de quem o observava uma imensidão abaixo. Ele foi preso quando finalmente terminou seu feito, aplaudido por construtores da obra – e depois, pelo mundo.

Sua história está bem documentada no excelente documentário Man on Wire, de 2008. Mas faltava uma coisa: não existe nenhum registro em vídeo do “golpe” de Petit – era assim que ele chamava sua caminhada. O diretor Robert Zemeckis decidiu remediar este vácuo. A Travessia coloca Joseph Gordon-Levitt no papel do equilibrista e o melhor da tecnologia cinematográfica para assumir o lugar do WTC, que virou pó em 11 de setembro de 2001. O resultado é não só extraordinário, mas quase literalmente de tirar o fôlego.


A Travessia, num resumo rabiscado, é Zemeckis sendo Zemeckis. O diretor encontra o centro emocional da jornada de Petit e transforma seu feito num verdadeiro heist movie, um “filme de roubo”, só que sem vítimas. O francês viu a imagem do WTC numa revista quando estava no dentista, ainda em Paris, e tornou-se obcecado em esticar seu arame no vão entre os prédio e caminhar sobre ele. Não por fama, ou por um desejo de morrer que o levaria ao alto: era sua arte, e ele queria que ela fosse imortal. É também pela arte que Zemeckis, ao lado do roteirista Christopher Browne, recria sua jornada, desde o planejamento do evento, convocando “cúmplices” para realizar seu “golpe”, como o mesmo batizou a empreitada, até a caminhada solitária e quase onírica em um arame erguido entre as torres.

Boa parte de A Travessia, portanto, é dedicada a entender o que leva um sujeito comum (ou quase) atravessar um oceano para arriscar a vida em nome de uma performance. O mérito recai nos ombros de Levitt, que em nenhum momento santifica a imagem de Petit: ele é mostrado como um sujeito obsessivo, não poucas vezes rude e arrogante, que encarava seus asseclas como assessório para sua própria exaltação. Ainda assim, é impossível não mergulhar em sua viagem, e o diretor não mede esforços para mostrar que, por trás do sujeito compulsivo e irredutível, também havia um artista, e nada poderia ficar entre ele e sua obra-prima.


Essa beleza, claro, está no outro “personagem” de A Travessia, o próprio WTC. Não que os habitantes de Nova York enxergassem qualquer maravilha no colosso de vidro e concreto erguido ao sul da ilha de Manhattan: para muitos, não passava de um gigantesco arquivo, feio e sem personalidade, fruto dos excessos de uma região – Wall Street – movida a dinheiro. Para recriar não só as torres, mas também a cidade nos anos 70, Zemeckis usou um canvas digital irretocável. Não contente em mostrar o feito de Petit, ele queria que a plateia se sentisse como ele, vertiginosamente pendurada em um dos pontos mais altos do mundo. A vista é espetacular, e nem por um segundo é possível duvidar que tudo aquilo não seja real.

Essa alquimia cinematográfica, uma mistura de emoção genuína e feito tecnológico que o diretor usou em filmes tão diferentes como De Volta Para o Futuro, Uma Cilada Para Roger Rabbit e Forrest Gump, fazem de A Travessia uma experiência única, melhor desfrutada em 3D e, de preferência, numa tela Imax. É cinema com suas melhores ferramentas, executado para contar uma história de pessoas de verdade. Um conto de fadas real que consegue, por alguns momentos, devolver ao World Trade Center sua majestade, revelando uma beleza e uma poesia enxergada por Petit e por ele compartilhada com o mundo. Zemeckis consegue colocar a plateia lá no alto, ao lado de Phelippe, um lugar tão maravilhoso e cheio de promessas que agora pertence a nossos sonhos.


Fonte: UOL Cinema

"Steve Jobs" estreia nos EUA em meio a expectativa e boas críticas



"Steve Jobs", filme sobre o cofundador da Apple e protagonizado por Michael Fassbender, estreia nesta sexta-feira (9) nos Estados Unidos favorecido pela boa crítica e após superar várias tentativas de boicote que levaram o cineasta David Fincher e vários atores a abandonar o projeto.

O filme, dirigido finalmente por Danny Boyle ("Trainspotting", "Quem Quer Ser um Milionário") e com roteiro de Aaron Sorkin ("A Rede Social"), se centra em três momentos da carreira de Jobs: a apresentação do computador Macintosh (1984), a estação de trabalho NeXT (1988) e o iMac (1998).

As cenas se centram nos diálogos eletrizantes dos atores e seu frenético ir e vir, enquanto tentam solucionar os problemas prévios à apresentação de um produto.

Fassbender dá vida a um Jobs feroz, mas também a um Jobs com personalidade atrativa e sedutora que o torna perigoso nas distâncias curtas, em uma interpretação que a revista "Hollywood Reporter" classifica de brilhante e "engenho selvagem".

A direção, o roteiro e a interpretação de "Steve Jobs" alcançam a "perfeição"; seu frescor e concepção são tão surpreendentes que deixam o espectador "boquiaberto", assegura a "Hollywood Reporter".

O site "The Verge" comemora também a interpretação de Fassbender por suas "camadas e matizes" e por captar as contradições que definem a figura de Jobs, refletidas na cena na qual nega, sem sentimentalismo, a paternidade de sua filha de cinco anos, à qual mais tarde reconheceria e que se encontra nesse momento em frente a ele.

O filme conta também com a presença de Seth Rogen, que dá vida a Steve "Woz" Wozniak, cofundador da Apple, e Michael Stuhlbarg, que interpreta ao desenvolvedor do software Andy Hertzfeld, desencadeante da ira de Jobs por não ser capaz de que o protótipo do computador Mac dissesse "olá".

A eles se soma Jeff Daniels, no papel de John Sculley, executivo-chefe da Apple que demite Jobs e lhe provoca sua vingança; e Kate Winslet, que encarna Joanna Hoffman, responsável de marketing e uma das poucas pessoas que diz a Jobs as verdades na cara.

O filme se concentra nos anos jovens do cofundador da Apple e não mostra o Jobs maduro e milionário, que morre aos 56 anos, em 2011, vítima de um câncer de pâncreas.

O filme ressalta também o lado mais humano de Jobs, como quando minutos antes da estreia do iMac, e triunfal após ter recuperado seu posto como executivo-chefe da Apple, comenta com sua filha Lisa, de 19 anos, que é imperfeito.

O filme de duas horas mostra um homem brilhante cuja visão ajudou a guiar o mundo rumo ao século XXI, mas também um executivo que pode ser impiedoso com os funcionários e a família.

À estreia seletiva nesta sexta-feira em cinemas de Nova York e Los Angeles seguirá a generalizada no dia 23 de outubro. Assim se põe fim a uma longa saga que incluiu, segundo a "Hollywood Reporter", tentativas de boicote do filme por parte da viúva de Jobs, Laurene Powell.

Boyle, o diretor, reconheceu que nem Powell nem o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, ajudaram o projeto. "Houve momentos difíceis. Não quero falar sobre isso", afirmou o cineasta.

Outra fonte, que a "Hollywood Reporter" classifica como "chave", assegurou que a viúva de Jobs tentou "matar" o filme desde o começo e telefonou os atores Leonardo DiCaprio e Christian Bale para que não aceitassem interpretar Jobs.

Sorkin confessou também que a pressão à qual foui submetido foi sufocante: "Estou farto do Vale do Silício", afirmou o roteirista recentemente no programa de televisão "The Daily Show".

Ao que acrescentou que "a última coisa" que alguém pode querer é contrariar os gênios do Vale do Silício (Califórnia), epicentro da indústria tecnológica nos EUA.

O diretor David Fincher, que dirigiu "A Rede Social", renunciou em 2014 a dirigir a última filme sobre Steve Jobs devido às supostas "exigências agressivas" que recebeu por parte dos produtores. 

Fonte: UOL Cinema

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Assista ao primeiro teaser trailer legendado de Mogli - O Menino Lobo!

Por Laísa Trojaike

Com um clima muito mais pesado do que a animação original, Mogli - O Menino Lobo acaba de ganhar um incrível teaser trailer legendado! Preparado para ver Mogli (Neel Sethi), Bagheera (voz de Ben Kingsley), Kaa (voz de Scarlett Johansson), o Rei Louie (voz de Christopher Walken), Raksha (voz de Lupita Nyong’o), Baloo (voz de Bill Murray), Akela (voz de Giancarlo Esposito), Gray (voz de Emjay Anthony) e o terrível Shere Khan (voz de Idris Elba)?


Jon Favreau dirige a partir de um roteiro de Justin Marks e Rudyard Kipling (autor do livro original), que acompanha a aventura de um pequeno humano em meio à selva. Órfão, ele foi criado por lobos e cresceu sob os cuidados de uma pantera negra. Quando os animais resolvem devolvê-lo aos humanos, eles precisarão tomar cuidado com o tigre que quer matar o menino.



A adaptação live-action da animação da Disney Mogli - O Menino Lobo estreia nos cinemas do Brasil em 14 de abril de 2016



Saiba mais sobre o filme O Livro da Selva ou confira a nossa lista de filmes de aventura.




Fonte: Cinema10

Remake de Akira tem Christopher Nolan na produção e poderá ser uma trilogia

Por Laísa Trojaike


Na semana passada, houve um grande alvoroço depois de ter sido anunciado que havia uma possibilidade de que Christopher Nolan dirigisse o remake de Akira para a Warner. Agora, segundo informações do Den of Geek, o estúdio estaria com planos de transformar o anime em uma trilogia e, além disso, a aposta é de que é muito pouco provável que Nolan assuma a direção.

A fonte esclareceu que Nolan está, sim, envolvido com o projeto, mas somente como produtor. Além disso Nolan já teria se encontrado com algum diretor, cujo nome não foi revelado, para discutir a produção da adaptação.

O roteirista das séries Sons of Anarchy e Daredevil, Marco J. Ramirez está creditado como o último responsável pelo "rascunho" do roteiro.

O novo Akira ainda não tem uma data para chegar aos cinemas.

Saiba mais sobre o original Akira ou confira a nossa lista de filmes de animação.


Fonte: Cinema10

HOMEM DE AÇO 2 | SUPERGIRL, BRAINIAC E BIZARRO ESTARIAM EM CONTINUAÇÃO

E George Miller pode comandar Liga da Justiça Sombria


O Heroic Hollywood divulgou novas informações sobre a possível trama e os vilões de Homem de Aço 2. De acordo com o site, Brainiac estará no filme e buscará o Codex (objeto com informações genéticas da povo de Kripton) na Supergirl, que será introduzida na história e terá mais tempo de tela do que o próprio Homem de Aço. Ainda segundo eles, o objetivo de Brainiac é recuperar o objeto para criar o vilão Bizarro (versão imperfeita e monstruosa do Superman).

Outra informação, dessa vez do site SlashFilm, diz que a Warner pretende lançar a continuação entre 2019 e 2020 e que George Miller, cotado para a direção, ainda não assinou contrato e pode trabalhar em outro filme do estúdio, o Liga da Justiça Sombria, que reúne personagens como Zatanna e Constatine.

Por enquanto trate as informações como rumores.
Até o momento, o próprio calendário de filmes da DC (veja aqui) parece incerto, já que existe a possibilidade de uma nova trilogia do Homem-Morcego com Ben Affleck (leia aqui) e Homem de Aço 2 sequer constava nas datas anunciadas pela Warner.

No OmeleTV falamos sobre o filme da Liga da Justiça de George Miller, do Superman de Tim Burton e outros longas da DC que nunca aconteceram:



Fonte: Omelete

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Que Horas Ela Volta? representará o Brasil no Oscar 2016


O filme Que Horas Ela Volta?, da diretora Anna Muylaert, será o representante brasileiro no Oscar 2016. O longa foi escolhido pela Comissão Especial de Seleção do Ministério da Cultura (MinC) para concorrer a uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10) pelo coordenador-geral de Articulação, Formulação e Difusão da Secretaria de Audiovisual do MinC, Lula Oliveira, representante do ministro da Cultura, Juca Ferreira. 

Além do filme selecionado, concorreram à indicação os seguintes longas: A história da eternidade, de Camilo Cavalcante; Alguém Qualquer, de Tristan Aronovich; Campo de Jogo, de Eryc Rocha;Casa Grande, de Fellipe Barbosa; Entrando Numa Roubada, de André Moraes; Estranhos, de Paulo Alcântara; e Estrada 47, de Vicente Ferraz.

O coordenador-geral de Articulação, Formulação e Difusão da Secretaria de Audiovisual do MinC, Lula Oliveira, representante do ministro da Cultura, Juca Ferreira, falou sobre a satisfação do MinC pela escolha. "Entendemos que o filme tem uma importância no seu valor estético, artístico, na linguagem e no tema que ele aborda sobre uma realidade muito forte da sociedade brasileira e por ele ter buscado estratégias de comunicação para chegar aonde ele chegou. Estamos muito satisfeitos com a escolha, que foi muito boa e democrática", conclui.

O crítico de cinema Rodrigo Fonseca, membro da Comissão Julgadora, justificou o porquê da indicação do filme e sobre como ele reflete uma nova realidade vivida no Brasil. "Sobre a linguagem, o que este filme faz é mostrar como fica o afeto dessas classes (domésticas e empregadores). Nesse ponto, ele é um filme muito singular. Uma das coisas ditas na reunião é que esse filme consegue discutir a questão econômica e política e falar desse arranjo social sem fazer discurso, sem fazer plenária. Ele não é um panfleto. O filme fala de afeto que também levanta os tópicos sociais", explica.

O filme indicado passará agora pela avaliação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que selecionará nove produções estrangeiras, considerando os pré-indicados. Desse grupo, saem os cinco finalistas. O vencedor é anunciado no dia da festa do Oscar em Hollywood, Estados Unidos.

Que Horas Ela Volta? foi lançado no dia 27 de agosto e ganhou prêmios nos festivais de Sundance e Berlim. Além disso, teve os direitos de distribuição vendidos para mais de 20 países. O elenco traz os atores Regina Casé, Michel Joelsas, Camila Márdila, Karine Teles e Lourenço Mutarelli. 

Compuseram a comissão da seleção o cenógrafo e produtor Marcos Flaksman; o crítico de cinema Rodrigo Fonseca; o diretor Daniel Rodrigues da Silva Ribeiro; o chefe da Assessoria Internacional da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Eduardo Novelli Valente; o chefe do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza; e a sócia-membro da Academia Brasileira de Cinema Silvia Rebello.


Últimas indicações

Desde 1962, 45 filmes brasileiros já foram inscritos para o Oscar e apenas quatro conseguiram ser indicados: O Pagador de Promessas, O QuatrilhoO Que é Isso, companheiro? e Central do Brasil. Nenhum deles ganhou o prêmio. O filme Orfeu Negro, produção conjunta de Brasil, Itália e França, dirigida pelo francês Marcel Camus, levou o Oscar, mas concorreu pela França. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, foi pré-indicado pela Academia, que o considerou um dos nove melhores entre os 63 filmes inscritos em 2008, mas não conseguiu ficar entre os cinco finalistas.

Os filmes brasileiros selecionados para concorrer à indicação nas últimas seis edições do Oscar foram: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro (2015); O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho (2014); O Palhaço, de Selton Mello (2013); Tropa de Elite 2: o Inimigo agora é Outro, de José Padilha (2012); Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto (2011); e Salve Geral, de Sérgio Rezende (2010).


Sobre o filme Que Horas ela Volta?

A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

Mariana Menezes
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura


Fonte: MinC

sábado, 5 de setembro de 2015

Daniel Craig fala sobre a misoginia de James Bond e crava: 007 Contra Spectre é "dez vezes Skyfall"

De Rodrigo Torres 



Só que o ator não deixou claro se é dez vezes mais clássico ou dez vezes melhor – como também não disse se voltará a viver o personagem.

A franquia 007 é a mais longa da história, tem lá seus altos e baixos, e um de seus melhores momentos foi em 007 - Operação Skyfall, um filme muito elogiado pelo público, pela crítica e até vencedor de Oscar. Não à toa o diretor Sam Mendes relutou em retornar à cinessérie em 007 Contra Spectre; não à toa, até o protagonista Daniel Craig teve medo de voltar a viver James Bond na telona.



"'Que po**a nós vamos fazer?' Acho que todo mundo estava assustado, compreensivelmente", disse ele, em entrevista à Esquire, para então explicar a responsa que é realizar a sequência do "maior filme britânico de todos os tempos": "O que isso significa? Daonde iremos a partir daqui? Como se processa isso? Poderia ser uma corda no pescoço de todos. Acabou que não foi, mas houve uma grande pressão no início."

Spectre representa um retorno às origens de James Bond, o que contrasta em espírito com a nova roupagem implementada em Operação Skyfall. Essa mudança, porém, foi para melhor – muito melhor – segundo Daniel Craig: "O canône do clássico Bond está no lugar, eu me pergunto. "Vezes 10!", disse Craig, empolgado, quase berrando, sorrindo, até levantar sua cerveja e repetir: "É Skyfall vezes 10!" Entenda como quiser.

Daniel Craig falou muito abertamente sobre outro tema interessantíssimo, e espinhoso: a misoginia do agente 007. "Ainda bem que Bond não é [mais] tão sexista e misógino. O mundo mudou. Eu certamente não sou assim. Mas ele é, e aí? E aí que você escala grandes atrizes e faz as personagens tão boas quanto puder para as mulheres nos filmes", disse o ator, indicando que a incrível Léa Seydoux e Naomie Harris como a nova Miss Moneypenny tiveram tal sorte em Spectre.



Apesar disso, ele destaca uma complexidade específica em James Bond, como dormir com mulheres lindas e ser essencialmente triste. Algo que enriquece o personagem, interpretado por Craig pela quarta vez – e quantas mais? "Eu não sei. Eu realmente não sei. Sinceramente", jurou o ator britânico, dizendo que nem consegue pensar nisso porque "tem uma vida" e pretende deixar as coisas acontecerem, e só depois, no momento certo, decidir isso. Você, deseja que ele volte?

Ao menos uma vez ele volta, já tem data marcada: 5 de novembro, data de estreia de 007 Contra Spectre nos cinemas brasileiros.




Fonte: AdoroCinema

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

5 Filmes Sobre Escritores


Um livro quando é bom – ou muito ruim – faz o leitor refletir sobre as motivações, ideias e inspirações que levaram o escritor ou escritora a produzir a obra daquela maneira tão peculiar. O leitor, em algum momento, fecha os olhos e tenta se colocar no lugar do escritor e revirar sua mente. É por isso que muitos fãs, após lerem uma obra cativante, buscam por biografias e informações extras sobre os autores para sanar suas dúvidas e inquietações.

Uma maneira de ter essa experiência são os filmes sobre escritores. Sabemos que a grande produção cinematográfica nasce de adaptações de livros, porém alguns filmes têm como temática a vida do escritor. Nesta matéria vamos abordar alguns deles:


1. A Ilha da Imaginação


No filme A Ilha da Imaginação de 2008, o expectador-leitor tem contato com uma personagem que é a caricatura de muitos estereótipos do imaginário popular sobre escritores – aquele ser recluso, introvertido e com pouco contato social. A escritora Alex Rover interpretada por Judie Foster sofre com “manias” de limpeza e fobia social. Após uma série de desventuras (Não vou contar quais são, assista ao filme!) Alex Rover precisa ativar seu herói interno para realizar sua jornada pessoal. Não é à toa que o personagem da obra fictícia tenha o mesmo nome da escritora! É um bom filme para assistir com a família e com a criançada.


2. O Reencontro


O Reencontro (2012) é um filme cujo título brasileiro consegue expressar de forma pontual seu enredo, embora o título original seja bem diferente (The Magic of Belle Isle). Sinceramente, prefiro o nosso. Reencontrar-se é uma tarefa que um escritor precisa realizar muitas vezes em sua vida literária. E não é diferente com Morgan Freeman que interpreta Monte Wildhorn, um escritor famoso de bang-bangs, cuja inspiração o abandonou há algum tempo. Ele é levado por um sobrinho à passar alguns dias numa pequena cidade em volta de um lago e lá a “magia” acontece. Um típico filme de verão americano da sessão da tarde. Vale a pena para quem quer (re)encontrar a inspiração para escrever.


3. O Carteiro e o Poeta


 O Carteiro e o Poeta (1994), conta a história do poeta Pablo Neruda em seu exílio político. La película, como diria nossos hermanos, é praticamente uma metalinguagem, poetizando um período da vida de Neruda com uma produção, atuação e direção poéticas. Não consigo expressar aqui o que o filme me fez como expectador-leitor. Para tentar, cito Joseph Campbell “A poesia é a arte de fazer a Palavra ressoar através das palavras”. Esta película faz isso com imagens!


4. Escritores da Liberdade


Agora, se pensarmos no momento sócio histórico contemporâneo, não podemos nos esquecer do papel social da escrita. E um filme que retrata bem essa questão é o Escritores da Liberdade  (2007). Nesse filme, a professora Erin Gruwell interpretada por Hilary Swank tem a difícil tarefa de resgatar jovens estudantes de um mundo onde a violência e marginalização adentrou os muros da escola. Como ela faz isso? Assista ao filme e descubra . O que posso adiantar é que a escrita tem papel fundamental na trama e faz toda a diferença. É um belo filme.


5. Desconstruindo Harry 


Não poderia terminar esta pequena lista sem escrever sobre Desconstruindo Harry (1997) do aclamado e polêmico Woody Allen. Considero este filme também como uma metalinguagem do próprio sujeito Woody Allen. Nesse longa, Harry, interpretado por Allen, é um escritor que utiliza sua arte para expressar suas ideias e sentimentos. Até então nada incomum, certo? Porém, o que faz Harry ter sérios problemas ao longo da trama é o fato dele utilizar em seus livros acontecimentos e particularidades de sua vida pessoal assim como de pessoas próximas como familiares e amigos. Esse é um filme interessantíssimo de se assistir, principalmente por aqueles leitores que também são escritores, mesmo que só de fins de semana.

Há outros filmes que poderiam compor esta lista. Pensei no Em Busca da Terra do Nunca (2004) e Shakespeare Apaixonado (1998) enquanto elaborava este artigo, mas me estenderia demais na proposta. A ideia é que o leitor possa aventura-se nestes e em outros filmes que contam a história de escritores, reais ou fictícios, que têm em seu âmago o amor pelas palavras.

Quais outros filmes vocês indicam?



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Retorno de Matt Damon à franquia Bourne vai abordar as consequências do escândalo suscitado por Edward Snowden

De Taiani Mendes


Quase quinze anos mais tarde, nada permanece igual.

Treze anos após O Ultimato, Matt Damon voltará a ser Jason Bourne. O novo longa, que terá direção de Paul Greengrass, vem sendo desenvolvido no maior sigilo, mas Damon deu algumas dicas sobre o que está por vir em entrevista concedida ao BuzzFeed:

"Sem estragar as surpresas, é Bourne no meio de uma Europa marcada pela austeridade, em um mundo pós-Snowden. Muita coisa mudou. Hoje há muita discussão sobre espionagem, liberdades civis e a natureza da democracia."

Questionado sobre a razão da interrupção da bem-sucedida franquia - que até tentou seguir adiante com Jeremy Renner em O Legado Bourne -, ele revelou que faltava assunto:

"Os filmes eram sobre o período do presidente Bush, então tivemos que esperar por mudanças no mundo."

As filmagens, com Julia StilesAlicia Vikander e Tommy Lee Jones, vão começar na próxima semana. Segundo o astro, a trama começa na Grécia, "o berço da democracia" e ponto crítico atual, e termina em Las Vegas. Bourne 5, ainda sem título, estreia em julho de 2016 nos Estados Unidos.

Fonte: AdoroCinema


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A resposta do sucesso do novo "Missão Impossível" é simples: Tom Cruise

Roberto Sadosvki


“Como ele consegue?" A pergunta vale para a cena inicial de "Missão Impossível: Nação Secreta", em que, sem trucagens digitais, Tom Cruise agarra-se, pelo lado de fora, a um avião que está decolando! Mas também vale para o padrão de qualidade do novo filme da série iniciada em 1996, que consegue, ao mesmo tempo, ser o melhor de todos os "Missão Impossível" e também um dos grandes sucessos da temporada do verão americano. "Como ele consegue?"

A resposta é até simples: sendo Tom Cruise. O ator de 53 anos faz parte de uma raça em extinção, mas que de vez em quando se ergue com fúria, a dos astros de cinema. Cada vez mais, filmes ancorados por um único nome no pôster têm dado espaço, no topo das bilheterias, a produtos --de super-heróis a adaptações de outras mídias.

Cruise entende profundamente não só o negócio do cinema, mas também como lidar com suas fases. Como produtor, dá pitaco em cada etapa da confecção de seus filmes, escolhendo elenco e equipe, e também se colocando como parte do time, não deixando que o sorriso milionário se torne uma egotrip, viabilizando empreitadas que equilibram qualidade com um faro apurado para acertar no gosto das plateias.

Se nem sempre essa mistura dá certo – o ótimo "No Limite do Amanhã", por exemplo, não encontrou seu público –, "Nação Secreta" acerta em cheio e de tantas maneiras que a vontade ao fim da sessão é levantar e aplaudir. É entretenimento puro, que respeita a inteligência da plateia com um roteiro tão absurdo quanto plausível, ao mesmo tempo em que tempera a coisa com ação e humor.

Os riscos são sempre elevados, o perigo é constante e seu protagonista, Ethan Hunt (Cruise, claro), às vezes parece que vai perder as rédeas da situação. Tudo é amarrado com cenas de ação tão explosivas e espetaculares que empalidecem os "Velozes & Furiosos" da vida.

Boa parte do mérito de "Nação Secreta" é o senso de narrativa apuradíssimo de seu diretor e roteirista, Christopher McQuarrie, com quem Cruise trabalhou no pouco visto (por sinal, veja, é bem bacana), "Jack Reacher - O Último Tiro". A caixa de brinquedos de "Missão Impossível", claro, é bem maior, e McQuarrie não se intimidou com o escopo da aventura, explorando ao extremo o absurdo da própria existência da IMF, a "Força-Tarefa Missão Impossível", um ramo ultrassecreto do governo que opera de maneira nada ortodoxa acima inclusive da própria CIA.





 





É a própria Agência de Inteligência ianque, representada pelo personagem de Alec Baldwin, Alan Hunley, que enxerga na IMF um órgão que mais atrapalha do que ajuda, deixando em suas missões uma trilha de destruição –mesmo que as vidas salvas sejam ignoradas. Nesse duelo de burocratas, Hunley larga nas mãos de William Brandt (Jeremy Renner), aliado de Hunt, uma IMF em frangalhos e prestes a ser absorvida pela CIA. O último entrave é uma caça às escuras empreendida por Hunt contra o Sindicato, uma organização terrorista que surge como a antítese da Força-Tarefa. Para Hunley, é uma mentira para garantir fundos aos movimentos de Hunt e cia.; para o próprio agente, agora perseguido por seus próprios aliados, é um perigo real e imediato que, caso não seja detido, pode se tornar o maior e mais poderoso agente do caos no planeta.

Chris McQuarrie parece ter prazer especial em colocar Ethan Hunt/Tom Cruise nas situações mais extremas –o passeio de avião do começo, acredite, não passa de aperitivo, completado com tortura, afogamento, acidentes de carro/moto e muita pancadaria. Este é, fácil, o filme mais violento da série. Para isso, o diretor cria em Solomon Lane (o ótimo Sean Harris), líder do Sindicato, o vilão perfeito. Ele parece sempre um passo à frente do protagonista, é cruel, amoral e desprovido de emoções, um vilão que realmente pode matar Hunt.

Ao contrário das aventuras de James Bond e Jason Bourne, porém, "Missão Impossível" é um esforço de equipe, e Ethan conta com o auxílio, além de Brandt, do estoico Luther (Ving Rhames, remanescente lá do primeiro filme, que Brian de Palma dirigiu em 1996), do hacker Benji (Simon Pegg, que tem a melhor química cômica com Cruise desde sempre) e da novata Ilsa (Rebecca Ferguson, da série "The White Queen").

Ferguson é, de longe, a melhor surpresa de "Nação Secreta". Em um ano em que os papéis femininos em grandes blockbusters ("Vingadores: Era de Ultron", "Jurassic World") ganharam uma justa dose de críticas, sua Ilsa Faust é uma agente mais que capaz de acompanhar –e superar– Hunt em sua missão. Até porque sua verdadeira função, e onde está sua lealdade, é um mistério que o filme saboreia antes de revelar por completo. Em nenhum momento Ilsa surge como "interesse romântico", mas sempre como uma igual. Honestamente, é o primeiro personagem de um filme da série que eu não me importaria se ganhasse um filme-solo ("As Aventuras de Ilsa", alguém?).

O fórmula do sucesso de "Missão Impossível: Nação Secreta" termina sendo a mesma tanto no universo ficcional do filme quanto do lado de cá: trabalho em equipe. Quando Cruise convocou J.J. Abrams e sua Bad Robot para produzir a terceira aventura, de 2006, encontrou também os parceiros perfeitos para lhe ajudar a tocar os filmes, sempre com equilíbrio em um bom texto, cenas de ação sempre impressionantes (que Cruise ainda faz questão de encarar com o mínimo, ou nenhuma, interferência de dublês) e bom humor. Parece simples, porque eles o fazem assim.

Seria bacana McQuarrie continuar tocando o barco no próximo filme, que Cruise já avisou que entra em produção ano que vem (ninguém está ficando mais jovem...), mas a tradição de "Missão Impossível" é entregar cada episódio a um autor diferente (John Woo, Abrams e Brad Bird seguiram De Palma, que começou tudo). Com uma máquina tão azeitada, até Woody Allen faria um trabalho formidável.

Por que não?



Fonte: UOL Cinema