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domingo, 23 de setembro de 2018

A literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.


A literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu hoje (19) a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Consultivo, que se reúne no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Site disponibiliza acervo raro com mais de 2 mil obras da literatura de cordel

“Poetas, declamadores, editores, ilustradores, desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores, e folheteiros, como são conhecidos os vendedores de livros, já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”, anuncia o Iphan.

A reunião contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa e do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira.  

O gênero literário é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Segundo o instituto, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações.

Literatura de Cordel – História
O cordel foi inserido na cultura brasileira ao final do século 19. O gênero resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe.
Tem ligação com as narrativas orais, como contos e histórias; à poesia cantada e declamada; e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.
Originalmente, a expressão literatura de cordel não se refere em um sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público, pendurados em barbantes, em uma especie de varal.
De acordo com o Iphan, os poetas brasileiros no século 19 conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil.


Clássicos da literatura infantil pelo mundo


Que tal uma volta ao mundo pelas páginas de diferentes clássicos da literatura infantil?
Veja a lista de obras que recomendamos
O instinto de ouvir e contar histórias faz parte do que nos torna humanos.
Quando o homem aprendeu a falar, antes mesmo de desenvolver a escrita, já utilizava o poder das histórias para passar ensinamentos e informações importantes para a sobrevivência de seu grupo, ou tribo.
A ideia de estar ao redor de uma fogueira ouvindo uma lenda sobre a formação do céu é tão atual quanto ver no Youtube um astronauta contando como é seu dia no espaço.
Crianças que ouvem histórias desde cedo desenvolvem a concentração e o poder de raciocínio. Mais do que isso, desenvolvem uma ligação com sua própria história e cultura. Ouvindo, aprendemos.
Por isso é tão importante incentivar a capacidade de ouvir desde cedo.
Veja alguns exemplos do que as crianças ouvem ao redor do mundo.

Literatura infantil pelo mundo – África
Os mais de cinquenta países do continente africano tem tradições tão diferentes quanto as do Marrocos e Madagascar, África do Sul e Costa do Marfim. Os contos reunidos em coletâneas do Brasil normalmente são os vindos de países que têm em comum conosco a história de colonização, como Gana e Nigéria, e a língua portuguesa, como Moçambique e Guiné Bissau.
A tradição dos contos africanos está muito mais ligada à cultura do que a religião e seu ensino é obrigatório por lei nas escolas brasileiras desde 1996, o que faz com que vários contos sejam encontrados em lojas país afora, como Sikulume e Outros Contos Africanos e Ulomma: A Casa da Beleza.

Literatura infantil pelo mundo – Brasil
Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky e João Carlos Marinho são alguns dos muitos nomes familiares da literatura infanto-juvenil brasileira. Mas o talvez maior sucesso do gênero no Brasil, nas estantes há gerações, é do carioca Ziraldo.
O Menino Maluquinho é uma homenagem tocante, engraçada e muito real à infância. Mineiro criado no Rio de Janeiro, Ziraldoescreve e desenha com uma simplicidade capaz de conquistar adultos e crianças na mesma medida. Outros clássicos do gênero que vieram de sua cabeça são Flicts, O Menino Marrom, O Joelho Juvenal, Rolim, Supermãe e A Turma do Pererê.

Literatura infantil pelo mundo – Colômbia 
A terra do realismo mágico oferece infinitas possibilidades de histórias incríveis para crianças. A literatura infanto-juvenil colombiana ocupa espaço generoso dentro das livrarias do país.
Exemplo de um clássico para crianças colombianas é Conjuros e Sortilégios, de Irene Vasco, que fala português e traduziu as obras da brasileira Ana Maria Machado para o espanhol.

Literatura infantil pelo mundo – Egito
As pirâmides, a esfinge e o deserto são parte do imaginário infantil, muito por causa de filmes e televisão. A coletânea Contos e Lendas do Antigo Egito conta as histórias desses monumentos e locais para crianças usando as belas lendas da terra dos faraós.

Literatura infantil pelo mundo – Indonésia 
História com personagens bichos e lições de moral são a definição de fábulas?—?as mais famosas são as do grego Esopo, autor de A Lebre e a Tartaruga e A Cigarra e a Formiga.
A Grande Corrida vem da mesma tradição, mas se passa no Sudeste Asiático e conta a história de um kanchil, um mamífero veloz encontrado nas florestas da Indonésia.

Literatura infantil pelo mundo – Itália. 
Inspiração para o desenho da Disney, o Pinóquio do Gepeto é italianíssimo. Criada em 1881 por Carlos Collodi, em Florença, a história ganhou alcance mundial com a versão animada nos anos 1940 e tem versões na Rússia, Japão e Brasil.
A saga de como Pinóquio deixa de ser um boneco de madeira e se torna um menino humano tem nada menos que 36 capítulos. A Companhia das Letras publicou a história original do Pinóquio em português.

Literatura infantil pelo mundo – Japão. 
Castelos, dragões e contos de fada. Seria como uma história dos irmãos Grimm, se não viesse de uma terra muito mais distante?—?o Japão. Os clássicos da literatura infantil japonesa são cheios de seres mitológicos e histórias sobre honra e amizade.
No Brasil, que tem a maior comunidade japonesa fora do Japão, As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas foram publicadas em dois volumes bilíngues reunindo 36 desses contos. Servem como iniciação ao universo mágico da terra do sol nascente, que é ao mesmo tempo tão distante e tão próxima dos brasileiros.
As belas ilustrações são do artista Yoshisuke Kurosaki, um dos desenhistas mais importantes do Japão.

Literatura infantil pelo mundo – Russia.
A história da Baba Yaga, com sua casa móvel sobre pernas de galinha, é talvez a mais conhecida do folclore russo mundo afora. Mas um país com uma tradição literária tão rica tem muito mais, é claro. Camponeses, monstros e princesas se unem a cossacos, popes e bogaries nas histórias ancestrais.
No Brasil é possível conhecer esse universo em Sete Contos Russos, que traz skázkas (ou lendas) adaptadas para o português pela escritora Tatiana Belinky, brasileira de origem russa.


domingo, 29 de julho de 2018

Autores nacionais que você precisa ler


Autores nacionais


Machado de Assis

A literatura brasileira é invariavelmente ligada a Joaquim Maria Machado de Assis, nascido no Rio de Janeiro em 1839, e responsável por fundar a Academia Brasileira de Letras.
Suas principais obras foram as realistas ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’, ‘Quincas Borba’ e ‘Dom Casmurro’. Morreu em 1908, aos 69 anos.

Carlos Drummond de Andrade

Mineiro de Itabira, Carlos Drummond de Andrade foi um dos principais poetas da literatura brasileira.
Sua principal obra é ‘A Rosa do Povo’, publicada em 1945, que reúne 55 poesias que retratam o cenário angustiante da época no Brasil e no mundo.
Nascido em 1902, morreu em agosto de 1987, aos 85 anos, no Rio de Janeiro.

Clarice Lispector

Jornalista e escritora, foi uma das principais autoras da literatura brasileira – apesar de ter nascido em Chechelnyk, na Ucrânia, em 1920. Clarice veio para o Brasil com os pais aos 2 anos de idade e sempre insistiu em reforçar a sua brasilidade.
Seus principais livros foram ‘A Hora da Estrela’, ‘A Paixão Segundo G.H.’ e ‘Laços de Família’. Ela morreu no Rio de Janeiro, em dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos.

Ariano Suassuna

Suas principais obras foram ‘O Auto da Compadecida’ e ‘A Pedra do Reino’. Nascido na Paraíba em 1927, o escritor e dramaturgo morreu em julho de 2014, aos 87 anos, no Recife.
Ariano Suassuna foi eleito em 1989 para ocupar a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras.

Érico Veríssimo

O escritor e tradutor nascido na gaúcha Cruz Alta, em 1905, viu o romance ‘Olhai os Lírios do Campo’ ganhar repercussão nacional e internacional em 1938.
Mas foi com a saga ‘O Tempo e o Vento’ – dividida em ‘O Continente’, ‘O Retrato’ e ‘O Arquipélago’ – que Érico Veríssimo obteve reconhecimento inquestionável, em uma das obras mais importantes do Rio Grande do Sul e da literatura brasileira. Morreu em 1975, aos 69 anos.

Luís Fernando Veríssimo

Filho de Érico Veríssimo, o também gaúcho Luís Fernando Veríssimo é um dos principais escritores contemporâneos do Brasil. Sua obra contempla textos, crônicas, contos, novelas, romances… Veríssimo nasceu em 1936 e criou personagens como Ed Mort, o Analista de Bagé e a Velhinha de Taubaté, além das famosas coletâneas de crônicas e contos ‘Comédias da Vida Privada’, ‘Comédias para se Ler na Escola’ e ‘As Mentiras que os Homens Contam’.

Graciliano Ramos

Alagoano de Quebrangulo, nascido em 1895, Gracialiano Ramos chegou até a ser prefeito da cidade Palmeira dos Índios antes de lançar suas principais obras literárias.
Como escritor, suas principais obras foram ‘São Bernardo’ e ‘Vidas Secas’ – além de ‘Memórias do Cárcere’, publicado postumamente, em 1953, mesmo ano de sua morte.

Guimarães Rosa

Médico, diplomata… e um dos principais escritores de todos os tempos da literatura brasileira. A leitura de João Guimarães Rosa não é fácil, mas é cativante.
O autor, bastante erudito, inovou na linguagem que utilizou em suas obras, condensou e inventou palavras, e escreveu livros importantíssimos como ‘Sagarana’, ‘Grande Sertão: Veredas’ e ‘Primeiras Estórias’. Nasceu em Cordisburgo, em Minas Gerais, em 1908, e morreu no Rio de Janeiro, em 1967, aos 59 anos.

Jorge Amado

O baiano de Itabuna é um dos escritores brasileiros mais reconhecidos em todo o mundo. Jorge Amado, que nasceu em agosto de 1912 e morreu em 2001, aos 88 anos, teve livros traduzidos para 49 idiomas e recebeu diversos prêmios internacionais.
Seus principais romances foram ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’, ‘Capitães de Areia’, ‘Tieta do Agreste’, ‘Gabriela, Cravo e Canela’, dentre muitos outros.

Paulo Coelho

Muita gente torce o nariz, mas é inegável o sucesso dos livros de Paulo Coelho, lidos no mundo inteiro: ele é o escritor de língua portuguesa mais vendido no planeta, com mais de 190 milhões de cópias comercializadas.
Sua principal obra é ‘O Alquimista’, traduzida para 80 idiomas.

Manuel Bandeira

Um dos principais poetas que o Brasil já teve, Manuel Bandeira tinha versos simples e diretos, que diziam pouco e significavam muito.
O pernambucano do Recife (Recife, não a Veneza americana, como cita no poema ‘Evocação do Recife’), nascido em 1886, foi também um dos principais nomes da Semana de Arte Moderna de 1922.
Bandeira, que sempre demonstrou em suas obras a melancolia por ser tuberculoso e poder morrer jovem, morreu somente em 1968, com 82 anos.

Mário de Andrade

Poeta e romancista nascido em São Paulo no ano de 1893, Mário de Andrade também foi um dos principais nomes da literatura modernista brasileira e da Semana de Arte Moderna de 1922. Suas principais obras foram ‘Macunaíma’ e ‘Pauliceia Desvairada’.

Rubem Alves

O mineiro de Boa Esperança foi um dos mais versáteis escritores da literatura brasileira: produziu crônicas, livros infantis, livros de religião, de ciência, de educação, de teologia.
Rubem Alves também era educador, tinha doutorado obtido nos Estados Unidos, psicanalista e professor universitário. Morreu em 2014, aos 90 anos.

Rubem Fonseca

Mineiro de Juiz de Fora e ainda vivo, Rubem Fonseca, nascido em maio de 1925, também é nome importante da literatura contemporânea no Brasil.
Possui um estilo forte, com temas sobre violência e sexo. Suas principais obras são ‘Agosto’, ‘O Caso Morel’ e ‘O Selvagem da Ópera’.

Vinícius de Moraes

Por último, mas não menos importante, Vinícius de Moraes. Foi poeta e compositor, porque a música também é uma poesia cantada.
Carioca nascido em 1913, o poeta lírico batizado Marcus Vinícius de Moraes assinou versos emblemáticos da cultura brasileira, como as canções ‘Garota de Ipanema’, ‘Eu Sei que Vou Te Amar’ e ‘Chega de Saudade’ (todas com o amigo Tom Jobim). Sem falar, é claro, no ‘Soneto de Fidelidade’.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Nosso Lar


Psicografado por Chico Xavier, Nosso Lar narra a história de André Luiz, médico que desencarnou precocemente, e suas experiências no mundo extra físico que dá título ao livro. 
Independente de religião, a obra trás uma mensagem de esperança, dando-nos a certeza de que existe vida após a morte, e que essa vida futura será pautada em nossas ações passadas.
As experiências vivenciadas por André e os demais personagens do livro, nos proporcionam ensinamentos de grande cunho moral. 
É por essa e outras que vale à pena ler Nosso Lar. 

"Após uma doença, o médico André Luiz desperta em um ambiente sombrio e desconhecido. Pouco tempo depois é levado à colônia espiritual Nosso Lar, um lugar que nunca imaginou existir e que, ao mesmo tempo, é tão semelhante à Terra. É nesta região de cura, aprendizado e constante trânsito que André Luiz passa a entender que existe uma realidade à nossa espera após a morte, uma nova forma de viver que representa apenas o início da jornada. No primeiro livro da coleção A vida no mundo espiritual, oEspírito André Luiz transmite suas observações e descobertas sobre a região espiritual, repleta de intensas atividades, em que se localiza, como modelar organização, a colônia Nosso Lar, onde Espíritos procedentes do plano terrestre passam por recuperação e educação espiritual antes de continuar seus caminhos. A narrativa vibrante, psicografada por Francisco Cândido Xavier no ano de 1944, é a preferida de milhares de leitores espíritas, tendo sido adaptada para o cinema em 2010."

domingo, 16 de abril de 2017

Conheça os 10 melhores livros da literatura brasileira


Incontáveis obras foram publicadas de Norte a Sul, evidenciando a qualidade da literatura nacional.
E sabe quais são as principais obras? É difícil definir, mas o Terra, em parceria com a Nuvem de Livros, elencou dez que são essenciais.
O Dia Nacional do Livro é comemorado no dia 13 de abril, em homenagem à data de fundação da Biblioteca Nacional, 29 de outubro de 1810.

Confira a lista

1. Dom Casmurro, de Machado de Assis
O romance é narrado em primeira pessoa por José Bento, o Bentinho (apelidado, na velhice, de Dom Casmurro, por viver recluso e solitário), que tenta reviver emoções afetivas com o objetivo de reconstituir o passado e sua história amorosa com Capitolina (apelidada Capitu). Torturado pelo ciúme, por não saber se Capitu havia ou não o traído com o amigo Escobar, Bentinho não consegue mais suportar a presença da mulher e do filho Ezequiel. Decide, então, separar-se deles.
Em seguida, faz uma viagem com a família à Europa, onde ficam Capitu e Ezequiel. Bentinho volta sozinho ao Brasil. Após alguns anos, Capitu morre, sem ter retornado ao País ou revisto o marido. Ezequiel, já moço, faz uma única visita ao pai, morrendo pouco depois numa viagem de estudos ao Oriente. Bentinho, já velho, fecha-se cada vez mais na sua vida solitária, quando passa a ser chamado de Dom Casmurro. É nessa fase que decide escrever a história de sua vida.

2. Amálgama, de Rubem Fonseca
Em ‘Amálgama’, mais novo livro de contos de Rubem Fonseca, residem todos os elementos (o erotismo, a violência, a velocidade narrativa, o clima noir) que consagraram o autor de Lúcia McCartney. Rubem Fonseca consegue construir uma narrativa que se desenha ao longo dos contos e, ineditamente, das poesias. Personagens e situações unidos pela tristeza, pela dor, pela raiva, pelo fracasso, pela ternura e pelo amor, um verdadeiro amálgama de vidas que se constroem e se destroem num instante.

3. Macunaíma, de Mário de Andrade
Mario de Andrade publicou 'Macunaíma' em 1938. Por falta de editora, a tiragem do romance foi de apenas 800 exemplares, mas o livro foi festejado pela crítica modernista por sua inovação narrativa e de linguagem. Macunaíma é o herói sem caráter, símbolo de um povo que não descobriu sua identidade. Uma releitura do folclore, das lendas e mitos do Brasil, escrita numa linguagem popular e oral.

4. Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues
‘Vestido de noiva’ consolidou Nelson Rodrigues como um dos nomes mais importantes da dramaturgia nacional. Enquanto se recupera no hospital depois de ser atropelada, Alaíde é assombrada por lembranças de seu passado conflituoso e as de madame Clessi, uma prostituta do começo do século 20. Encenado pela primeira vez em 1943, Vestido de noiva, que se articula em três planos cênicos (alucinação, memória e realidade), foi o primeiro grande sucesso de público de Nelson Rodrigues.

5. Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
Patriota doente, Quaresma teria enlouquecido se a Revolta da Armada não lhe desse a oportunidade de provar seu amor à pátria. Mas que pátria? Funcionários civis e militares sugando o Estado em benefício próprio? Criticando os costumes políticos brasileiros, o romance enfatiza a necessidade de se repensar nossa realidade social, constituindo um grito de protesto em meio à indiferença geral.

6. Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu
A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança estão presentes na série de contos que se entrelaçam como se fossem um romance nesta obra.

7. Grande sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
Na obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração entre o autor e a temática. Dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua narrativa. São os elementos básicos da condição humana que, em última análise, encontramos em 'Grande Sertão - Veredas' o que ela tem de mais fundamenta: o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria.

8. Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato
Reinações de Narizinho, um clássico da literatura infantil brasileira que continua atual como nunca, reúne histórias escritas por Monteiro Lobato em 1920. O livro narra as primeiras aventuras que acontecem no Sítio do Picapau Amarelo e apresenta Emília, a boneca de pano tagarela e sabida; Tia Nastácia, famosa por seus deliciosos bolinhos; Dona Benta, uma avó muito especial; e sua neta Lúcia, a menina do nariz arrebitado. Lúcia, mais conhecida como Narizinho, é quem transporta os leitores a incríveis viagens pelo mundo da fantasia.
Tudo começa com uma inesperada visita da neta de Dona Benta ao Reino das Águas Claras e com a chegada de seu primo, Pedrinho, ao Sítio, para mais uma temporada de férias. Depois do passeio pelo Reino das Águas Claras, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó.

9. Horas de desespero, Pedro Bandeira
Um grupo de presidiários foge da prisão levando o diretor como refém. Um dos condenados sugere que o grupo se esconda na escola da favela, onde ele estudou e que conhece muito bem. Os alunos e professores também são feitos reféns e a polícia cerca a escola. Os bandidos ameaçam matar as crianças, caso seus pedidos não sejam atendidos. Somente com muita coragem e heroísmo essa situação poderá ser resolvida sem que vidas sejam perdidas.

10. A morte e a morte de Quincas Berro D'Água, de Jorge Amado
Se arte tenta, sem entrar em discussões conceituais, ao menos abarcar com força os seres humanos, mudá-los de lugar, fazê-los sentir cheiros e gostos, ter novos questionamentos e anseios, então, não há dúvidas: ‘A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água’ é uma obra de arte da maior grandeza. Neste curto romance, Jorge Amado conta a história da morte (ou das mortes, como saberá o ouvinte) de Quincas Berro D'Água.
Quincas é um funcionário público que deixa a enfadonha vida em família e o dia-a-dia burocrático para viver como bem entende, bebendo cachaça e amando as mulheres e o mar. Sua morte põe em xeque os valores e sentimentos da família, dos amigos e da própria sociedade. Quem é o defunto? É o respeitável funcionário Joaquim? Ou o vagabundo beberrão que vagava pelas ruas de Salvador? O ligeiro sotaque da atriz Nevolanda Pinheiro, também nascida na terra de Jorge Amado, encarrega-se de ressaltar o recheio de humor e lirismo que o escritor baiano usa para contar direitinho como tudo aconteceu. Por que a fama de Quincas correu o mundo? De onde veio o apelido de Berro D'Água? Quem eram seus amigos, sua família e sua companheira? Por fim, como foi que Quincas morreu?