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sábado, 20 de maio de 2017

Mangá ‘Akira’ ganhará nova edição brasileira adaptada do original japonês


Trita e cinco anos depois de ser lançado no Japão, o mangá “Akira” ganhará uma nova edição no Brasil

Onde foi publicado pela primeira vez nos anos 1990 pela Editora Globo.

A ficção distópica de Katsuhiro Otomo será reeditada pela JBC no formato original japonês, com leitura da direita para a esquerda e desenhos em preto-e-branco, além de tradução direta do idioma original.

O primeiro dos seis volumes, que terão formato um pouco maior do que o dos quadrinhos americanos e cerca de 350 páginas por edição, está programado para sair na primeira semana de junho.

O preço vai girar em torno de R$ 70, por volume.

Lançado originalmente em 1982, “Akira” propõe um futuro distópico não muito distante de onde estamos hoje. Nas primeiras páginas, uma explosão atômica destrói Tóquio. Trinta e oito anos depois, uma nova capital, Neo-Tóquio, se ergue dos entulhos, com a população à mercê de gangues de motociclistas e facções anti-governo consideradas terroristas. O país planeja fazer as Olimpíadas no local onde caiu a bomba. Uma nova geração também ganha vida, com capacidade de gerar energia usando poderes da mente — com consequências terríveis.

Kaneda e Tetsuo, que fazem parte de uma gangue, são envolvidos em uma trama que esconde o desenvolvimento de um projeto para potencializar os poderes extrassensoriais das pessoas. Em seus passeios por Neo-Tóquio, os amigos topam com o Número 26, uma criança que é produto dessas experiências, e Tetsuo acaba sendo ferido e desaparece.

Segundo Cassius Medauar, editor-chefe da JBC, a versão brasileira terá uma periodicidade semestral:

— Quando o Otomo aprovou o relançamento, ele disse que queria que fosse relançado do jeito dele. Então, todo o material foi digitalizado e retocado.
É um processo que demora muito tempo. E os japoneses são muito exigentes, querem aprovação para tudo. Por isso, estamos prevendo uma demora nos lançamentos —disse ele.

A EDIÇÃO BRASILEIRA

A primeira edição de “Akira” começou a ser publicada no Brasil em dezembro de 1990. A Editora Globo baseava-se na versão americana da Epic Comics, selo alternativo da Marvel, completamente ocidentalizada, com inversão do sentido original de leitura, colorização dos desenhos e a tradução de um elemento fundamental dos mangás, as onomatopeias.

Em setembro de 1993, a publicação das revistas, que vinham sendo lançadas todos os meses regularmente, sofreu uma interrupção no número 33. E só seriam retomadas em dezembro de 1997, quando foi lançado o número 34, e encerradas com a publicação do número 38, em abril de 1998.

Com o sucesso da versão em longa-metragem de animação de “Akira” e dos brinquedos e outros produtos no Japão, a produção de quadrinhos passou a ter atrasos, chegando ao ponto de os americanos não terem mais material trabalhar e, por consequência o Brasil, já que tudo vinha de lá. A Marvel decidiu, então, interromper a publicação e retomá-la só quando a série tivesse terminado.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Com estilo noir, HQ nacional conta a história de um fotógrafo na ditadura




As ruas escuras de São Paulo da década de 60 servem como cenário perfeito para criar o clima noir que a graphic novel "Ditadura no Ar - Coração Selvagem" precisa. No enredo, o repórter fotográfico Félix Planta quer descobrir onde sua namorada Lenina está detida, após uma manifestação estudantil ter sido reprimida pelos militares. Ambientado em 1969, durante um dos períodos mais difíceis da história recente do Brasil, o quadrinho traz à tona novamente os horrores da ditadura.
A graphic novel foi relançada em volume único no dia 16 de junho durante a 22ª Fest Comix, em São Paulo. A edição original - já esgotada - foi feita em quatro partes em 2011. A trama policial foi escrita por Raphael Fernandes (da revista "Mad') e ilustrada pelo artista Rafael Vasconcellos. "O grande motivo para esta republicação é que faltam histórias de ficção mostrando os anos de chumbo", diz Fernandes.
"Não podemos nos esquecer das consequências de nos deixarmos levar pelo ódio e a intolerância. A ditadura brasileira não foi nem um pouco branca. Não existe nada de sutil em tortura, morte e ocultação de corpos", lembra.
Para o autor, cuja a obra ganhou o Troféu HQMix em 2013, os quadrinhos brasileiros estão vivendo uma verdadeira efervescência criativa. "Os quadrinhos nacionais precisam ser explorados pelos leitores de quadrinhos em geral. Sabe aquelas pessoas que só leem super-heróis, mangás ou infantis? Precisamos deles lendo nossas histórias para que possamos cada vez mais lidar com o que precisa ser contado", explica.

Embora a graphic novel seja uma obra de ficção, a ambientação é baseada em relatos reais e em uma extensa pesquisa histórica. "É um quadrinho de ficção com os dois pés na realidade", diz Fernandes. O autor destaca que os presos políticos, o exílio, a tortura e o poderio militar servem como pano de fundo dramático para uma trágica história de amor.
"Conversei com pessoas que realmente queriam mudar o Brasil e com outras que gostavam de andar com um livro vermelho debaixo do braço só para flertar com as garotas da faculdade. Muitos dos pontos apresentados na trama foram recontados exatamente como ouvi", destaca o autor.
Como a obra foi produzida de maneira independente, Fernandes revelou que enfrentou dificuldades para distribuir o material. "Eu perdi com o frete todo o lucro que ganharia nas vendas", lembra. "Cometemos alguns erros na época, como produzir de forma seriada e não em um livro fechado. Nesta nova edição, pudemos revisar e trabalhar muitas páginas que não estavam com a qualidade desejada".
Após os prêmios e os reconhecimentos que o quadrinho conquistou, Raphael assinou um contrato com a editora Draco, que entregará a obra nas principais livrarias do Brasil. A graphic novel custará R$ 44,90 e terá 104 páginas coloridas, no formato 17 x 24cm e com capa cartona.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cursos de Histórias em Quadrinhos (HQs)

Por Fábio da Silva


Para aqueles que são apaixonados por quadrinhos, segue abaixo a relação de alguns cursos de HQs que achei interessante. A maioria dos cursos é em São Paulo, na modalidade presencial; contudo, encontrei alguns na modalidade on-line. Sei que o foco deste blog é cinema e literatura, mas confesso que tenho uma queda por essa arte e talvez até me aventure a fazer um dos cursos. Vale à pena conferir.



EduK









Fonte: Google


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Stan Lee: “Não consigo mais ler quadrinhos”


O roteirista e produtor Stan Lee, cocriador de diversos heróis da Marvel, como Homem-Aranha, Hulk e Homem de Ferro, revelou que não consegue mais ler histórias em quadrinhos porque a sua visão está deteriorada. "A impressão é muito pequena. Não só quadrinhos, mas também não consigo mais ler o jornal, um romance ou qualquer outra coisa", disse o escritor de 93 anos em entrevista à revistaRadioTimes. "Eu sinto falta de ler cem por cento. É a minha maior saudade no mundo".

Os problemas de visão, porém, não impediram que Lee criasse novas histórias. No próximo dia 22, o canal Sky1, da TV britânica, vai lançar Lucky Man, série de sua autoria, sobre um detetive que conta com uma sorte sobrenatural e que será interpretado por James Nesbitt (The Missing). "Eu sempre digo que sorte é o maior superpoder, porque se você tem sorte, tudo acontece para você", disse.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Caverna do Dragão: 30 anos de um dos finais mais frustantes do mundo das séries

Cultuada animação baseada em Dungeons and Dragons terminou antes de seu último episódio. Conheça o boato e a (provável) verdadeira história final.


O dia 7 de dezembro é uma data marcante para muitos espectadores dos anos 80 e 90. Há exatos 30 anos, chegava ao fim, de maneira abrupta e controversa, um dos desenhos mais cultuados de seu tempo: Caverna do Dragão.

De premissa simples, a série acompanha um grupo de seis jovens que embarcam numa montanha russa e vão parar em outra dimensão, com poderes para sobreviver num mundo de magia. Ao seu redor, três grandes personagens: o Mestre dos Magos, que surgia, dava um conselho e de repente sumia; o vilão Vingador; e um dragão de cinco cabeças, Tiamat. E é só. Se não conhece, faça um favor a si mesmo: vá correndo ver!


Baseada no RPG "Dungeons and Dragons" (que só chegaria ao Brasil após o sucesso do desenho), a série criada por Gary Gygax foi produzida pela Marvel Productions e TSR, Inc., sendo um sucesso de audiência em seus dois primeiros anos de exibição na CBS. Na terceira temporada, a atração perdeu espaço para Os Smurfs. Tornou-se uma incógnita para os seus realizadores.


Caverna do Dragão foi uma série ousada. Eric era bobo, Uni era fofa, mas a essência do programa era pouquíssimo infantil. Magos, demônios e monstros coexistiam numa atração que muitas vezes se mostrou sombria. Sobre a linha tênue de uma temática mais adulta, optou-se pela não renovação. A série foi cancelada ao fim de 27 episódios — e antes do último. Para revolta dos fãs.



O boato do Inferno


O cenário de insatisfação pelo brusco término de Caverna do Dragão foi propício para o nascimento de um grande boato. Segundo a creepypasta, Hank, Eric, Diana, Sheila, Presto e Bobby teriam sofrido um acidente na montanha russa e morrido. O Reino seria, na verdade, o inferno. O Vingador e o Mestre, duas versões de um mesmo diabo. O unicórnio Uni seria o seu agente espião, por isso responsável por frustrar os planos de retorno à casa dos jovens. O dragão Tiamat, esse, sim, um anjo. Sua missão: avisá-los de que jamais voltariam pra casa.

Esse teor sombrio é, de fato, peculiar a Michael Reaves, roteirista responsável pelo episódio final e todos os outros mais pesados da atração. Porém, tudo invenção. A lenda tomou proporções tão grandes que o próprio fez questão de desmenti-la: "Essa história toda é absurda", disse Reaves, embora admitindo que levou Dungeons and Dragons o mais longe que pôde em termos de um programa infantil — e que por isso não se importaram em produzir o desfecho da série. Coube a um cartunista brasileiro fazê-lo.




Reinaldo Rocha produziu o 28º episódio de Caverna do Dragão em quadrinhos. Intitulada "Requiem", a versão não oficial homônima adapta o suposto texto de Michael Reaves. Esse final também possui teor adulto e um tom de polêmica, pois mostra que o Mestre dos Magos realmente — ao seu modo — manipulava os jovens. O motivo, ao menos, tinha sua nobreza: recuperar o Vingador, seu filho, desvirtuado para seguir um mestre "Cujo Nome Não Pode Ser Dito".

Para não estragar mais, não vou contar o que acontece no resto do episódio. Se também é um fã viúvo do fim de Caverna do Dragão, clique na capa abaixo e confira a versão não oficial em quadrinhos de seu aguardado desfecho. Se prefere o final em aberto e ter a sua própria versão da história, compartilhe com a gente aqui embaixo.

Requiem: O final de Caverna do Dragão



Fonte: AdoroCinema

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

De 11 a 15 de novembro, em Minas Gerais, acontecerá a FIQ - FESTIVAL INTERNACIONAL DE QUADRINHOS


Anote aí na sua agenda:

FIQ – FESTIVAL INTERNACIONAL DE QUADRINHOS
De 11 a 15 de Novembro de 2015, em Belo Horizonte – MG
Serraria Souza Pinto – Av. Assis Chateaubriand, 809 - Centro
Entrada gratuita

Para mais detalhes acesse o site oficial