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domingo, 23 de setembro de 2018

A literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.


A literatura de cordel é o novo Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu hoje (19) a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Consultivo, que se reúne no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Site disponibiliza acervo raro com mais de 2 mil obras da literatura de cordel

“Poetas, declamadores, editores, ilustradores, desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores, e folheteiros, como são conhecidos os vendedores de livros, já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”, anuncia o Iphan.

A reunião contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa e do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira.  

O gênero literário é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Segundo o instituto, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações.

Literatura de Cordel – História
O cordel foi inserido na cultura brasileira ao final do século 19. O gênero resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe.
Tem ligação com as narrativas orais, como contos e histórias; à poesia cantada e declamada; e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.
Originalmente, a expressão literatura de cordel não se refere em um sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público, pendurados em barbantes, em uma especie de varal.
De acordo com o Iphan, os poetas brasileiros no século 19 conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Por que a leitura é importante para manter o equilíbrio mental?


Equilíbrio emocional dicas

Você sabia que os livros, além de uma fonte inesgotável de entretenimento, também auxiliam no controle da saúde mental?

Diversas pesquisas feitas nos últimos anos atribuem à leitura uma grande gama de benefícios para o indivíduo, mentalmente e também em interações sociais.


Confira abaixo alguns!

Equilíbrio emocional dicas

1. A leitura diminui o risco de desenvolver Alzheimer ou demência. Diversos estudos, em especial um artigo publicado no jornal científico Neurology, realizados sobre a doença apontam que manter o hábito da leitura durante a vida adulta auxilia a manter a mente sã e adia os sintomas.

2. Leia um livro e fique mais calmo. Segundo um levantamento feito pela Universidade de Sussex, do Reino Unido, uma leitura de apenas 6 minutos já reduz em 68% os níveis de estresse no organismo, com uma diminuição da frequência cardíaca e menor tensão nos músculos.

3. Um estudo publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences, e realizado na Universidade de Toronto aponta que a leitura de qualquer narrativa induz uma maior compreensão e empatia pelas pessoas.

Segundo o estudo, o processo de leitura, interpretação de sentimentos e simulações de interações presentes nas obras e também na vida são muito parecidas. Indo no sentido mais científico ainda, a compreensão de histórias e contos divide a ativação de áreas da massa encefálica do mesmo modo quando se faz necessário a compreensão e interação com outras pessoas.

4. A Universidade de Toronto também realizou um estudo, publicado na Creativity Research Journal, que aponta que pessoas que mantém um hábito de leitura são mais criativas. A pesquisa sugere que os leitores conseguem enxergar novas possibilidades na rotina, e também possuem mais perspectivas sobre um determinado assunto.


terça-feira, 8 de maio de 2018

Filha de Steve Jobs vai lançar um livro de memórias sobre relação com o pai


Steve Jobs vem sendo reconhecido pelo seu trabalho com a Apple mesmo após a sua morte, em 2011.

Agora, quem presta homenagem ao criador da marca mais querida pelos millennials é sua filha, Lisa Brennan-Jobs, que serviu de inspiração para batizar um dos primeiros computadores pessoais da companhia.

Lisa anunciou que vai lançar um livro de memórias no próximo dia 4 de setembro, não exatamente sobre a história de seu pai, mas sim sobre a participação que o executivo teve em sua vida ao longo dos anos que esteve vivo.

A editora da publicação, Grove Press, descreve a obra como "uma história sobre crescer em mundos diferentes e os desafios de ter um pai famoso e imprevisível".

Esta será a primeira vez que Lisa fala tão abertamente sobre o relacionamento com Jobs. Uma das últimas vezes que isso aconteceu foi para a produção do filme biográfico Steve Jobs.

Lisa e sua relação com Jobs

Aos 39 anos, Lisa é a filha mais velha de Steve Jobs com sua antiga namorada Chrisann Brennan, e sua relação com o pai nunca foi tranquila.

No início, o cofundador da Apple negou a paternidade de Lisa mesmo após a comprovação de que ela era realmente sua filha biológica. Ele até se recusava a pagar pensão, valor que aumentou quando a Apple surgiu na mídia como uma empresa promissora.

Questionado sobre o nome que deu ao computador LISA, Jobs, na época, afirmava que aquilo, na verdade, era uma sigla para "Local Integrated System Architecture". Porém, alguns anos depois, ele assumiu que era uma homenagem à filha.

Fonte: Canaltech

sábado, 5 de maio de 2018

Autores opinam sobre os novos rumos da ficção científica atual


Muitos cenários e situações fantásticas que estamparam os roteiros da ficção científica do passado acabaram se tornando realidade. Podemos citar coisas como smartphones, headsets de realidade virtual, robôs e até mesmo a internet como exemplos de tecnologias que, quando vislumbradas por autores de sci-fi, ainda não existiam, mas, hoje, fazem parte do nosso cotidiano.

E com a tecnologia avançando a passos largos, fica a questão: o que será da ficção científica daqui para frente, em uma era em que praticamente qualquer invenção surreal pode acabar se tornando realidade? Afinal, roteiros envolvendo tecnologias ainda não existentes como o teletransporte ou a visita a outras galáxias, por exemplo, já estão saturados, e o imaginário popular está carente de "viagens" novas.

Então, o pessoal da revista Nature conversou com seis autores proeminentes da ficção científica atual para descobrir o que o gênero ainda pode oferecer além das distopias já manjadas.

Lauren Beukes aposta no afrofuturismo
A autora sul-africana gosta de mesclar temas relevantes da atualidade com ficção científica. Em As Iluminadas, um assassino em série viaja no tempo, ganhando o troféu da "Escolha do Leitor" no Exclusive Books, prestigiada premiação de literatura na África do Sul. Beukes também lançou um thriller chamado Zoo City que venceu o prêmio Arthur C. Clarke como melhor romance de 2011, além de Moxyland, romance cyberpunk que acontece em uma versão futura da Cidade do Cabo.

E ela acredita que a ficção científica segue relevante em uma época em que vivemos mudanças climáticas e crises políticas, além de embates sociais que impedem uma verdadeira globalização. Em sua opinião, o sci-fi pode nos ajudar a vislumbrar cenários futuristas com base nos acontecimentos atuais, ajudando a humanidade a não cometer erros que causem um futuro ainda mais caótico.
"A ficção é como nós lidamos com nós mesmos. Ao imaginar o inimaginável, é possível tornar a realidade mais suportável", acredita. E Lauren também acredita que, em um mundo em que as pessoas brancas sejam a minoria racial na África do Sul, mas detêm grandes poderes, fazendo com que a população negra ficasse historicamente marginalizada por lá, abordar o afrofuturismo seja um caminho interessante para o sci-fi.

Em suas palavras, "o afrofuturismo é um movimento artístico, estético e filosófico que combina ficção científica, magia, crenças tradicionais, história negra e cultura". Já existem obras recentes que abordam questões sociais e raciais de maneira criativa, no universo da ficção científica, e Beukes entende que "o aspecto mais emocionante do afrofuturismo é, talvez, a forma como se atreve a imaginar um futuro para o que foi historicamente e descaradamente negligenciado, não sendo necessariamente sobre cidades alternativas imaginadas, mas sobre os verdadeiros caminhos em que a transição e a descolonização estão acontecendo agora".

Kim Stanley Robinson, viagem no tempo e telepatia
O norte-americano ficou especialmente conhecido pela Trilogia de Marte, ganhando diversos prêmios renomados na literatura. Ele acredita que "agora, estamos vivendo uma novela de ficção científica em que todos escrevemos juntos".

Isso porque, em sua opinião, o presente parece perigoso e volátil, e o futuro é radicalmente incerto. Então, para lidar com essa amplitude de futuros possíveis, o autor costuma implantar um conjunto de ideias que organizam um determinado cenário.

Ele aposta, neste momento, em temas como viagens no tempo e telepatia. "A ficção nos leva a outras épocas e lugares, e nos leva dentro das cabeças das pessoas, onde ouvimos seus pensamentos e sentimos seus sentimentos", disse. E a ficção científica pode descrever qualquer momento, desde o amanhã até bilhões de anos no futuro.

Ken Liu não acredita que a ficção científica preveja o futuro
Nascido na China e naturalizado estadunidense, Ken Liu, além de lançar obras próprias, se dedica a traduzir livros de ficção científica chineses para o inglês. E ele não acredita que o sci-fi exatamente preveja o futuro, mas, sim, dá um vislumbre do que pode estar por vir. "A ficção científica, mesmo o tipo que leva a sério a idéia de 'futurologia', não tem sido muito boa em prever a realidade. Olhe ao redor: onde estão as colônias na Lua ou os portais para vagar pela Matrix?", questiona.

Ele entende que nossas tentativas de imaginar o futuro sejam frustradas pelo fato de que a evolução da tecnologia acontece, muitas vezes, além das previsões iniciais. "Ninguém que viu a primeira página HTML poderia ter previsto o Tumblr ou o Twitter, ou imaginou que a aplicação de filtros para selfies se tornaria um negócio de bilhões de dólares", argumenta.

Contudo, ainda que as histórias cyberpunk não tenham previsto com exatidão muito do que já existe em nosso mundo, como redes móveis avançadas ou a realidade aumentada, por exemplo, o gênero "nos deu base para refletir sobre a presença virtual como parte essencial das relações humanas, mediadas pela tecnologia".

Hannu Rajaniemi e seus mundos estranhos
Finlandês, este autor de ficção científica e fantasia acredita que explorar mundos estranhos seja uma boa pedida para o sci-fi atual, mais ou menos como tem sido feito na série Stranger Things, da Netflix. "O leitor deve se engajar na criação de sentido afetivo, com a garantia implícita do autor de que existe uma ordem subjacente detectável", acredita. "Quando isso acontece, há muitas vezes um momento transcendente e gentil que abre visitas ainda maiores além das páginas, na imaginação do leitor".

Então, Rajaniemi entende que o gênero, agora, deve tornar seus mundos mais estranhos, instigando a imaginação do leitor. "Quando voltamos da jornada, o mundo pode não ser menos estranho ou chocante, mas pode ser mais maravilhoso", opina.

Alastair Reynolds aposta na turbulência de ideias
Especializado em histórias obscuras e space operas, o britânico aposta na turbulência de ideias na ficção científica atual, fazendo o leitor parar para pensar. "A ficção científica é menos interessante quando o caminho para o futuro não é controverso", em sua opinião, e o autor concorda que "em um presente de ciência e ficção, pensar em futuros pode ser difícil".

No entanto, períodos de grandes transformações como o que vivemos hoje em dia dão origem a novas eras na ficção, o que inclui a científica. "Temos grupos de reflexão e institutos de futurologia", revela, justamente para que os acontecimentos atuais possam moldar as novas criações do gênero. "A ficção científica não está no âmbito da tranquilidade. Em vez disso, é dedicada à turbulência, transformação e imprevisibilidade. E nesses tempos turbulentos, precisamos dela mais do que nunca", conclui.

Aliette de Bodard e o impacto no cotidiano
A franco-americana ficou conhecida por seu tom especulativo em suas obras, e acredita no poder da ficção científica para causar impactos em nosso cotidiano. Ela entende que estamos vivendo uma era de grandes mudanças socioeconômicas, "para o bem ou para o mal", em suas palavras.

"Hoje, a ciência é penetrante, desde novas vacinas até smartphones onipresentes que atuam como assistentes pessoais e terminais de pagamento. E a ficção científica, agora, como no passado, constitui as histórias da ciência", acredita. Essas histórias, por sua vez, acabam por moldar as regras da realidade, sendo "nossas bases para dar sentido ao mundo e fazer com que ele mude".

Aliette entende, ainda, que, para quem escreve ficção científica, "desafios assustadores também podem ser estimulantes". Ela crê que o sci-fi possa nos dizer caminhos possíveis que uma nova tecnologia ou estudo científico podem nos levar, podendo dizer que tipo de sociedade estamos moldando, bem como "as grandes desigualdades entre aqueles que se beneficiam dos avanços científicos e da riqueza, e aqueles que ficaram para trás".

Finalizando seu raciocínio, a autora entende que "à medida em que o ritmo da descoberta científica se acelera e seu impacto nos aprofunda, a ficção científica está cada vez mais enredada com a ficção convencional". Afinal, a ciência atualmente pode beneficiar a sociedade de forma seletiva ou ser usada de forma inadequada, e a ficção fornece meios para que o leitor vislumbre cenários possíveis, bem como seus impactos em nosso cotidiano. "Precisamos lembrar o que a ciência pode fazer, dos horrores às maravilhas, e mostrar isso nas histórias que criamos", conclui.

Fonte: Canaltech

sábado, 26 de agosto de 2017

Onda de rejeição alcança até ministros do Supremo

Repúdio ao Executivo e Legislativo chega ao Judiciário, revela pesquisa Ipsos; apenas Moro e Joaquim Barbosa mantêm índice elevado, apesar de queda de aprovação

A onda de rejeição a políticos e autoridades públicas já não se limita ao governo e ao Congresso e chegou com força ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Pesquisa Ipsos mostra que, entre julho e agosto, houve aumento significativo da desaprovação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o juiz Sérgio Moro enfrenta desgaste: apesar de seu desempenho ainda ser majoritariamente aprovado pela população, sua taxa de rejeição está no nível mais alto em dois anos.

A pesquisa avaliou a opinião dos brasileiros sobre 26 autoridades de distintas esferas de poder, além de uma celebridade televisiva, o apresentador de TV Luciano Huck. Quase todos estão no vermelho, ou seja, são mais desaprovados do que aprovados. As exceções são Huck, Moro e o ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa. Os dois últimos são responsáveis pelos julgamentos dos dois maiores escândalos de corrupção do País: mensalão e Operação Lava Jato.

Para Danilo Cersosimo, um dos responsáveis pela pesquisa, o aumento do descontentamento com o Judiciário pode estar relacionado “à percepção de que a Lava Jato não trará os resultados esperados pelos brasileiros”. Outros levantamentos do Ipsos mostram que o apoio à operação continua alto, mas vem caindo a expectativa de que a força-tarefa responsável por apurar desvios e corrupção na Petrobrás provoque efeitos concretos e mude o País. “Há uma percepção de que a sangria foi estancada, de que a Lava Jato foi enfraquecida”, disse Cersosimo.

Na lista de avaliados pelo Ipsos estão três dos 11 atuais integrantes do Supremo: Cármen Lúcia, a presidente; Edson Fachin, relator dos casos relacionados à Lava Jato; e Gilmar Mendes, principal interlocutor do presidente Michel Temer no Tribunal. Os três enfrentam deterioração da imagem.

Além de Moro e Fachin, há na lista outros dois nomes relacionados à Lava Jato: o do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba. Eles também sofrem desgastes.

Fonte: Estadão


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Site ajuda a encontrar livros difíceis, esgotados


Se você é apaixonado por livros
E nem sempre encontra os que procura, um site brasileiro poderá te ajudar.
O Livros Difíceis se propõe a encontrar até aqueles esgotados, fora de catálogo.
O site da editora ajudou a muitos leitores, no site há diversos depoimentos.


A entrega
"Encontraram em 7 dias, mas recebi 30 dias após ter feito o pedido. Acho que o trâmite desde a descoberta do livro, passando pela negociação com o proprietário, até chegar nas mãos do cliente, não é muito convencional, pois eles buscam livros até mesmo em bibliotecas particulares, e o preço é o que o proprietário pede", contou.

O preço
Como o serviço para localizar faz parte do preço final, os livros saem bem mais caros.


A "editora Livros Difíceis fez o "milagre" de encontrar para mim um livro superimportante para o trabalho que estou desenvolvendo no momento".

O site da editora também oferece serviço para organizar sua biblioteca.

Serviço

Sobre a busca por livros difíceis, raros ou esgotados

Gostei de um livro na Biblioteca Eletrônica. Como comprá-lo?
1) Você precisa estar cadastrado e logado em nosso site para efetuar sua compra. No lado esquerdo da tela, preencha o campo nome ou telefone e sua senha e autentique-se no site;
2) Já logado, clique em “Comprar”. O livro será automaticamente adicionado à sua cesta de compras. Você poderá continuar navegando pelo site para procurar por outros itens ou concluir a compra clicando no botão “Finalizar compra”, próximo ao campo de busca;
3) Para finalizar sua compra, digite o CEP do local de entrega de seu produto, calcule o valor e clique para que o envio do pedido seja feito. Em seguida você receberá por e-mail a nossa resposta e em breve terá seu pedido em mãos!

Quais são as condições de pagamento?
Os pagamentos devem ser efetuados via depósito bancário.

Quanto custa a busca por um livro difícil?
O serviço de encontrar o livro para você não custa nada. Uma vez encontrada a publicação, o cliente fica livre para comprá-la ou não, de acordo com o preço fornecido pelo dono do livro.
Salvo raríssimas exceções, em geral os livros não ficam em nosso estoque. Eles são buscados de acordo com a sua solicitação.

Quanto tempo leva entre o pedido do livro e a entrega?
Uma vez encontrado o livro, em média 15 dias úteis.

Quero encomendar um livro difícil. Como faço?
Para solicitar que nossa equipe fareje pela publicação desejada é necessário que você esteja cadastrado e logado no site.


domingo, 2 de julho de 2017

Jornalistas escrevem biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht


Um dos principais personagens dos últimos anos do Brasil, o empresário Marcelo Odebrecht é revelado pelos jornalistas Regiane Oliveira e Marcelo Cabral no livro “O Príncipe – Uma biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht”, lançamento da editora Astral Cultural .
Regiane Oliveira, que atualmente trabalha no El País Brasil, e Marcelo Cabral, que soma mais de 15 anos de carreira e nos últimos quatro anos atuou como editor na revista Época Negócios, da Editora Globo, somaram experiências, conhecimentos e fontes em um árduo trabalho de levantamento de dados e investigação. Ambos realizaram dezenas de entrevistas com fontes próximas ao empresário, além de terem acesso aos inquéritos que correm na Justiça sobre as 41 fases da operação Lava Jato.
O resultado dessa pesquisa pode ser conferido nas mais de 400 páginas do livro, que revela de modo inédito a personalidade detalhista, disciplinada e obstinada de Marcelo Odebrecht. A obra revela toda a trajetória do herdeiro da maior dinastia corporativa brasileira, que recebeu o apelido de Príncipe, desde sua infância em Salvador, passando pela ascensão nos corredores da empresa familiar até a queda, com sua prisão pela Polícia Federal, bem como sua vida no cárcere e os detalhes de sua explosiva delação premiada.
O mergulho nesse universo de informações tem um propósito: mostrar como a vida do presidente do grupo Odebrecht é um desfile de paradoxos. Ao mesmo tempo em que possuía uma fachada de cidadão de bem – pai carinhoso, marido atencioso e homem discreto, avesso à ostentação, bem como um empresário que deu emprego a quase 200 mil pessoas, pagou bilhões de reais em impostos e levou um dos maiores grupos empresariais do país a uma era de ouro – também exercia a corrupção nas sombras.  Montou um sistema profissional de pagamento de propinas e caixa dois para uma legião de políticos de todos os espectros ideológicos e subverteu a cultura corporativa criada pelo seu avô, a TEO, uma espécie de teologia que prega a honestidade e a transparência.
Marcelo Odebrecht era, simultaneamente, o empresário respeitável, condenado como líder de quadrilha. Amado pelos funcionários. Temido pelos políticos. Um Príncipe que se sentia como o bobo da corte da República.Parte do material de pesquisa dos autores, como a transcrição da delação premiada feita por Marcelo Odebrecht à Justiça, estará disponível no site www.livrooprincipe.com.br, a partir do dia 1º de julho.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como ler mais e mais rápido


Algumas pessoas conseguem ler mais de 100 livros por ano.
Sim, elas existem. Mas como fazem isso?
E como elas dizem que as outras pessoas também conseguem fazer se quiserem?
Isso parece impossível pra você? Bom, não é. Eu, por exemplo, costumo ler cerca de 50 livros por ano, e sei que se eu me dedicasse um pouco mais, conseguiria alcançar a meta de 100 livros em 365 dias.
Porém, um especialista em memória e concentração entrevistado pela revista GQ disse que o segredo não é dedicação. Na verdade, é o desprendimento. Como assim? Ele dá dicas infalíveis para você ler mais e mais rápido – um livro por semana, especificamente.

Não leia antes de dormir, leia antes de trabalhar
A maioria das pessoas decide ler antes de dormir. Se você lê à noite, você provavelmente só vai conseguir vencer algumas páginas antes de ficar sonolento. Em vez disso, a recomendação é cair na leitura na parte da manhã. Mesmo se você não é tipo de pessoa que levanta bem mais cedo do que o necessário, use o tempo que você gasta fuçando o Facebook ou no Instagram antes de sair para o trabalho para ler alguns capítulos. Você também pode ler no caminho, se for trabalhar de ônibus, ou durante o café da manhã.

Abuse do transporte público
Além de economizar, ler no transporte público vai te fazer avançar bastante na leitura e te manter mais concentrado na história. Aliás, leve o livro para tudo quanto é canto.
Aliás, é importante levar o livro para tudo quanto é canto: consulta médica, shopping, enfim, qualquer lugar. Ter um livro por perto vai te fazer gastar aqueles minutos que você normalmente gasta no celular, lendo.

Se o livro estiver uma droga, pare
Não se sinta obrigado a terminar um livro porque já começou. Tem livros que não funcionam para determinadas pessoas, histórias que não cativam, tipos de leitura que não prendem. Enfim, se o livro estiver realmente chato ou ruim, largue. Vá ler outra coisa.

As livrarias ainda existem – pegue livros emprestados
Pegar um livro em uma livraria vai te obrigar a ler o livro mais rápido, afinal, você vai precisar devolver em um prazo, certo? Outra dica é pegar livros emprestados e pedir para a pessoa que te emprestou cobrar a devolução.

Leia mais de um livro ao mesmo tempo
Parece loucura, mas é uma boa tática. Leia mais de um livro ao mesmo tempo: um romance, um livro de “não ficção”, um quadrinho…Não importa.
Dessa forma, quando você se sentar para ler, vai sempre encontrar algo que se encaixe com o seu humor do momento. Se você, por exemplo, tiver muito tempo disponível, parta para o romance. Se o seu dia foi chato e cansativo, leia quadrinhos.

Mantenha um histórico do que você leu
Registrar o que você leu em aplicativos específicos ou até mesmo nas suas redes sociais vai te fazer se sentir mais realizado e também incentivado a continuar lendo. Pode apostar.

Dito isso: divirta-se. Ler não deve ser uma obrigação chata, deve ser algo que te dê prazer.



sábado, 20 de maio de 2017

Mangá ‘Akira’ ganhará nova edição brasileira adaptada do original japonês


Trita e cinco anos depois de ser lançado no Japão, o mangá “Akira” ganhará uma nova edição no Brasil

Onde foi publicado pela primeira vez nos anos 1990 pela Editora Globo.

A ficção distópica de Katsuhiro Otomo será reeditada pela JBC no formato original japonês, com leitura da direita para a esquerda e desenhos em preto-e-branco, além de tradução direta do idioma original.

O primeiro dos seis volumes, que terão formato um pouco maior do que o dos quadrinhos americanos e cerca de 350 páginas por edição, está programado para sair na primeira semana de junho.

O preço vai girar em torno de R$ 70, por volume.

Lançado originalmente em 1982, “Akira” propõe um futuro distópico não muito distante de onde estamos hoje. Nas primeiras páginas, uma explosão atômica destrói Tóquio. Trinta e oito anos depois, uma nova capital, Neo-Tóquio, se ergue dos entulhos, com a população à mercê de gangues de motociclistas e facções anti-governo consideradas terroristas. O país planeja fazer as Olimpíadas no local onde caiu a bomba. Uma nova geração também ganha vida, com capacidade de gerar energia usando poderes da mente — com consequências terríveis.

Kaneda e Tetsuo, que fazem parte de uma gangue, são envolvidos em uma trama que esconde o desenvolvimento de um projeto para potencializar os poderes extrassensoriais das pessoas. Em seus passeios por Neo-Tóquio, os amigos topam com o Número 26, uma criança que é produto dessas experiências, e Tetsuo acaba sendo ferido e desaparece.

Segundo Cassius Medauar, editor-chefe da JBC, a versão brasileira terá uma periodicidade semestral:

— Quando o Otomo aprovou o relançamento, ele disse que queria que fosse relançado do jeito dele. Então, todo o material foi digitalizado e retocado.
É um processo que demora muito tempo. E os japoneses são muito exigentes, querem aprovação para tudo. Por isso, estamos prevendo uma demora nos lançamentos —disse ele.

A EDIÇÃO BRASILEIRA

A primeira edição de “Akira” começou a ser publicada no Brasil em dezembro de 1990. A Editora Globo baseava-se na versão americana da Epic Comics, selo alternativo da Marvel, completamente ocidentalizada, com inversão do sentido original de leitura, colorização dos desenhos e a tradução de um elemento fundamental dos mangás, as onomatopeias.

Em setembro de 1993, a publicação das revistas, que vinham sendo lançadas todos os meses regularmente, sofreu uma interrupção no número 33. E só seriam retomadas em dezembro de 1997, quando foi lançado o número 34, e encerradas com a publicação do número 38, em abril de 1998.

Com o sucesso da versão em longa-metragem de animação de “Akira” e dos brinquedos e outros produtos no Japão, a produção de quadrinhos passou a ter atrasos, chegando ao ponto de os americanos não terem mais material trabalhar e, por consequência o Brasil, já que tudo vinha de lá. A Marvel decidiu, então, interromper a publicação e retomá-la só quando a série tivesse terminado.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

OS 5 PRINCIPAIS PRÊMIOS LITERÁRIOS DO BRASIL

Os prêmios podem ser considerados uma retribuição em dinheiro ou objeto de valor, por serviço prestado, uma recompensa ou remuneração. Mas também é uma distinção conferida a alguém que se destaca por méritos, feitos ou trabalhos.


Autores já se preparam para os prêmios literários de 2017No mundo literário prêmios foram criados para estimular a escrita criativa e valorizar os melhores livros e autores. Nem sempre de forma justa aos olhos dos concorrentes mas, na maioria, as  premiações refletem os trabalhos relevantes de um determinado período ou ano, e um corpo de jurados trata, com imparcialidade, das avaliações dos inscritos.

Preparamos uma lista dos principais prêmios nacionais previstos para 2017, para que você possa já se preparar. E, mesmo para aqueles que ainda não publicaram sua obra, ainda dá tempo. Lembrando que as datas e prazos não são fixas, podendo ser alteradas e que não há também garantia de continuidade (exemplo do Prêmio Portugal Telecom, substituído em 2015 pelo Prêmio Oceanos).

Prêmio Sesc de Literatura | Promovido pelo Serviço Social do Comércio, premia anualmente obras inéditas nas categorias Conto e Romance, destinadas ao público adulto, escritas em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros, residentes no Brasil.

Prêmio São Paulo de Literatura | Criado em 2008 pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo difunde e valoriza a leitura. Seleciona anualmente os melhores livros de ficção, no gênero romance, escritos em língua portuguesa, originalmente editados e publicados no Brasil no ano anterior.

Prêmio Oceanos | A partir de 2015 o Prêmio Portugal Telecom de Literatura foi cancelado pelos antigos patrocinadores, passando a ser chamado de Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa (hoje patrocinado pelo Itaú Cultural). A premiação é focada nas obras de poesia, prosa e crônicas em língua portuguesa.

Prêmio Jabuti | Conhecido como o “oscar” da Literatura, o Jabuti (organizado pela Câmara Brasileira do Livro) lançará a sua 60ª edição e é, sem dúvida, o mais tradicional e antigo prêmio literário brasileiro, desde a sua primeira edição em 1959.

Prêmio Fundação Biblioteca Nacional | Também é anual e premia autores, tradutores e projetistas gráficos brasileiros em nove categorias: poesia, romance, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil.

Os prêmios literários são uma ótima oportunidade para divulgar a literatura, os temas pertinentes, conhecer novos escritores e obras. E para você, que sabe que tem um bom trabalho em mãos, “Mãos à Obra!”

Comece 2017 com grandes perspectivas. Prepare a sua obra para as premiações.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Site disponibiliza acervo raro com mais de 2 mil obras da literatura de cordel

Casa Rui Barbosa disponibilizou acervo raro de literatura de cordel. São mais de 2 mil obras


Um acervo raro da literatura de cordel, gênero literário muito popular no nordeste brasileiro, agora está disponível para os leitores de maneira online e gratuita.

A Fundação Casa Rui Barbosa (FCRB) criou o Cordel – Literatura Popular em Verso, um site que reúne, até o momento, obras de 21 cordelistas. No total, estão disponíveis 2.340 folhetos para consulta.

O site reúne versões originais e variantes dos cordéis. Foram disponibilizados ao público aqueles que já estão em domínio público e os que foram autorizados pelos próprios autores ou por suas famílias a fazerem parte do acervo digital.

O projeto foi idealizado pela professora Ivone da Silva Ramos Maya que, após receber um material muito raro do cordelista Leandro Gomes de Barros, um dos mais reconhecidos e importantes poetas do gênero, passou a imaginar um meio de dividir com o público os escritos do autor.

Em entrevista concedida ao Ministério da Cultura, ela diz que tem planos de ir mais longe com a ideia: “pretendo encaminhar uma proposta para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para que o cordel seja tombado como patrimônio da humanidade”, disse.

Além dos folhetos, o site possui também biografias dos autores e a bibliografia disponível na FCRB com 400 referências dentre artigos, livros, recortes, teses e dissertações.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ler dois livros ao mesmo tempo exercita o cérebro?

Descubra se vale a pena ou não consumir várias histórias de uma só vez.


Parece ser uma coisa complicada ou impossível, mas existem pessoas que conseguem ler mais de uma obra simultaneamente e lembrar de todos os enredos.

Estudos afirmam que esse hábito força o nosso cérebro a lembrar de mais coisas e abrir espaço para mais memórias, além de aguçar a concentração.

Outras pessoas afirmam que ler vários livros ao mesmo fazem com que o livro fique menos chato, e a vontade de terminá-lo aumente. Outros escolhem assim para caso não gostem do livro ou queiram saber de uma parte específica não precisem ficar presos a ele. O cérebro é um músculo, e fazer de tudo para exercitá-lo o tornará mais forte.

Alguns #Livros podem ser muito extensos ou difíceis de ler, então há a necessidade de leituras alternativas para dar uma “relaxa”. No começo será difícil, mas com o tempo você poderá ter concentração para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tente ler em horários específicos, para assim você criar uma rotina e se adaptar mais fácil.

Porém, se você aposta na prática para ler mais livros em menos tempo, saiba que poderá estar se cansando em vão, pois o tempo para ler ambos seria o mesmo caso fosse lê-los separadamente ou até maior, pois enquanto se acostuma, terá que voltar em algumas partes pois o risco de esquecimento é maior. Outras pessoas afirmam que desse modo acabam perdendo o foco e confundindo os personagens mesmo depois de algum tempo, ou não possuem muito tempo disponível para isso. Também corre o risco de abandonar um dos dois, sejam os temas iguais ou diferentes, pois haveria comparação.

Ainda há um terceiro grupo, que preferem reler um livro no mesmo instante em que começam um inédito, assim movimentam a prateleira e não deixam seus velhos amigos empoeirados.

Independente de ser um ou 5 livros, a #leitura deve ser fundamental e recorrente no dia a dia, pois trás vários benefícios: estímulo da criatividade, relaxa a mente, absorção de conhecimento e informação, etc. Atualmente, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, lendo apenas de 4 á 5 livros no ano.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Literatura espírita se expande com e-books

Primeira livraria de obras digitais da religião no Brasil foi lançada pela Editora Celd com a plataforma Bibliomundi.


Espiritismo reúne 3,8 milhões de adeptos no país, segundo IBGE

Com expressivo mercado no Brasil, o segmento editorial espírita passa a dispor da primeira plataforma para publicação e venda regular de livros digitais. A livraria virtual, lançada pela Editora Celd - Léon Denis, conta inicialmente com cerca de 20 obras em Língua Portuguesa convertidas eletronicamente, que podem ser lidas na tela do tablet, do smartphone ou do computador. A tecnologia foi viabilizada pela plataforma de publicação e distribuição de e-books Bibliomundi e está disponível no endereço:  www.edicoesleondenis.com

Raphael Secchin, fundador da Bibliomundi (www.bibliomundi.com.br), ressalta que a novidade possibilita acesso dos e-books espíritas a mais de 250 milhões de pessoas que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. “A iniciativa da Editora Celd representa um novo caminho para democratizar e ampliar o acesso à cultura espírita-cristã. É uma facilidade para os leitores do Brasil e do exterior que se comunicam em Português e poderão adquirir as obras em qualquer lugar do mundo”, afirma.

Na lista de títulos, estão as cinco obras que integram a Codificação Espírita – conjunto de livros escritos na França por Allan Kardec, fundador da doutrina, no século XIX: “Livro dos Espíritos” (1857), “Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1867).

“Existem muitas pessoas espíritas fora do Brasil e o principal problema que elas relatam é a dificuldade de acesso a livros do segmento. Enviar o livro espírita para fora do país ainda é muito caro. Todos que têm acesso à internet estão aptos, com essa plataforma, a receber o seu livro na hora. O acesso ao conteúdo é imediato e de forma prática”, explica Vitor Nogueira, do departamento de distribuição da Editora Celd. De acordo com ele, o usuário pode montar uma biblioteca no dispositivo e desfrutar da leitura em qualquer lugar.

Segundo o último censo do IBGE, de 2010, o espiritismo tem 3,8 milhões de adeptos no Brasil e é a terceira maior religião do país, depois dos evangélicos e católicos. Há 14 mil centros espíritas cadastrados na Federação Espírita Brasileira. Reportagem da revista ‘Superinteressante’, de maio de 2015, apontou que o mercado editorial espírita fatura mais de R$ 500 milhões por ano, com mais de 150 milhões de livros vendidos no Brasil.

 A Bibliomundi disponibiliza, na Google Play, um aplicativo que permite ao leitor escolher onde deseja comprar seus e-books, por preço ou por afinidade. A ferramenta proporciona conforto visual na leitura noturna, evitando a sensação de vista cansada. O usuário pode ainda personalizar sua experiência, ajustando os textos para a fonte e o tamanho que melhor lhe agradam. A Bibliomundi funciona ainda como plataforma de autopublicação e edição de livros digitais para os escritores, com informações do perfil do leitor e da leitura da obra para acompanhamento pelos autores.


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é o livro mais vendido de 2016 na Amazon americana

Oitavo livro da saga foi lançado nos Estados Unidos em julho


A divisão norte-americana da Amazon anunciou que a edição de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada foi o livro mais vendido em seu site em 2016. O segundo e terceiro lugares ficaram respectivamente com When Breath Becomes Air, do médico Paul Kalanithi (publicado no Brasil pela Sextante com o título O Último Sopro de Vida) e o thriller The Whistler, de John Grisham (ainda inédito no país, o autor é publicado pela Rocco).

"O poder de Potter ainda é muito forte, e leitores das mais variadas idades parecem não se cansar de Hogwarts. O livro foi certamente o mais esperado do ano, e quebrou diversos recordes de pré-venda muito antes de seu lançamento oficial", comentou o editor da Amazon Chris Schluep.

Lançado dia 31 de julho nos EUA, o livro também foi um sucesso no Brasil. Lançado no fim de outubro, o livro já vendeu incríveis 150 mil exemplares no país. Para efeitos de comparação, o livro mais vendido no ano até agora, de acordo com o site especializado PublishNews, é Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, com pouco mais de 350 mil exemplares vendidos.

A peça pode ir para a Broadway em 2018. O site diz que os produtores estão em negociações avançadas para uma temporada no New York's Lyric Theater. Se confirmada, essa será a primeira saída da peça de Londres, e pode abrir caminho para outros lugares no futuro - incluindo o Brasil.

Fonte: Omelete

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

J.R.R Tolkien 125 anos | A curiosa trajetória do sucesso tardio de O Senhor dos Anéis

Edição pirata norte-americana e movimento hippie transformaram livro em bestseller quando escritor tinha mais de 60 anos


No dia 3 de janeiro de 1892, nasceu John Ronald Reuel Tolkien. Em 2017, a efeméride fica ainda mais especial, pois Tolkien completa 125 anos. E o ano promete para os fãs do escritor. Em meio a edições comemorativas e livros inéditos, Tolkien segue sendo celebrado como um dos autores mais influentes dentro da literatura mítica moderna. E não é para menos. O garoto nascido em Blumefontaina, na África do Sul e que gostava de inventar novas línguas mudou para sempre o gênero da fantasia ao criar a Terra-Média um mundo complexo e de grande riqueza cultural, linguística e mitológica.

No entanto, o sucesso de O Senhor dos Anéis demorou para acontecer. É estranho pensar nisso hoje em dia, ainda mais após a conquista de uma nova audiência com as adaptações de Peter Jackson para o cinema, mas, uma breve análise da trajetória comercial do livro evidencia que o sucesso global veio muito tarde. Tolkien já passava dos sessenta anos quando O Senhor dos Anéis fez dele um autor best-seller. Apesar do imediato sucesso no Reino Unido, foram necessários dez anos para que editora comprasse os direitos de publicação nos Estados Unidos, em uma história cercada de curiosidades e determinante para a transformação de O Senhor dos Anéis em um fenômeno mundial.

Em 21 de setembro de 1937, Tolkien publicou O Hobbit e imediatamente o trabalho foi bem recebido por crítica e público, com a tiragem de 3.500 exemplares se esgotando de forma rápida. Apenas um mês depois do lançamento, Tolkien e seus editores começaram a conversar sobre uma sequência. O autor então ofereceu à editora O Silmarillion, mas este projeto foi  recusado pelos executivos, que estavam buscado um livro no mesmo tom do O Hobbit. Tolkien percebeu então que o ponto de partida seria o anel recuperado por Bilbo na caverna de Gollum. A história cresceu e o primeiro volume de O Senhor dos Anéis foi publicado na Inglaterra no verão de 1954, quase 16 anos depois de Tolkien ter iniciado o trabalho.


Os três volumes foram publicados entre 54 e 55 na Inglaterra pela Allen & Unwin e importados para o Estados Unidos pela Houghton Mifflin. No início de 1964, Donald Wollhein, funcionário da Ace Books, editora conhecida por publicações em formatos populares e de menor custo, começou a observar o sucesso do O Senhor dos Aneis entre os universitários norte-americanos, especialmente na Califórnia. Empolgado com o potencial da obra, Wollhein ligou para Tolkien e perguntou se o professor  autorizaria a publicação da trilogia em paperbacks. A resposta foi curta e grossa: “Nunca permitirei que meus grandes trabalhos sejam lançados em um formato tão degenerado como paperback”.

Obstinado, Wollhein então pesquisou a situação contratual das obras de Tolkien nos Estados Unidos e descobriu um furo de copyright no contrato com a editora que importava a obra para a América. Se aproveitando da confusa política de copyright nos EUA da época, a Ace publicou em junho de 1965 as edições “degeneradas”, que logo caíram no gosto popular. Pressionado pela editora, Tolkien se viu obrigado a completar uma série de revisões na qual já vinha trabalhando, para que sua editora americana pudesse lançar novas edições tanto de O Senhor dos Anéis quanto de O Hobbit. Vendo o aproveitamento da trilogia da Ace nas vendas, a Houghton & Mifflin decidiu lançar uma versão original sem revisões do autor em uma edição sem muitos atrativos, o que rendeu críticas do próprio Tolkien.

Ainda que as edições da Ballantine viessem com uma declaração de autorização de publicação do autor, a Ace Books vendia os livros com um preço mais barato ($ 0.75 contra $ 0.95 da Ballantine) e capas mais atraentes. Em suas respostas às cartas de fãs norte-americanos, Tolkien contava sobre o aborrecimento que sentia em relação à confusão editorial. O boca-a-boca entre os fãs cresceu com uma velocidade impressionante e, em poucos meses, o imbróglio chegou à imprensa nacional, intrigando pessoas que nunca haviam lido O Senhor dos Aneis a procurar o volume nas livrarias. Durante o ano de 1965, 100 mil exemplares da edição da Ace haviam sido vendidos. Em seis meses do mesmo ano, a edição da Ballantine alcançou a marca de um milhão de exemplares vendidos.

A pressão excercida por grupos de fãs das obras do autor mostrava um pouco das proporções que Tolkien começava a adquirir dentro da cultura popular da época. A publicidade e o envolvimento dos leitores na briga editorial entre a Ace Books e a Ballantine, aliados à significativa marca de um milhão de exemplares vendidos, provocaram o surgimento de um certo culto sobre o autor, que caiu nas graças da juventude norte-americana e encontrou ecos dentro do movimento hippie. Rapidamente, Tolkien se viu no meio de um furacão midiático, sendo transformado em uma espécie de guru e pavimentando seu caminho para se tornar a principal referência dentro da literatura fantástica, praticamente um sinônimo do gênero.

Próximo da aposentadoria e ansioso para dedicar o tempo livre na edição de outros projetos, principalmente O Silmarillion, livro que passou quase quarenta anos escrevendo, J.R.R Tolkien não aproveitou totalmente o sucesso de O Senhor dos Aneis. De personalidade forte, não gostou de ter se tornado uma figura cultuada, não entendendo o porquê das pessoas se interessarem tanto por sua rotina, hábitos ou vida privada. Para Tolkien, só a obra importava. 125 anos depois de seu nascimento, podemos afirmar com segurança de que ele estava certo.

Fonte: Omelete

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Clube do Chaves aumenta audiência do SBT em 70% durante a tarde

Emissora retomou seriado mexicano após ter reduzido sua frequência em 2016


Provando que reduzir sua frequência de exibição em 2016 foi um erro, o SBT viu um aumento de 70 % no seu público durante a tarde ao introduzir o bloco Clube do Chaves, que transmite Chaves, Chapolin e Dr. Chapatin no horário anteriormente ocupado pelo programa Fofocando. A informação é da Folha.

Exibido entre 2001 e 2002 na grade do canal, o programa é uma releitura do "Programa Chespirito", exibido no México entre 1970 e 1973 e 1980 e 1995, onde o SBT junta os personagens clássicos do humorista em uma exibição.

Fonte: Omelete

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

1º Concurso Novos Talentos da Literatura ”José Endoença Martins”


Informações:
a) Aberto a todos os interessados
b) Obras inéditas: Romances, Contos, Poemas, Infantojuvenil, HQ

Premiação:
I) Troféus e certificados

Prazo: até 30 de junho de 2017


Organização:
NEL – Núcleo de Estudos Linguísticos
CAEL – Centro Acadêmico dos Estudantes de Letras

Contato - Mais informações e Dúvidas:
novostalentos@furb.br

Regulamento:

http://www.furb.br/web/1704/noticias/letras-busca-revelar-talentos-na-literatura/5849

http://www.furb.br/_upl/files/noticias/concurso_novos_talentos_da_literatura.pdf

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Bondinho da Leitura em Curitiba - PR

Por Maria Fernanda


A Rua XV de Novembro é um ponto bem conhecido em Curitiba: comércio popular, vai e vem de gente, aquele burburinho típico de centro da cidade. Em 1973, depois que foi feita a implantação do calçadão da Rua das Flores, a esquina da Rua XV com a Rua Ébano Pereira também ganhou um presente: um bondinho, desses que circulavam antigamente pelas ruas das cidades.
Este, especificamente, não rodou por Curitiba, veio de Santos, litoral de SP, para ornamentar o calçadão recém inaugurado.

Até meados da década de 1980, o Bondinho funcionava como uma área de recreação para as crianças. Os pais e mães iam fazer compras no comércio do centro e tinham aquele espaço para deixar os pequenos, que oferecia atividades pedagógicas e artísticas. Depois, o Bondinho também funcionou como Posto de Informações Turísticas da Secretaria Municipal de Turismo.

Foi em 2010, após uma revitalização, que o espaço ganhou o nome de “Bondinho da Leitura”, que é parte das ações do programa Curitiba Lê, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba. Junto com o novo nome, uma nova função social dentro desse espaço aparentemente pequeno: um acervo literário com mais de 2.500 obras que estão disponíveis para empréstimo gratuito.

Quem circula pelo calçadão pode emprestar livros apresentando um documento de identificação, é bem simples. E quem quiser ler por ali, também rola. O espaço é interno é uma graça!